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Em entrevista exclusiva ao Lance! , o volante Hugo Moura , atualmente no Al-Fayha , da Arábia Saudita, abriu o jogo sobre seu momento no futebol exterior, a adaptação à cultura local e a parceria com o técnico Fábio Carille . Com passagem marcante pelo futebol carioca, o jogador relembrou a convivência no histórico elenco do Flamengo de 2019 e analisou a trajetória do Vasco na Copa do Brasil de 2025.
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Tendo atuado pelos dois lados do Clássico dos Milhões , Hugo abordou as particularidades de cada torcida e deu o seu palpite para o confronto decisivo desta quinta-feira (29), lembrando que seu último gol com a camisa cruz-maltina foi justamente contra o Rubro-Negro.
Questionado sobre a adaptação na Arábia Saudita e sobre o auxílio de Fábio Carille , comandante da equipe, Hugo ressaltou a confiança no treinador e atribuiu a ele grande parte do mérito pelas boas atuações e pelos gols marcados na temporada. Desde a sua estreia pelo Al-Fayha , em agosto, o meio-campista soma cinco gols em 12 jogos disputados.
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— Eu já trabalhei com o Carille duas vezes no Brasil e devo essa adaptação aqui não só a ele, como a toda a comissão que vem me ajudando dia após dia na Arábia . Sabemos que é um país de uma cultura totalmente diferente e que temos que nos adaptar o mais rápido possível, então eles estão sendo fundamentais. Tenho que agradecer muito a eles, porque não é fácil chegar a um país diferente do que estamos habituados e, em tão pouco tempo, fazer gols e boas atuações. Isso vem muito do trabalho do Carille — disse Hugo .
— Ele ( Carille ) sempre conversou comigo e me deu total liberdade (para buscar fazer gols). Como eu sou um primeiro volante, me deu liberdade para chegar bastante à área do adversário e me deu toda a confiança. Isso fica um pouco mais fácil dentro de campo quando a gente tem a confiança do treinador. Graças a Deus, estou conseguindo fazer meus gols. Agora é focar para a nossa equipe também sair vitoriosa nos jogos, que é o que está faltando, porque estamos jogando bem muitas das vezes e deixando o resultado escapar nos últimos minutos — completou.
Ao comentar sobre o nível da Liga Saudita, Hugo Moura afirmou que a presença de atletas de nível mundial tem elevado a qualidade da competição. Além disso, o ex-jogador do Vasco apontou o ponta Summerville , do Al-Hilal e da seleção da Holanda , como o adversário mais difícil que enfrentou.
— A Arábia está ficando cada vez mais difícil de jogar por causa do nível do campeonato. Sabemos que tem jogadores muito talentosos que, mundialmente falando, são jogadores de Copa do Mundo . Tem o Martinelli agora no Al-Hilal , tem o Cristiano Ronaldo , o Ríos também no Al-Ittihad e vários outros jogadores muito bons de se enfrentar, que deixam o campeonato competitivo e aumentam muito o nível — iniciou.
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— Eu joguei contra um pontinha do Al-Hilal ( Summerville ), que é uma fumaça. É um nome meio complicado, mas, quando joguei contra ele, fiquei muito surpreso. Gostei muito do futebol dele e acho que está fazendo muita diferença no Al-Hilal — afirmou.
Relembrando o início de carreira, Hugo Moura comentou a sua subida da base para o profissional do Flamengo e o privilégio de dividir momentos com os jogadores do elenco estrelado de 2019. De acordo com o volante, o aprendizado com estrelas como Filipe Luís e Arrascaeta foi essencial para o seu desenvolvimento posterior.
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— Eu falo que fui muito feliz de poder viver tudo aquilo em 2019. Fui a muitos jogos, mas acabei entrando pouco. Joguei pouco, mas o que aprendi com aqueles jogadores foi fundamental para a minha carreira, de entendimento do jogo e de ver o que eles faziam dentro de campo. Estamos falando de Rafinha , Filipe Luís , Diego Ribas , Gabigol , Arrascaeta , Bruno Henrique , Willian Arão , Gerson — lembrou.
— Tive a minha estreia em 2018 e às vezes ficava me perguntando por que não subi antes, mas creio que Deus tinha preparado algo muito importante para a minha carreira. Quando subi em 2019, tivemos esse ano que vai ficar para sempre na memória do torcedor flamenguista e da Nação. Fico feliz de poder estar no meio de jogadores tão talentosos. Foi uma experiência muito boa que vou levar para a vida toda. Minha família e eu temos muito orgulho do que vivemos em 2019 — completou.
A Copa do Brasil de 2025 foi outro ponto importante da carreira de Hugo Moura . Segundo o jogador do Al-Fayha , o vice contra o Corinthians em 2025 foi doloroso, principalmente pelo resultado conquistado na Neo Química Arena na partida de ida e, de acordo com ele, seria uma maneira de coroar o merecimento daquele grupo. Além disso, afirmou que segue acompanhando o clube e que torceu muito nos jogos contra o Boca Juniors na Sul-Americana .
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— É um momento difícil de falar porque fizemos um bom resultado e depois fomos para a nossa casa, com a nossa torcida, e acabamos perdendo o jogo. Creio que demos o nosso melhor e fizemos tudo o que tínhamos para fazer. O Corinthians foi melhor nas decisões e conseguiu achar dois gols. Aquele grupo merecia muito aquele título e merece chegar longe — disse o volante.
— Faltou pouco agora na Sul-Americana e eu estava torcendo demais por eles, porque sei do dia a dia e do que passaram e passamos: pressão, perigo de rebaixamento, ver o Vasco lá embaixo na tabela... Já passamos por muitas coisas que exigem dar uma resposta — analisou Hugo.
— Teve um gosto amargo (a eliminação), pois conseguiram um excelente resultado contra o Boca e acabaram sofrendo a virada. Mas ainda tem o Campeonato Brasileiro e a Copa do Brasil — encerrou.
Sobre o confronto na semifinal da Copa do Brasil entre Palmeiras e Vasco , que se inicia no próximo domingo (1º) no Nubank Parque, Hugo avaliou a dificuldade de enfrentar o time de Abel Ferreira em seus domínios. Apesar de crer em uma ansiedade dos ex-companheiros, disse que torce para que cheguem à final.
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— Creio que estão muito ansiosos para o jogo. Sabemos que é uma partida muito difícil, ainda mais na casa do Palmeiras , pois sabemos como é jogar lá. Mas creio que estão motivados. Que eles possam fazer um excelente jogo na ida e também na volta. Não sei onde será, se no Maracanã ou em São Januário , mas que possam fazer uma grande partida e avançar para essa final — afirmou.
Para aquecer o duelo entre Vasco e Flamengo nesta quinta-feira (29), pelo Brasileirão , Hugo Moura comentou, com a propriedade de quem já vestiu as duas camisas, o que espera da atuação das torcidas e deixou claro o resultado que deseja.
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— A gente sabe que o apoio da torcida é fundamental. Sabemos da grandeza do Flamengo e da torcida que tem. O Vasco também tem uma torcida gigantesca e um elenco que está cada vez mais se qualificando. Creio que vai ser um grande jogo de se assistir e que vença o melhor. Como disse, no meu palpite, quero que seja um empate, até para não ficar ruim para nenhum lado, mas que a torcida vá ao estádio apenas para apoiar e incentivar o seu time. Tenho a certeza de que vai ser um grande jogo e um grande espetáculo — encerrou.