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O que os 26 estrangeiros que jogam na elite do vôlei pensam sobre a Superliga e o Brasil? A elite da Superliga teve 24 times em ação nesta temporada – 12 no naipe feminino e 12 no masculino. Algumas equipes receberam o auxílio de nomes de peso do vôlei nacional, como Thaisa, Macris, Bruninho e Lucão. Mas estrangeiros também são parte importante do torneio brasileiro. Ao todo, 26 atletas nascidos no exterior estiveram em ação até o fim da fase classificatória, e muitos ainda disputam os playoffs. Para conhecer a realidade desses jogadores, que vêm de 17 países e quatro continentes diferentes, o ge entrou em contato com cada um e enviou as seguintes perguntas: Por que escolheu jogar no Brasil? Como avalia o nível técnico da Superliga? Como avalia a estrutura dos ginásios brasileiros? O que mais gosta de fazer no Brasil? Qual sua comida brasileira favorita? Qual o seu (sua) jogador(a) brasileiro(a) favorito(a)? Qual é maior dificuldade na adaptação? + Veja a tabela completa da Superliga Feminina de vôlei + Confira a tabela completa da Superliga Masculina de vôlei + Júlia Kudiess vai jogar no vôlei italiano na próxima temporada 1 de 15
Estrangeiros de 17 países disputam a Superliga — Foto: Editoria de Arte Estrangeiros de 17 países disputam a Superliga — Foto: Editoria de Arte Todos os 26 estrangeiros – 17 mulheres e nove homens – responderam, e o detalhamento dos tópicos pode ser conferido no decorrer da reportagem. De forma geral, houve uma avaliação positiva da Superliga, assim como da estrutura oferecida pelos clubes brasileiros. Os jogadores também se mostraram adaptados à cultura local, ainda que o idioma tenha sido apontado como barreira. Dos cinco continentes, só a Oceania não teve jogadores em ação na Superliga 2025/2026. De acordo com a Confederação Brasileira de Voleibol (CBV), o número de estrangeiros chegou a 28 nesta temporada, mas a mexicana Grécia Castro e o argentino Manuel Armoa deixaram Tijuca e Guarulhos, respectivamente, ainda durante a fase classificatória. A dupla e os seis gringos da Superliga B não foram ouvidos pelo ge . 2 de 15
Gringos da Superliga — Foto: Editoria de Arte Gringos da Superliga — Foto: Editoria de Arte Vale destacar que as quartas de final da Superliga Feminina estão em andamento, e o início dos playoffs masculinos será neste sábado (4). O sportv2 transmite a reta final dos dois naipes da principal competição do vôlei brasileiro. Por que jogar no Brasil? As 12 medalhas olímpicas e icônicos jogadores de vôlei deram projeção mundial ao país na modalidade. Alguns estrangeiros escolheram o Brasil pela oportunidade de disputar um campeonato competitivo. Outros confessam que não tinham planos de atuar aqui. A proximidade geográfica atraiu atletas sul-americanos, movidos pela ideia de não ficar tão longe de casa. Com todos esses diferentes caminhos, a Superliga rompeu fronteiras e conquistou talentos de outros continentes. Maria Khaletskaya, Rússia (Minas) — Tudo começou no inverno passado, na Rússia. Imagine: 8h da manhã, escuro, menos 25 graus, nevando. Eu estava tomando meu café, olhando pela janela, e aí percebi: eu tinha acordado 40 minutos mais cedo do que o normal para o treino, só para ter que limpar a neve do carro e esquentá-lo. E naquele momento me veio um pensamento: "Eu não quero mais isso". Essa escuridão do inverno, ano após ano, ia me dando uma tristeza. Quero sol, quero calor, quero gente alegre por perto. Liguei para o meu agente e falei, meio que brincando: "Me arruma um lugar onde não tem neve". Tempos depois, ele me ligou de volta: "Tem uma oportunidade no Brasil". Sinceramente? Eu fiquei muito surpresa. Não são muitos os jogadores russos que vêm jogar no Brasil. Nunca passou pela minha cabeça que eu poderia receber uma proposta daqui. Mas assim que apareceu, eu topei, sem pensar duas vezes. 3 de 15
Maria Khaletskaya, jogadora do Minas — Foto: Hedgard Moraes/MTC Maria Khaletskaya, jogadora do Minas — Foto: Hedgard Moraes/MTC Morgahn Fingal, Estados Unidos (Praia Clube) — Meu empresário me trouxe a oportunidade de jogar aqui. Nunca imaginei que teria a chance de atuar no Brasil, um lugar único. Tinha escutado boas coisas sobre a liga, os torcedores, as pessoas, então, decidi vir. O bloqueio é uma parte importante do jogo, a defesa também é muito boa. Os times conseguem manter ralis durante as partidas. Isso torna a liga especial. As equipes são capazes de lutar, têm um ataque forte, mas também conseguem manter a bola viva, em jogo. Bruno Lima, Argentina (Campinas) — O vôlei brasileiro é uma referência no mundo todo, tem uma liga forte, com grandes jogadores. Quando surgiu a proposta de Campinas, que contava com alguns argentinos, me interessei. Ouvi falar muito bem da cidade e do projeto, foi uma escolha natural. 4 de 15
Bruno Lima renova contrato com o Campinas — Foto: Pedro Teixeira/Vôlei Renata Bruno Lima renova contrato com o Campinas — Foto: Pedro Teixeira/Vôlei Renata Roslandy Acosta, Venezuela (Sesi-Bauru) — Gosto muito do Brasil como país, me lembra muito o meu, em termos de cultura, de pessoas, é quente. O amor do brasileiro pelo vôlei é lindo demais. O nível técnico é bom, a Superliga está ficando competitiva e, embora tenha margem para melhorar, conta com muitos talentos e jogadoras com currículo de peso, o que é superpositivo. Hilary Johnson, Canadá (Minas) — Ouvi coisas ótimas sobre a Superliga, sabia que encontraria jogadoras de qualidade e um nível geral de vôlei bem elevado. Quando recebi a oferta para jogar um ano aqui, foi um “sim” muito fácil. Gosto do quão agressiva e competitiva a Superliga é. O Brasil é um ótimo país no vôlei, cheio de talento. Estou em uma das melhores ligas do mundo para se jogar. Vamos falar de nível técnico? A unanimidade se fez presente quando o tema foi o nível técnico da Superliga. Os atletas estrangeiros enxergam a competição no mais alto grau de qualidade e chamam atenção para o equilíbrio. Frisam que é comum uma equipe inferior vencer um adversário considerado melhor. Simone Lee, Estados Unidos (Sesc-Flamengo) — Sempre ouvi que era uma boa liga e muito competitiva. E o Brasil é um país lindo, então parecia um bom encaixe para mim. Cada liga no mundo é diferente e tem seu estilo único de jogo. A Superliga é bastante física, e eu gosto muito disso. Simone Lee é destaque do Sesc-Flamengo na Superliga Feminina Julia Nowicka, Polônia (Minas) — O nível da Superliga é alto. Você pode perder para qualquer time se não der 100% em uma partida. Por isso, o campeonato é muito desafiador e ajuda no meu desenvolvimento. 5 de 15
Julia Nowicka defende o Minas — Foto: Hedgard Moraes/Minas Tênis Clube Julia Nowicka defende o Minas — Foto: Hedgard Moraes/Minas Tênis Clube Rajé Alleyne, Barbados (JF Vôlei) — Comparando com outras ligas profissionais do mundo, o vôlei brasileiro é um dos melhores, todos conhecem o nível técnico do Brasil. Ter a experiência de jogar aqui é totalmente diferente de apenas assistir pela televisão. Você consegue perceber que todos querem evoluir, os times são muito competitivos. É uma batalha todos os dias. Maykrol Navarro, Cuba (Vôlei Guarulhos) — O nível técnico é muito bom, muito alto. Ainda é um dos melhores campeonatos do mundo. Eu gosto muito do Brasil, as pessoas são ótimas. + Veja mais notícias relacionadas ao vôlei Estrutura dos ginásios: avaliação positiva As arenas que sediam as partidas da Superliga variam do refrigerado Maracanãzinho, reformado para os Jogos Olímpicos do Rio, em 2016, a palcos calorentos, pequenos e carentes de renovação. Dos 26 atletas, apenas um declarou ainda não ter conhecido suficientemente os ginásios para opinar. O restante elogiou a estrutura de um modo geral, embora alguns admitam que há necessidade de melhorias. Maria Khaletskaya, Rússia (Minas) — Em Belo Horizonte, o ginásio é ótimo, a infraestrutura é boa, tem arena grande e pequena, a gente se sente confortável. Quando viajamos para outras cidades, às vezes, caímos em outra realidade. Em alguns ginásios, as condições são bem simples, sem muito luxo. Pode faltar ventilação, os vestiários são modestos. Mas isso também tem sua atmosfera. Você entende que o vôlei é amado em todo lugar, tanto nos ginásios modernos, quanto naqueles que já recebem jogos há muitos anos. 6 de 15
Sesc-Flamengo utiliza o Maracanãzinho em jogos de grande apelo — Foto: Marcelo Barone Sesc-Flamengo utiliza o Maracanãzinho em jogos de grande apelo — Foto: Marcelo Barone Maria Koleva, Bulgária (Praia Clube) — Os ginásios são bem bons. O clima e o fluxo de ar não são meus favoritos, mas só porque não estou acostumada. Fico feliz que nossa arena é só para o vôlei, porque, na Europa, costumamos dividir espaço com outras modalidades, como o basquete. Juan Velasco, Colômbia (Cruzeiro) — Avalio a estrutura dos ginásios brasileiros como boa. Daria nota 7 de 10. Tem ginásios que deixam a desejar, mas há outros cabulosos, que são um sonho para jogar. 7 de 15
O colombiano Juan Velasco é atleta do Cruzeiro — Foto: reprodução/Twitter O colombiano Juan Velasco é atleta do Cruzeiro — Foto: reprodução/Twitter Restaurantes, povo e clima Questionados sobre o que mais gostam de fazer no Brasil, muitos estrangeiros disseram que é explorar a culinária, conhecendo restaurantes espalhados pelas cidades onde atuam. A energia do povo brasileiro, classificado como amigável e acolhedor, também está no topo das preferências, assim como o clima solar, bem diferente do que americanos, canadenses e russos, principalmente, estão habituados. Praia, carnaval, cinema, a cultura brasileira e o estilo de vida das pessoas receberam menções nos comentários. Ana Marcelin, Honduras (Maringá) — O que eu mais gosto de fazer é comer! Amo visitar diferentes restaurantes, padarias e sorveterias nos diversos lugares que tenho oportunidade de viajar. Masa Kirov, Sérvia (Sesc-Flamengo) — Eu adoro o estilo de vida e as pessoas. Todo mundo é positivo. Gosto de atividades ao ar livre e de descobrir novos lugares. 8 de 15
Masa Kirov visita o Jardim Botânico — Foto: reprodução/Instagram Masa Kirov visita o Jardim Botânico — Foto: reprodução/Instagram Ema Kneiflová, República Tcheca (Tijuca) — O que mais gosto de fazer no Brasil é conhecer pessoas. Os brasileiros são muito legais e têm muito a oferecer, especialmente para quem vem de uma cultura diferente. Podemos aprender com eles e ensiná-los. E gosto de poder ir à praia, já que não tenho isso em casa. Bruninho e Gabi, as inspirações A quantidade de medalhistas olímpicos do Brasil, tanto no vôlei masculino, quanto no feminino, oferece uma gama de ídolos. Quando indagados sobre qual jogador brasileiro mais admiram, os estrangeiros destacaram dois nomes em especial: Bruninho, ouro na Rio 2016 e prata em Londres 2012, e Gabi Guimarães, prata em Tóquio 2020 e bronze em Paris 2024. 9 de 15
Gabi e Bruninho são referências para os estrangeiros — Foto: Editoria de Arte Gabi e Bruninho são referências para os estrangeiros — Foto: Editoria de Arte As bicampeãs olímpicas Thaísa, Sheilla e Fabi Claudino foram lembradas pelos atletas do exterior, assim como os levantadores Maurício e Ricardinho, personagens marcantes de suas gerações. Fernanda Garay, Camila Brait, Dani Lins, Ana Cristina, Carol, Júlia Kudiess, Nyeme, Lucão, Flávio e Wallace também figuram entre os ídolos apontados na pesquisa do ge . Hisham Ewais, Egito (Monte Carmelo) — Meu jogador brasileiro favorito é Bruno Rezende. O Brasil tem muitas lendas, mas escolho Bruninho, porque tive a chance de jogar contra ele e vê-lo de perto. 10 de 15
Hisham Ewais admira o levantador Bruninho — Foto: reprodução/Instagram Hisham Ewais admira o levantador Bruninho — Foto: reprodução/Instagram Bianca Cugno, Argentina (Osasco) — O Brasil tem jogadores de altíssimo nível internacional, admiro muito a Gabi. Tenho a honra de dividir a quadra com a Camila Brait, que faz o vôlei parecer fácil, sem dúvidas, e é uma brasileira que me inspira também. Bianca Cugno é oposta titular do Osasco Gaspar Bitar, Argentina (JF Vôlei) — O Ricardinho sempre foi uma inspiração para mim, como atleta e principalmente como levantador. Maria Koleva, Bulgária (Praia Clube) — Gabi. Quando encontrei jogadoras que já atuaram com ela, perguntei o que ela fazia, porque é uma estrela. Disseram que Gabi é uma pessoa normal, muito legal, que gosta de ajudar quem está para baixo. Só tinham boas coisas para falar sobre ela. Churrasco, a comida favorita no Brasil A carne brasileira - e especialmente o churrasco - foi citado 12 vezes. É o queridinho dos jogadores de vôlei que vieram de fora e escolheram o Brasil para chamar de lar. A culinária do país, inclusive, recebeu elogios de todos os atletas (exceto dois que não souberam dizer seus pratos favoritos). O pão de queijo e o açaí, lembrados em sete ocasiões, fecharam o top 3 gastronômico dos estrangeiros. 11 de 15
Culinária do Brasil é destacada pelos estrangeiros — Foto: Editoria de Arte Culinária do Brasil é destacada pelos estrangeiros — Foto: Editoria de Arte A diversidade da mesa brasileira se refletiu na variedade de comidas lembradas pelos gringos. Feijoada, pastel, escondidinho de frango, estrogonofe, caldo de cana, pudim, canjica, bolo de milho, bolo de cenoura, doce de leite, brigadeiro. Apenas um atleta citou a famosa caipirinha, o que mostra que o foco na quadra está prevalecendo. 12 de 15
Payton Caffrey defende o Praia Clube, de Uberlândia — Foto: Eliezer Esportes/Praia Clube Payton Caffrey defende o Praia Clube, de Uberlândia — Foto: Eliezer Esportes/Praia Clube Payton Caffrey, Estados Unidos (Praia Clube) — Qual é o nome daquele bolo amarelo com cobertura de chocolate? Bolo de cenoura! É o meu favorito. Eu sempre levo um pedaço do supermercado, já me falaram que é algo que vai deixar saudades. Quando eu vi pela primeira vez, eu pensei: "É só um bolo com cobertura de chocolate". Então, quando experimentei, falei: "Fala sério! Não tem um desse nos EUA". Eu amo pão de queijo, como sempre no café da manhã. E as carnes, a forma como são preparadas, são completamente diferentes do jeito que comia nos Estados Unidos. Javad Karimsouchelmaei, Irã (Minas) — Churrasco é a minha comida preferida, sem dúvidas, e açaí também. Gosto de experimentar comidas de rua e aproveitar o clima de praia. 13 de 15
Javad Karimsouchelmaei, do Irã, é fã do churrasco brasileiro — Foto: reprodução/Instagram Javad Karimsouchelmaei, do Irã, é fã do churrasco brasileiro — Foto: reprodução/Instagram Maria Khaletskaya, Rússia (Minas) — Sem dúvida, meu favorito absoluto é o pão de queijo. Já comecei a entrar em pânico só de pensar no que vou fazer quando voltar para Moscou. Provavelmente terei que aprender a fazer em casa, porque não consigo imaginar minha vida sem esses pãezinhos maravilhosos. Sinceramente: para mim, essa é, talvez, a comida mais gostosa do mundo. Caitie Baird, Estados Unidos (Osasco) — Churrasco. É absolutamente incrível e dá água na boca. Fico com fome agora só de pensar. 'Monster block': idioma é a principal barreira A língua portuguesa não é um impedimento para que a competição atraia estrangeiros das Américas, da Europa, da África e da Ásia. Entretanto, o idioma aparece como o principal obstáculo na adaptação dos atletas ao Brasil. Dos 26 estrangeiros, 16, ou seja, cerca de 62%, apontaram o domínio do português como grande dificuldade. A segurança, o clima e a fama proporcionada pelo vôlei também surgiram como respostas. Houve atleta, como a venezuelana Nelmaira Valdez, atualmente no Fluminense, que não apontou nenhum entrave para se adaptar ao país, onde vive desde 2020. 14 de 15
Nia Reed, dos Estados Unidos, visita o Rio: ela atua no Sesi-Bauru — Foto: reprodução/Instagram Nia Reed, dos Estados Unidos, visita o Rio: ela atua no Sesi-Bauru — Foto: reprodução/Instagram Nia Reed, Estados Unidos (Sesi-Bauru) — O maior desafio vem sendo o idioma. O português é lindo, mas demanda tempo para aprender e conseguir se comunicar. Tirando isso, a transição tem sido muito tranquila pela receptividade das pessoas. Ernest Broaster, Belize (Goiás Vôlei) — Para mim, a maior dificuldade foi a adaptação ao idioma. O português é uma língua difícil de aprender. Ainda tenho dificuldades às vezes, porque algumas pessoas falam muito rápido, e eu não consigo entender o que estão dizendo. Mas, tirando o idioma, meu país e este têm muitas semelhanças. Jenna Gray, Estados Unidos (Osasco) — A adaptação mais difícil para mim foi ser reconhecida fora do vôlei. Nos Estados Unidos, depois que saio da quadra, ninguém sabe quem sou ou me reconhece com roupas casuais. Acho que não estava preparada para a popularidade do vôlei brasileiro. No começo, eu me sentia muito desconfortável por ser tão vista. A gente acaba fazendo muita coisa que dá vergonha quando se é estrangeiro e está aprendendo a viver em um país novo. Felizmente, os brasileiros são muito simpáticos e prestativos, então superei esse medo rapidinho. 15 de 15
Jenna Gray comemora ponto de Osasco — Foto: Reprodução/Instagram Jenna Gray comemora ponto de Osasco — Foto: Reprodução/Instagram Harry Andrés Copete, Colômbia (Monte Carmelo) — Para ser sincero, não achei muito difícil me adaptar, porque, sendo colombiano, sinto que as coisas não são muito diferentes. Eu já sabia um pouco do idioma antes de vir e consegui me comunicar sem problemas. Jennifer Nogueras, Porto Rico (Tijuca) — Para mim, foi a segurança. Tive que mudar alguns hábitos. O idioma é parecido com o espanhol, e consegui me comunicar. A cultura é muito bonita, tem semelhanças com a porto-riquenha, e senti que estava em casa aqui. Os jogadores estrangeiros que atuam no Brasil Superliga Feminina (17 atletas, de 11 países diferentes) Honduras: Ana Marcelin (Maringá) Estados Unidos: Caitlin Baird (Osasco) Jenna Gray (Osasco) Morgahn Fingal (Praia Clube) Nia Reed (Sesi-Bauru) Payton Caffrey (Praia Clube) Simone Lee (Sesc Flamengo) Venezuela: Nelmaira Valdez (Fluminense) Roslandy Acosta (Sesi-Bauru) Canadá: Hilary Johnson (Minas) Polônia: Julia Nowicka (Minas) Rússia: Maria Khaletskaia (Minas) Argentina: Bianca Cugno (Osasco) Sérvia: Masa Kirov (Sesc-Flamengo) Bulgária: Maria Koleva (Praia Clube) República Tcheca: Ema Kneiflová (Tijuca) Porto Rico: Jennifer Nogueras (Tijuca) Superliga Masculina (9 atletas, de 7 países diferentes Egito: Hisham Ewais (Monte Carmelo) Colômbia: Harry Andrés Copete (Monte Carmelo) Juan Velasco (Cruzeiro) Argentina: Gaspar Bittar (JF Vôlei) Bruno Lima (Campinas) Cuba: Maykrol Chapman Navarro (Guarulhos) Irã: Javad Karimsouchelmaei (Minas) Belize: Ernest Broaster (Goiás) Barbados: Rajé Alleyne (JF Vôlei)