Conteúdo Original
A demissão de Fernando Diniz pelo Corinthians levou o "Diario AS", da Espanha, a voltar os olhos para a frequência de trocas de treinadores no futebol brasileiro. Em análise sobre o cenário do Brasileirão, o jornal definiu o país como um "triturador" de técnicos e destacou que 19 profissionais já perderam seus cargos durante a temporada, após 29 rodadas da competição.
➡️ Tudo sobre os maiores craques no seu WhatsApp! Entre no Lance! Futebol Internacional!
O treinador deixou o Corinthians depois da derrota para o Internacional . O episódio também estabeleceu uma marca inédita no campeonato: Diniz foi o primeiro técnico a ser demitido duas vezes na mesma edição do Brasileirão, já que havia deixado o Vasco ainda na terceira rodada.
Na avaliação do veículo espanhol, a instabilidade dos comandos técnicos contrasta com a força dos clubes brasileiros nas competições continentais. O jornal destacou a presença de equipes do país nas semifinais da Libertadores como exemplo da relevância esportiva do Brasil na América do Sul, enquanto as sucessivas demissões evidenciam a falta de continuidade nos projetos.
A saída de Diniz foi a mais recente de uma sequência que já havia atingido nomes conhecidos do futebol sul-americano. Entre os profissionais citados pelo Diario AS estão Jorge Sampaoli, demitido do Atlético Mineiro, Filipe Luís, que deixou o Flamengo, Tite, desligado do Cruzeiro, e Hernán Crespo, que saiu do São Paulo.
A lista também inclui Juan Carlos Osorio e Léo Condé, do Remo; Vojvoda, do Santos; Martín Anselmi e Franclim Carvalho, do Botafogo; Dorival Júnior, do Vasco; Luis Zubeldía, do Fluminense; Luis Castro, do Grêmio; Gilmar del Pozo, da Chapecoense; e Pezzolano, do Internacional.
O caso de Fernando Diniz chama a atenção por reunir duas saídas na mesma temporada. Depois de deixar o Vasco nas primeiras rodadas, o técnico assumiu o Corinthians, mas não conseguiu permanecer no cargo após o revés diante do Internacional.
O Diario AS usa a sequência de desligamentos para destacar a pressão sobre os treinadores no futebol brasileiro. O número de demissões registrado até a 29ª rodada reforça o contraste apontado pelo jornal entre o protagonismo internacional dos clubes do país e a curta duração de parte dos trabalhos à frente das equipes.