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Só para assinantes Assine UOL Opinião Cria da Colina muda a história do clássico e garante a vantagem do Vasco Yara Fantoni Colunista do UOL 11/12/2025 22h36 Deixe seu comentário Carregando player de áudio Ler resumo da notícia Rayan comemora gol em Vasco x Fluminense, pela Copa do Brasil Imagem: Thiago Ribeiro/AGIF Precisamos falar de Ryan, garoto de 19 anos que mudou a história do clássico. Entrou em campo com a leveza de quem parece não sentir o peso de um Vasco e Fluminense. Talvez por isso a bola goste tanto dele. Até que no primeiro tempo meio tímida. Entretanto, certeira. E foi num desses diálogos silenciosos que o improvável começou a ganhar forma. O Flu saiu à frente, mas o menino não desistiu. Quando a bola chegou em seus pés, não pensou duas vezes. Fez o simples, mas fez bonito: ajeitou, respirou e mandou para a rede com a autoridade de quem já entendeu que alguns momentos não esperam. Gol. O Vasco reacendeu. A torcida, que vinha aflita, ensaiou o grito que estava preso desde a primeira dificuldade da partida. Mas o destino desse roteirista carioca não queria apenas um gol. Queria drama. Queria lembrança. Queria virar história. Wálter Maierovitch Moraes tem razão; Câmara provocou no caso Zambelli Daniela Lima STF deve endossar decisão de Moraes sobre Zambelli PVC Vasco quebra prognósticos e muda a cara das semis Juca Kfouri A ideia de jerico da Fifa no Mundial O relógio corria como inimigo, e o Fluminense tentava congelar o placar, depois da queda de rendimento na etapa complementar. Foi então que Ryan, mais uma vez, decidiu aparecer. Arrancou, protegeu, acreditou, passou por quatro. E quando o adversário não encontrou alternativa além do choque, veio a falta. Uma falta pesada, clara, quase um aviso de que algo grande estava prestes a acontecer. Classificação e jogos Copa do Brasil Daquela queda, dos segundos de silêncio, nasceu o lance que mudaria tudo. A cobrança rápida culminou no gol. O da virada. Gol nos acréscimos. Gol para bagunçar a lógica, derrubar previsões e fazer pulsar o coração do vascaíno. Na súmula, nada disso aparece. Lá só está escrito que Ryan fez um gol e sofreu a falta do outro. Seco. Gelado. Sem poesia. Mas a quinta-feira viu muito mais. Viu o menino virar protagonista. Viu a torcida explodir como quem reencontra a esperança perdida. Viu um clássico se reinventar nos últimos instantes, num daqueles finais que parecem escritos para cinema. Ainda em aberto, mas com a vantagem do empate na volta. E enquanto o apito final ecoava, dava para sentir no sorriso dos vascaínos, que Ryan acabara de escrever um grande capítulo com a camisa cruz-maltina. Ele que é cria. Porque algumas viradas a gente não comemora apenas. A gente guarda. A gente repete. A gente revive, como foi no Brasileiro no próprio Maracanã. Continua após a publicidade E essa quinta-feira… ah, aquela quinta-feira está guardada, né Ryan? Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Yara Fantoni por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Resumo novela 'Três Graças' da semana: confira capítulos de 12/12 a 20/12 Sete apostas acertam Lotofácil e ganham R$ 1,2 milhão; veja números Vasco vira no fim e larga em vantagem sobre o Flu na semi da Copa do Brasil Coração vascaíno se impõe ao talento do Fluminense Funcionário da Enel cobra R$ 2,5 mil para religar energia e é preso; veja