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Só para assinantes Assine UOL Opinião Barcelona tetra da Champions: domínio absoluto em uma final de gigantes Yara Fantoni Colunista do UOL 24/05/2026 00h23 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Barcelona tetra da Champions Imagem: Yara Fantoni Noite de Champions tem um cheiro próprio. Mistura de ansiedade, batata frita, refrigerante nos corredores, luzes cortando o céu e aquele frio na barriga que só o futebol sabe provocar. Mas para mim, aquela final teve algo diferente. Eu estava lá. No estádio. Vivendo tudo de perto em uma experiência especial que transformava cada detalhe da noite em algo ainda mais inesquecível. No meio do barulho, da fumaça e dos cantos que faziam a arquibancada inteira estremecer, eu vi o maior duelo do futebol feminino europeu parecer simples nas mãos do Barcelona. Porque quando se fala em final de UEFA Women's Champions League entre Barcelona e o Olympique Lyonnais, não se trata de um jogo qualquer. É o encontro de gigantes. De um lado, o clube que dominou a Europa por anos. Do outro, o time que virou símbolo da nova geração do futebol feminino. Era para ser uma batalha equilibrada, pesada, nervosa. Juca Kfouri Palmeiras bota poeira na vida do Fla de Carrascal PVC Palmeiras grita Abel, Maracanã canta Palmeiras André Santana Família Bolsonaro virou problema até para a direita Paulo Camargo Minha mãe apareceu em tela e mudou uma empresa Mas o Barcelona fez tudo parecer fácil, e talvez tenha sido isso o mais assustador. O Lyon começou tentando mostrar força. Tanto que logo nos primeiros minutos chegou a balançar as redes. Por alguns segundos, a torcida francesa comemorou, e o estádio congelou. Mas o gol acabou anulado pelo VAR. O susto serviu apenas para acordar ainda mais o Barcelona. Depois disso, o jogo virou um recital. A atacante Ewa Pajor comandou o espetáculo com dois gols, sempre decisiva, sempre fria diante da meta. E a jovem estrela Salma Paralluelo completou a noite mágica com mais dois gols, fechando o 4 a 0 que entrou para a história. E o mais impressionante era olhar para o gramado e quase esquecer que do outro lado estava o gigante Lyon. Um clube acostumado a finais, acostumado a levantar taças, acostumado a assustar qualquer adversário. Mas naquela noite, parecia pequeno diante da intensidade, da técnica e da confiança do Barcelona. Nas arquibancadas, a sensação era ainda mais surreal. A torcida do Barcelona parecia maioria absoluta. Era impossível olhar para os lados e não ver camisas espalhadas por todos os cantos. Camisas de Lionel Messi, de Alexia Putellas, de Carles Puyol. Gerações diferentes unidas pela mesma paixão. Os cantos não paravam um segundo. Cada passe era comemorado. Cada gol fazia o estádio tremer como se fosse o Camp Nou em noite europeia. E eu lembro de olhar em volta depois do quarto gol e perceber algo raro no futebol: a sensação de inevitabilidade. Não havia tensão. Não havia dúvida. Apenas a certeza de que eu estava assistindo uma atuação histórica ao vivo. Continua após a publicidade Quando o apito final chegou, ninguém queria ir embora. As jogadoras comemoravam diante da torcida enquanto a taça brilhava sob as luzes do estádio. O Barcelona conquistava seu quarto título europeu, mas parecia conquistar também algo maior: respeito definitivo como potência absoluta do futebol feminino. E eu fiquei ali, parada, tentando guardar cada detalhe daquela noite. Porque algumas partidas você assiste. Outras você vive. Obrigada Pepsico! Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Yara Fantoni por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Palmeiras bota poeira na vida do Flamengo de Carrascal Rússia lança ataque maciço com mísseis balísticos contra capital da Ucrânia Palmeiras aproveita expulsão, bate Flamengo e abre 7 pontos no Brasileirão EUA e Irã negociam cessar-fogo de 60 dias para reabrir Hormuz, diz agência O artífice por trás da enorme vitória do Palmeiras no Maracanã