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Só para assinantes Assine UOL Reportagem Esporte Final da Champions opõe os 2 maiores discípulos de Guardiola na atualidade Thiago Arantes Colunista do UOL, em Barcelona 29/05/2026 05h30 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Luis Enrique, técnico do PSG, celebra classificação à final da Champions League 2025/26 Imagem: Xavier Laine/Getty Images Paris Saint-Germain e Arsenal disputam a final da Champions League, no sábado (30), em Budapeste, sob a influência de Pep Guardiola. O treinador catalão, que deixou o Manchester City após dez temporadas e 20 títulos, é referência direta de Luis Enrique e Mikel Arteta, comandantes dos dois finalistas. A dupla é uma fração dos treinadores de primeiro nível que beberam da fonte do "Guardiolismo", mas ganha projeção porque são, atualmente, os dois seguidores com carreiras mais consolidadas na elite europeia — mesmo trilhando caminhos diferentes. Luis Enrique jogou com Guardiola no Barcelona entre 1996 e 2001. Anos depois, em 2009, assumiu o lugar do amigo no Barcelona B, enquanto Pep seguia o caminho para o time principal. João Paulo Charleaux Decisão dos EUA exporta a 'guerra ao terror' ao Brasil José Paulo Kupfer Fôlego do PIB no trimestre não deve se manter no ano Ronilso Pacheco Cínicos, Flávio e Eduardo celebram o ressentimento Mauro Cezar Ancelotti buscou encrenca; faltou rigor sobre Neymar Embora não seja catalogado com frequência como um "discípulo" de seu ex-companheiro, Luis Enrique é quem mais cita Guardiola com reverência em entrevistas e conversas informais. "O que ele diz é sagrado" é uma das frases que o asturiano gosta de repetir. Na semana passada, diante de uma pergunta sobre a possível saída do catalão do Manchester City, o treinador do PSG se abriu mais que de costume e declarou-se um fã. "Para mim ele é um ídolo. É o melhor de todos os tempos. Não pelo número de troféus. Afinal, para que serve o número de troféus? Ele é o maior pelo que transmite aos jogadores, por como transmite. Ele mudou o jogo. Algum dia vai colocar todos os zagueiros em cima da linha do gol, e todo mundo vai copiar. Essa capacidade são poucos que têm. Só acontece com os eleitos", disse. Em sua passagem pela seleção espanhola — que incluiu a Copa do Mundo de 2022 — Luis Enrique bebeu muito da fonte do "Guardiolismo", especialmente na manutenção de longos períodos de posse de bola e no jogo de posição. Nos últimos anos, em sua passagem vitoriosa pelo PSG, o asturiano tem trabalhado mais os conceitos de marcação-pressão e duelos homem a homem. Embora não esteja mais tão ligado ao futebol praticado pelos times de Guardiola, a devoção continua. Mikel Arteta, técnico do Arsenal, foi auxiliar de Guardiola por três anos e meio Imagem: John Walton - PA Images/PA Images via Getty Images Arteta, o ex-auxiliar O caso de Mikel Arteta é diferente: o hoje treinador do Arsenal conheceu Guardiola quando ainda era um adolescente, em La Masia, o sistema de categorias de base do Barcelona, e acabou tornando-se seu auxiliar técnico no Manchester City. Continua após a publicidade Depois de três anos e meio sentando ao lado de Guardiola no banco dos Citizens, o basco deixou o clube e foi para o Arsenal em 2019. Apesar de serem rivais — sobretudo nas últimas temporadas, quando disputaram o título da Premier League —, os dois mantiveram uma relação cordial, com declarações mútuas de respeito e admiração. "Conheci o Pep quando tinha 15 anos. Era o meu herói como jogador. Acabamos trabalhando juntos e vivi um dos melhores períodos da minha vida. E, mais uma vez, se hoje estou sentado nesta cadeira, é, em grande parte, graças a ele", disse Arteta em 2025, numa entrevista à SkySports, da Inglaterra. Depois de três vices seguidos no Campeonato Inglês, o Arsenal chegou ao título nesta temporada, justamente quando Arteta pareceu romper o cordão umbilical com sua maior inspiração. O time que chegou ao topo da Premier League era menos vistoso, com um jogo baseado em um ataque mais dinâmico, com um centroavante fixo, o sueco Viktor Gyokeres, e um trabalho intenso de bolas paradas, especialmente os escanteios. Kompany, técnico do Bayern de Munique, durante jogo contra o Flamengo no Mundial de Clubes Imagem: Hannah McKay/REUTERS Outros "alunos" A ideia de Guardiola, com o fim de sua passagem pelo Manchester City, é afastar-se por um tempo do futebol da elite europeia de clubes. Embora ainda não tenha dito o que fará, as duas principais opções para o catalão são tirar um período sabático, ou assumir uma seleção após a Copa do Mundo. Continua após a publicidade Mas o homem que levou o Barcelona ao seu primeiro triplete e revolucionou o futebol mundial não deixará o esporte órfão. Além de Luis Enrique e Arteta, há uma série de outros discípulos que vão crescendo e tomando conta do cenário mundial. Vincent Kompany, do Bayern de Munique, é o último grande exemplo. Derrotado pelo PSG na semifinal da Champions, o gigante da Baviera ganhou a Bundesliga e a Copa da Alemanha. O ex-zagueiro belga tem tudo para ser o próximo aluno de Guardiola a figurar no nível mais alto do futebol de clubes. Xabi Alonso é outro que aprendeu a lição em primeira mão, nos anos em que foi treinado por Pep no Bayern. O mesmo pode ser dito de Cesc Fàbregas, aluno nos tempos de Barcelona, e que acaba de levar o Como à Champions League, com o quarto lugar no Campeonato Italiano. Enzo Maresca, principal candidato a substituir Guardiola no City, foi auxiliar-técnico do catalão em Manchester, antes de tentar carreira solo — primeiro no Leicester, depois no Chelsea. O mesmo caminho foi traçado por Carles Vicens, hoje no Braga, de Portugal. Guardiola sai de cena, ao menos por enquanto. Mas, já no primeiro fim de semana sem ele na elite europeia, o maior jogo de clubes do continente mostra que o legado permanece. Reportagem Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. 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