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Nesta terça-feira (20), no Maracanã, a partir das 21h30 (de Brasília), Vasco e Boca Juniors têm uma verdadeira decisão pela frente em busca de uma vaga na final da CONMEBOL Sul-Americana . E se dentro de campo o clima promete ser tão quente quanto o do jogo de ida, em La Bombonera , fora dele a rivalidade é mais amena.
Apesar de não serem oficialmente "aliadas", as principais torcidas organizadas de Vasco e Boca nutrem uma parceria que dura mais de duas décadas. E tudo começou por conta de um argentino, torcedor xeneize , que escolheu o Cruzmaltino como seu clube do coração no Brasil.
Levando o mesmo sobrenome de Riquelme , um dos maiores ídolos da história do Boca ao lado de Diego Maradona , Omar Roman veio pela primeira vez ao Brasil em 1983 e teve um "amor à primeira vista" pelo Vasco. Não só por conta da calorosa recepção que teve dos vascaínos no Rio de Janeiro, mas também pela idolatria por Roberto Dinamite .
Em 2001 , Omar, que à época era segurança do Vasco, viveu a sua primeira experiência vendo o Boca em São Januário, quando o time argentino disputou o jogo de ida das quartas da CONMEBOL Libertadores contra o Vasco e venceu por 1 a 0, com gol de Guillermo Barros Schelotto . E o duelo também serviu para o torcedor, metade xeneize , metade vascaíno, estreitar a relação entre as duas torcidas.
Na decisão da Libertadores de 2023 , quando o Boca também veio ao Maracanã para encara o Fluminense , Omar auxiliou os torcedores xeneizes no Rio, oferencendo todo o suporte necessário aos argentinos que viajaram para verem a final in loco. Em 2025 , Roman veio a falecer, e deixou o legado para o seu filho, Diego Roman .
O empresário de 34 anos nasceu no Rio de Janeiro e também compartilha a paixão entre Vasco e Boca. Nesta semifinal, assim como o pai, se colocou à disposição para ajudar os torcedores do Xeneize no Rio. Assim como foi na ida, em La Bombonera, quando o Cruzmaltino venceu por 1 a 0.
Em entrevista ao ESPN.com.br , Diego contou sobre como foi a experiência amistosa entre as torcidas de Boca e Vasco em Buenos Aires e lembrou com emoção do pai.
"Foi uma coisa única (em La Bombonera). Ao mesmo tempo, eu fui com a mente de que estamos enfrentando o Boca, então fui com a mente de rival. Eu respeitei, só xinguei o árbitro (risos). Eu pensava no meu pai, estava com a minha família. Foi uma coisa incrível", disse.
"Foi ótima (a recepção na Argentina). A torcida (do Boca) nos recebeu, trocamos camisas, nos abraçamos. Eles foram muito simpáticos, eles nos escoltaram até o setor visitante, falaram para mostrarmos a camisa do Vasco, que estávamos respeitando. Passamos no meio da torcida", lembrou.
"(Para o jogo de volta) nos colocamos à disposição, vamos fazer o mesmo com eles. Pretendo dar um abraço neles. Amigos, amigos, negócios à parte. Só queremos ver os nossos times na final. E quem peder, pode ter certeza que ninguém vai querer abraçar um ao outro (risos)".
Diego também falou sobre o "coração dividido" na semifinal, mas disse que escolheu um dos lados para torcer: o Vasco. E explicou a escolha.
"Quem ganhar, eu estou na final (risos). Mas eu escolhi o Vasco, precisa mais. O Boca já ganhou tudo, vai se contentar com um título. Para o Vasco, ganhar a Sul-Americana é muito mais importante. Caso o Boca passe, vou torcer para ser campeão", finalizou.
Com a vitória por 1 a 0 na ida, o Vasco pode até empatar no Maracanã que vai à final da Sul-Americana. Já o Boca, precisa de um triunfo por pelo menos dois gols de diferença para ficar com a vaga.
Quem avançar, encara no dia 21 de novembro , em Barranquilla, na Colômbia, Atlético-MG ou Montevideo City Torque , que se enfrentam nesta quarta (21), às 19h (de Brasília), com transmissão ao vivo pela ESPN no plano premium do Disney+ . Na ida, em Belo Horizonte, o Galo largou na frente e venceu o time uruguaio por 3 a 0 .
Boca Juniors (C) - 20/10, 21h30 (de Brasília) - CONMEBOL Sul-Americana
Corinthians (C) - 24/10, 18h30 (de Brasília) - Brasileirão
Flamengo (C) - 29/10, 20h (de Brasília) - Brasileirão