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O domingo amanheceu cinza para o Botafogo: no Maracanã, o clássico terminou com a vitória do Fluminense e fechou as portas do G4 para os alvinegros — um revés que pesa no imediato e exige respostas rápidas. O roteiro do jogo teve contornos familiares: Cano abriu o placar ainda no primeiro tempo, num bate-rebate na área, e embora o Botafogo tenha tentado reagir, esbarrou em defesas importantes e na solidez da zaga tricolor. No segundo tempo, o Fluminense agarrou a posse e, já quase no fim, Lima carimbou o resultado aos 43 minutos. Uma vitória construída com paciência do adversário e com poucas respostas do alvinegro. Na entrevista pós-jogo, Marlon Freitas não fez cerimônia: admitiu a atuação ruim, lamentou a perda do clássico e deixou o recado prático — pouco tempo para lamentar, trabalho para corrigir erros. As palavras soam como receita e cobrança ao mesmo tempo, num aviso de que a autocrítica terá de se transformar em futebol já na próxima semana. E não há folga: a agenda é curta. Pela 26ª rodada, o Botafogo recebe o Bahia no Nilton Santos na quarta-feira, dia 1º de outubro de 2025, às 21h30 — prazo curtíssimo para ajustar o que não funcionou no Maracanã. Enquanto isso, do lado tricolor a festa veio com sotaque efusivo — o relato do triunfo circulou com entusiasmo nas redes — e fica para o Botafogo a tarefa de transformar frustração em combustível. Se o time quiser virar a página rápido, precisará de atitude, repetição de acertos e menos espaço para improvisos que não deram certo ontem.