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Futebol Espanha se une contra racismo que incomodou Yamal como não se uniu com Vini Do UOL, em São Paulo 04/04/2026 05h30 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Lamine Yamal, da Espanha, se manifestou nas redes sociais após caso de racismo em amistoso contra o Egito no RCDE Stadium, em Barcelona Imagem: David Aliaga/NurPhoto via Getty Images O caso de racismo no amistoso entre Espanha e Egito — que levou Lamine Yamal a se manifestar nas redes sociais — tem mobilizado o mundo da bola e autoridades espanholas. O apoio ao jogador do Barcelona contrasta com a divisão quando o assunto são os casos sofridos por Vini Jr. O que aconteceu O caso: torcedores espanhóis presentes no RCDE Stadium, em Barcelona, cantaram "quem não pular é muçulmano". O protocolo antirracismo foi acionado. A partida terminou 0 a 0. O episódio ganhou destaque nas entrevistas coletivas dos técnicos dos três principais times da elite espanhola — Atlético de Madri, Barcelona e Real Madrid — realizadas nos últimos dois dias. O tom de repúdio se repetiu. Todos entram em campo hoje pela 30ª rodada de La Liga. O Real encara o Malloca às 11h15 (de Brasília), e o Barça recebe o Atlético às 16h (de Brasília). Mariana Sanches As nove lições de Trump de 1987 que ele ignorou no Irã Rodrigo Ratier 19 táticas de redes, games e streaming para te viciar PVC Informações e palpites para a rodada do Brasileirão André Santana Vorcaro é bom candidato a Judas nesta Páscoa Lamine [Yamal, do Barcelona] fez uma manifestação fantástica. No futebol, defendemos a inclusão. Acho que é frustrante, é um pequeno número de idiotas que não entende isto. É momento de pensar e melhorar. Não só no futebol, mas na vida. Não há lugar para o racismo. É sobre estarmos juntos. Todos queremos ser respeitados, não importa a tua pele, raça, nada. É hora de mudar estes pensamentos. Hansi Flick, técnico do Barcelona Classificação e jogos La Liga A Espanha não é um país racista, caso contrário, teríamos incidentes todos os fins de semana e em todos os estádios. Mas a nossa posição permanece a mesma: devemos erradicar todas as formas de comportamento racista nos estádios e na sociedade. [...] Temos que continuar lutando com a mesma força para garantir que esses atos nunca mais se repitam, nem em campo, nem na sociedade. Álvaro Arbeloa, técnico do Real Madrid É um problema social, e a nível mundial, não específico da Espanha, da Argentina ou de qualquer outro lugar. Um respeito que se perdeu há muitos anos. [...] Todos nós temos que trabalhar para conscientizar as pessoas e mostrar que as coisas podem melhorar. Diego Simeone, técnico do Atlético de Madri O caso mobilizou até o primeiro-ministro do país, Pedro Sánchez: "O incidente de ontem (quarta-feira) em Cornellà é inaceitável e não deve se repetir. Não podemos permitir que uma minoria incivilizada manche a imagem da Espanha, um país pluralista e tolerante. A seleção nacional de futebol e seus torcedores não são exceção", afirmou. A polícia regional catalã abriu investigação contra os cânticos islamofóbicos, xenófobos e racistas que aconteceram durante a partida. Além do canto "quem não pular é muçulmano", houve vaias durante a execução do hino egípcio. Efeito Vini Jr? A mobilização acontece após anos de luta do brasileiro contra casos de racismo no país. O primeiro caso aconteceu em 2022, e Vini chegou a sugerir que a Copa do Mundo de 2030 — que tem a Espanha como uma das sedes — acontecesse em outro lugar . Continua após a publicidade Relacionadas Yamal condena cânticos islamofóbicos em amistoso com o Egito; entenda caso 'Me puniram sem provas', diz Prestianni sobre acusação de racismo de Vini Como Copa pode fazer de Yamal o mais jovem vencedor do 'melhor do mundo' A Espanha não possui uma legislação específica para casos de racismo , mas torcedores já foram punidos por ofensas ao brasileiro. Em maio do ano passado, por exemplo, a Justiça da Espanha condenou cinco torcedores do Valladolid a um ano de prisão . Eles ainda tiveram que pagar uma multa de 1.620 euros (cerca de R$ 10.182 na época). Por outro lado, também no ano passado, o Ministério Público arquivou um processo contra torcedores do Barcelona que cometeram atos de cunho racista contra Vini em 2023. A justiça espanhola descartou qualquer possibilidade de que o comportamento dos torcedores teve a intenção de humilhar ou proferir ódio contra o atleta revelado pelo Flamengo. Também não há união sobre apoio a Vini dentro de campo. Quando o caso de racismo na Champions League, em que o argentino Prestianni foi suspenso por chamar o brasileiro de macaco, o técnico do PSG, Luis Enrique (que não estava envolvido na partida, mas é espanhol), disse que o caso "não era importante". Além disso, em 2022, Simeone desconversou após Vini Jr ser alvo de insulto racista por Pedro Bravo , presidente da Associação Espanhola de Empresários de Jogadores. "Vivemos em uma sociedade em que todos estamos incluídos, somos todos pessoas e é a sociedade que temos. Me centro no que me ocupa como treinador, buscar os caminhos para fazer uma boa partida em um clássico que sempre é especial para a gente e os torcedores", falou na ocasião. Torcedores do Real Madrid estenderam faixa contra o racismo antes de jogo diante do Benfica Imagem: Thomas COEX / AFP O brasileiro, porém, foi acolhido após após o caso por seus torcedores. O argentino foi suspenso preventivamente pela Uefa, e a torcida do Real Madrid montou um mosaico de combate ao racismo, que foi exibido no Santiago Bernabéu, casa do Real. Continua após a publicidade A expectativa agora é se terá alguma manifestação das arquibancadas para Lamine Yamal, especialmente porque o espanhol encontrará uma torcida marcada por casos de racismo contra Vini Jr . O Atlético será o mandante no clássico espanhol. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. 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