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Depois de todo o imbróglio envolvendo o local da partida entre Vasco e Boca Juniors , na próxima terça-feira (20), pela volta da semifinal da CONMEBOL Sul-Americana , a ESPN teve acesso ao documento que entidade sul-americana enviou ao clube carioca e à Confederação Brasileira de Futebol para registrar nesta tarde após ligação no início da manhã .
O trecho mais importante fala em 'possibilidade de campo neutro', caso uma nova reviravolta nos tribunais aconteça - a última decisão tem o Maracanã confirmado como palco da partida . No entanto, em caso de derrota na Justiça contra a dupla Flamengo e Fluminense , a cidade da Assunção, no Paraguai, seria escolhida.
“Caso qualquer circunstância superveniente, inclusive de natureza judicial, administrativa ou operacional, impossibilite a realização da partida no estádio confirmado, a CONMEBOL poderá determinar diretamente uma nova sede, inclusive em localidade neutra, conforme as prerrogativas estabelecidas nos artigos 3.7.2.1, 4.1 e 4.2.1 do Manual de Clubes da CONMEBOL Sudamericana 2026.”
“Caso qualquer circunstância superveniente, inclusive de natureza judicial, administrativa ou operacional, impossibilite a realização da partida no estádio confirmado, a CONMEBOL poderá determinar diretamente uma nova sede, inclusive em localidade neutra, conforme as prerrogativas estabelecidas nos artigos 3.7.2.1, 4.1 e 4.2.1 do Manual de Clubes da CONMEBOL Sudamericana 2026.”
Por fim, a Conmebol reiterou que todo o custo da partida em uma nova sede ficará a cargo dos cariocas.
“Vasco da Gama permanecerá integralmente responsável pelos custos de organização e operação da partida e pelos gastos decorrentes de sua eventual transferência, incluindo os custos operacionais e logísticos necessários à adequação da operação, o deslocamento de equipes e prestadores de serviços envolvidos na organização do evento, bem como as despesas adicionais incorridas pela CONMEBOL e pelo clube visitante”.
Fontes ouvidas pela reportagem detalharam que a medida é uma forma de Conmebol “se resguardar” em caso de uma mudança futura no estádio que receberá a partida de volta da Sul-Americana. O jogo de ida acontece nesta terça, em Buenos Aires.
Ainda segundo soube a ESPN , a entidade não trata a manifestação como como ameaça ou risco real de mudança - por ora. A intenção é pontuar uma alternativa para um plano B.
A decisão obtida pelo Vasco foi proferida pelo desembargador Joaquim Domingos de Almeida Neto, publicada às 7h11 desta terça (13).
"Reconsidero a decisão anterior e indefiro a liminar pleiteada, restabelecendo a decisão proferida nos autos do agravo de instrumento que deferiu a tutela recursal antecipada, determinando à Fla-Flu Serviços S/A que efetive a disponibilização do Estádio Jornalista Mário Filho – Maracanã para a realização da partida Vasco x Boca Juniors, em 20/10/2026, às 21h30", determinou a decisão.
O desembargador ainda apontou que o jogo de basquete entre Flamengo x Botafogo, que seria no mesmo dia, no Maracanãzinho, e que era uma das alegações para a partida entre Vasco x Boca não acontecer no estádio, seja transferida para outro local ou remarcada para horário que não coincida com o duelo pela Sul-Americana.
A Justiça considerou que os mais de 46 mil ingressos já foram vendidos pelo Vasco, que "os argumentos da concessionária Fla-Flu são secundários e contrariam o entendimento técnico dos órgãos de segurança, além do princípio da razoabilidade, podendo gerar grave prejuízo à ordem pública".
"A comercialização de ingressos, baseada na tutela provisória, reforça a legitimidade da decisão judicial de garantir a realização do evento na arena indicada pelos órgãos de segurança, marcando fato novo e incontornável e consumado. Quer me parecer que de todos os argumentos, o mais irreversível, por envolver a segurança pública, seria o afastamento do uso do Maracanã, colocando na indefinição a situação dos ingressos já vendidos, obrigando o policiamento de áreas mais conflagradas e de difícil evacuação em um jogo que notoriamente envolve torcidas com histórico de confrontos e o dano à imagem do futebol brasileiro e da Cidade do Rio de Janeiro, diante da desorganização. Embora efetivamente a suspensão da decisão não impeça a realização da partida, deve-se ter em foco os riscos envolvidos como apontado acima", continuou o desembargador.