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Análise dos Times

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Gabriel Bortoleto Oscar Piastri Lando Norris Fernando Alonso Kimi Antonelli Alexander Albon Lance Stroll Aston Martin Honda GP da China

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Kimi Antonelli vence o GP da China | Melhores momentos | Fórmula 1 Fernando Alonso aguentou mais da metade da prova, mas abandonou o GP da China na 32ª volta e terminou a segunda etapa do ano outra vez distante de cruzar a linha de chegada. Após a corrida deste domingo (15), o experiente piloto espanhol justificou a desistência por estar com dificuldades para sentir as mãos e os pés, em decorrência das fortes vibrações do carro da Aston Martin. — Acho que eu não teria conseguido terminar a corrida de qualquer forma. O nível de vibração estava bem alto hoje. Desde a volta 20, eu estava sofrendo bastante para sentir as mãos e os pés, e estávamos uma volta atrás, em último, então não fazia muito sentido continuar correndo — relatou o bicampeão da F1 ao Diario AS , da Espanha. GP da China: Antonelli vence 1ª, e Hamilton estreia no pódio com Ferrari Bortoleto diz que seria impossível largar após falha em carro: "Não ia nem acender" FIA confirma que não vai realizar GPs do Bahrein e Arábia Saudita da F1 em abril 1 de 3 Fernando Alonso durante o fim de semana do GP da China de F1 — Foto: Go Nakamura/Reuters Fernando Alonso durante o fim de semana do GP da China de F1 — Foto: Go Nakamura/Reuters Durante a etapa, Alonso chegou a soltar ambas as mãos do volante em mais de uma ocasião nas retas, fazendo gestos para estimular os dedos . Os momentos foram flagrados pela câmera onboard, que oferece uma perspectiva do ponto de vista do piloto. As imagens indicam o grau elevado e os efeitos das vibrações no carro. — Foi pior do que qualquer outro dia do fim de semana, apesar de que, honestamente, algumas das medidas que tomamos fossem artificiais. Tudo vibra menos ao baixar as rotações do motor, mas na corrida é preciso ir em altas rotações se quiser tentar ultrapassar ou recarregar, então com o tempo fica mais difícil e exigente — acrescentou o piloto de 44 anos. A Aston Martin enfrenta em 2026 um grande drama com as vibrações no carro pelo motor Honda. O problema vem desde os primeiros testes de pré-temporada e é tão severo, que está limitando seus pilotos nos primeiros GPs do ano, com riscos de causar danos aos nervos das mãos . Na Austrália, primeira parada da temporada, Alonso se retirou da corrida após 21 voltas, enquanto seu companheiro de equipe, Lance Stroll, fez o mesmo após o 43º giro. Neste domingo, na China, nenhum deles completou a prova novamente, sendo que Stroll foi forçado a abandonar ainda mais cedo, por causa de uma suspeita de problema na bateria. 2 de 3 Mecânicos da Aston Martin trabalhando no carro de Alonso durante as sessões do GP da China — Foto: Go Nakamura/Reuters Mecânicos da Aston Martin trabalhando no carro de Alonso durante as sessões do GP da China — Foto: Go Nakamura/Reuters — Como equipe, continuaremos trabalhando com nossos parceiros da Honda para entender melhor o carro e aprimorá-lo em todas as áreas — afirmou a Aston Martin, em comunicado. Críticas ao novo regulamento O espanhol aproveitou também para alfinetar o gerenciamento de energia promovido pelo novo regulamento técnico da categoria . Ele ironizou a situação, chamando o campeonato de "mundial das baterias", e ainda lamentou os impactos ao espetáculo por quatro carros nem sequer terem largado na China, todos por problemas técnicos — casos de Gabriel Bortoleto, da Audi, de Alexander Albon, da William, e da dupla da McLaren, formada pelo atual campeão Lando Norris e Oscar Piastri. — Quatro carros não largaram, provavelmente é o pior show que você pode dar. As largadas são divertidas, também foi assim na Austrália. Quando todos temos o mesmo nível de bateria na primeira volta, o carro sai bem, mas então entramos no campeonato mundial de baterias e aí não somos tão bons quanto os outros — disparou o espanhol, em sua 22ª temporada na F1. Esperança para o Japão Depois de duas semanas seguidas das provas que abriram a temporada, as equipes terão um intervalo de mais de 10 dias até a próxima etapa. A Fórmula 1 retorna no dia 27 para os primeiros treinos livres do GP do Japão, e Alonso acredita que esse período possibilitará à Aston Martin avançar na solução dos problemas. 3 de 3 Fernando Alonso durante o GP da Austrália de F1 2026 — Foto: Divulgação Fernando Alonso durante o GP da Austrália de F1 2026 — Foto: Divulgação — Entre Austrália e China, tivemos cinco dias [de preparação], então o motor estava exatamente o mesmo. Agora temos duas semanas e precisamos dar mais tempo para a Honda entender a causa das vibrações. Provavelmente resolvemos o isolamento das baterias, embora Lance tenha tido um problema, mas no geral precisamos dar mais tempo para a Honda — completou Alonso.