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O dia do Santos teve duas pressões em campo e fora dele: enquanto a Fifa mantém o clube impedido de registrar jogadores, a conta de R$ 17,6 milhões ligada à comissão técnica de Pedro Caixinha precisa ser paga em até 18 meses. Só depois desse prazo sem quitação podem entrar em cena punições mais duras, como perda de pontos ou rebaixamento — medidas possíveis, mas não automáticas. [ ] Na Vila Belmiro, porém, Neymar tratou de trocar a apreensão por esperança: voltou após lesão, saiu do banco e marcou os dois gols do empate por 2 a 2 com o Flamengo. Em apenas 45 minutos, o camisa 10 mudou o rumo da partida e alcançou dez gols e oito assistências na temporada; ainda assim, a cautela continua, com sua presença na próxima viagem sob avaliação. [ ] O ponto manteve o Santos na briga por uma vaga na Libertadores: o time está em oitavo, com 42 pontos, e encara o Atlético-MG, dois pontos à frente, na Arena MRV. Entre a calculadora da dívida e a expectativa pelo próximo jogo, o retrato do dia foi de um clube pressionado, mas ainda capaz de encontrar fôlego no talento de seu camisa 10. [ ]