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O dia do Vasco amanheceu com a ressaca de uma virada cruel: no Maracanã, o Vasco perdeu por 3 a 1 para o Boca Juniors e, apesar do 1 a 0 conquistado na Bombonera, caiu na semifinal da Copa Sul-Americana. Di Lollo e Merentiel abriram caminho, Puma Rodríguez devolveu a esperança, mas Leandro Paredes fechou a porta nos minutos finais. [ , ] O roteiro teve gosto de déjà-vu para uma torcida que lotou o estádio e voltou a ver uma decisão escapar entre falhas e reação tardia. Pedro Emanuel reconheceu erros individuais e coletivos, mas valorizou a entrega no segundo tempo; sobre Léo Jardim, autor de uma falha no gol decisivo, o treinador foi firme: não vai abandoná-lo e confirmou sua presença no próximo jogo. [ ] Fora de campo, a provocação também entrou em campo. Thiago Mendes republicou uma montagem que rasgava o escudo do Boca Juniors, apagou a publicação e pediu desculpas; depois, foi alvo de ataques racistas. Ángel Romero cobrou respeito à camisa, enquanto Leandro Paredes afirmou que a provocação foi comentada pelo Boca Juniors antes da partida. [ , ] A ressaca extravasou o gramado: o Consórcio Fla-Flu relatou centenas de cadeiras quebradas e danos a banheiros e outras estruturas no Maracanã. O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro afirmou que cabe à concessionária apurar os prejuízos e cobrar do clube mandante os valores previstos em contrato. [ , ] Agora, a temporada não dá tempo para o luto se alongar: o Vasco recebe o Corinthians no sábado, em confronto direto na luta contra o rebaixamento no Brasileirão, e ainda tem pela frente a semifinal da Copa do Brasil contra o Palmeiras. Em paralelo, o clube se aproxima de uma decisão sobre a venda da SAF, com votação dos sócios marcada para sexta-feira. [ ]