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Análise dos Times

Motivo: A matéria relata o afastamento do jogador Luis Gustavo pela Portuguesa e sua nota de compromisso com a transparência, sem emitir juízo de valor sobre o clube.

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Motivo: O Nova Iguaçu manteve o jogador Sidão até o fim do campeonato e declarou aguardar a decisão da Justiça, sem posicionamento sobre o caso.

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Palavras-Chave

Entidades Principais

CBF Portuguesa Luis Gustavo Nova Iguaçu John Textor Ferj Polícia Civil Alfredo Sampaio Bruno Arleu Carlos Vitor Sidão Tribunal de Justiça Desportiva do Rio de Janeiro DECON Willian Rogatto

Conteúdo Original

Manipulação no Carioca: Tébaro Schmidt e Raphael Zarko trazem os avanços nas investigações O Tribunal de Justiça Desportiva do Rio de Janeiro abriu inquérito para apurar o caso de suspeita de manipulação no futebol no Campeonato Carioca de 2026. Por determinação do auditor Rodrigo Octávio Borges, os jogadores Luis Gustavo, que jogou pela Portuguesa o campeonato, e Sidnei, o Sidão do Nova Iguaçu , serão escutados na próxima semana. O tribunal também vai ouvir os treinadores Alfredo Sampaio e Carlos Vitor, que dirigiram a Lusa e o Nova Iguaçu, respectivamente. A audiência está marcada para a próxima quinta-feira, na sede do TJD-RJ, no Centro do Rio de Janeiro. O caso está sob investigação da Polícia Civil, por meio de inquérito conduzido pela Delegacia do Consumidor (DECON), que investiga um grupo que recebeu sete vezes o valor apostado em cartões amarelos suspeitos em um jogo do Campeonato Carioca deste ano. O ge informou no início do mês que dois jogadores, de clubes diferentes, estavam na mira dos investigadores. 1 de 1 Cartões amarelos recebidos por Sidão, do Nova Iguaçu, e Luis Gustavo, da Portuguesa, deram início à investigação — Foto: A.A Portuguesa / NIFC Cartões amarelos recebidos por Sidão, do Nova Iguaçu, e Luis Gustavo, da Portuguesa, deram início à investigação — Foto: A.A Portuguesa / NIFC + Censo do Carioca: 15% dos atletas dos pequenos já foram sondados por apostadores A partida com os lances investigados é Portuguesa x Nova Iguaçu, no dia 7 de fevereiro, no Luso-Brasileiro, pela sexta rodada da primeira fase da competição. A Lusa venceu por 1 a 0. Na ocasião, a Unidade de Integridade de Futebol da CBF e a Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro receberam alerta apontando número acima do normal de apostas casadas para que o lateral Luis Gustavo, da Portuguesa, e o zagueiro Sidão, do Nova Iguaçu, recebessem cartão amarelo em qualquer momento do jogo. Os dois cartões saíram. Sidão, que era o capitão do Nova Iguaçu, foi amarelado aos 35 minutos do primeiro tempo. E Luis Gustavo, aos três do segundo tempo. Investigação paralela De acordo com a investigação da polícia, um grupo pequeno de pessoas apostou cerca de R$ 40 mil nos dois cartões. E faturou aproximadamente R$ 300 mil. Todas as apostas foram registradas em contas conectadas ao mesmo endereço de IP - segundo investigação preliminar da Polícia, que usa setor de inteligência financeira para cruzar dados e seguir os indícios de crimes de estelionato, corrupção ativa e passiva e possível organização criminosa. Na súmula, o árbitro FIFA Bruno Arleu, que comandou a arbitragem da partida, informou que os dois cartões foram aplicados porque os jogadores acertaram "um adversário de maneira temerária". Luis Gustavo e Sidão prestaram depoimento na DECON e negaram qualquer envolvimento com apostadores. Eles não estão sob condição de investigados até o momento . O ge fez contato com os dois jogadores. Sidão reforçou que é inocente e lamentou o impacto de "falsas acusações" em sua carreira. Luis Gustavo não quis se pronunciar. Ao tomar conhecimento da suspeita e das investigações, a Portuguesa na ocasião afastou Luis Gustavo da equipe. E disse, em comunicado à imprensa, "que reafirma seu compromisso com a transparência, a ética e o respeito às instituições". Já o Nova Iguaçu manteve o capitão Sidão até o fim do campeonato. Procurado, o clube informou "que não irá se posicionar sobre o caso, uma vez que o atleta Sidney não faz mais parte do elenco do clube". E que "a instituição aguarda a decisão da Justiça". Após o fim do Carioca, o zagueiro acertou com uma equipe da Kings League. Inquéritos em série O caso é apenas um dos 15 inquéritos abertos na Decon, delegacia que concentra a apuração de possíveis crimes dentro do futebol carioca. Há inquéritos de campeonatos de 2023, 2024 e 2025, mas desta vez em divisões inferiores, de acesso. Em nota recente enviada à reportagem, a Ferj afirmara que "tem adotado medidas de combate à manipulação de resultados há VÁRIOS anos", com a contratação de empresa de monitoramento e contatos frequentes com a Polícia Civil, Ministério Público, Juizado do Torcedor, Superior Tribunal de Justiça Desportiva, Tribunal de Justiça Desportiva-RJ e Confederação Brasileira de Futebol. Segundo a Ferj, o número de casos suspeitos "apresenta queda vertiginosa: 19 (2022), 7 (2023), 3 (2024) e 2 (2025)." Entre os casos investigados há até mesmo gravação de árbitro - levada pelo dono da SAF do Botafogo, John Textor - que teria confessado participar de esquema de apostas. Na Decon, o juiz negou qualquer envolvimento. Outro envolve Willian Rogatto, que foi responsável pelo São José, em 2023, time da Série C - correspondente à quinta divisão. Rogatto ficou conhecido como "rei do rebaixamento" e depois na CPI das Apostas. Ele confessou participação em esquema de apostas.