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Futebol Ramiro cita 'experiência única' no futebol dos EUA e se reconecta ao tênis Alexandre Araújo Do UOL, no Rio de Janeiro (RJ) 04/04/2026 05h30 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Ramiro em ação pelo FC Dallas, da MLS Imagem: MLS Ramiro fez carreira no gramado e com a bola nos pés. Nos Estados Unidos, o volante, porém, se reconectou a uma outra paixão de infância. Atualmente no FC Dallas, ele aproveita as brechas no calendário da MLS para ir à quadra de tênis O jogador, que teve passagens por clubes como Grêmio, Corinthians e Cruzeiro, tem intimidade com a raquete desde criança e treinou a modalidade de forma paralela ao futebol até o começo da adolescência. Eu jogo tênis desde os meus 7 anos. É um esporte que eu treinei desde criança também. Teve um determinado momento da minha vida, de 11 para 12 anos, quando eu fui convidado para ir para Juventude, em Caxias, que, como era outra cidade [a família é de Gramado], tive de escolher. Então, naquele momento, tive de abandonar o tênis. Preferi seguir no futebol. Ramiro, ao UOL Mariana Sanches As nove lições de Trump de 1987 que ele ignorou no Irã Rodrigo Ratier 19 táticas de redes, games e streaming para te viciar PVC Informações e palpites para a rodada do Brasileirão André Santana Vorcaro é bom candidato a Judas nesta Páscoa Continuei [no tênis] como hobby, brincando. Então, sempre que dá, eu jogo. Esse também é outro ponto bacana que a carreira aqui te dá: proporciona alguns momentos de lazer durante a semana, o que no Brasil era quase impossível. Ramiro Ramiro, quando esteve no Cruzeiro, chegou a fazer algumas aulas em Belo Horizonte, e ressalta os benefícios que o tênis traz. "É um lugar onde eu me sinto bem, é um lugar onde eu esqueço o futebol um pouco, converso e me comunico com outras pessoas de outras áreas. Eu acho que isso pra mim também é bem importante" Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Ramiro Moschen Benetti (@ramirobenetti) O volante conta que também se arrisca no padel, modalidade que teve um grande crescimento nos Estados Unidos nos últimos anos: "Tenho jogado bastante padel aqui também, que é um esporte também que vem bem forte aqui nos Estados Unidos. É um pouco menos físico que o tênis, então, de vez em quando, consigo brincar". O jogador está com 32 anos e ainda vê algumas temporadas à frente na carreira, mas, questionado sobre futuro, admite que pretende fazer o curso para tirar licença B de treinador. "Eu já me preparo para a minha vida fora do futebol desde quando eu tinha 18 anos. Terminei o colégio e logo iniciei uma faculdade em Caxias, na época em que estava no Juventude. Cursei dois anos de Educação Física. Sabia que o futebol não era uma certeza naquele momento, eu não sabia até quando ia a minha carreira e como ela ia ser. Obviamente que, durante a carreira, acaba se tornando mais difícil", disse. Continua após a publicidade 'Experiência única' Ramiro chegou ao Dallas no fim de 2024 e avalia que vive na cidade texana uma "experiência única" com a família. A equipe em que o volante brasileiro atua integra a Conferência Oeste. Na última temporada, o Dallas chegou às quartas de final da conferência, quando caiu para o Seattle Sounders. Estamos vendo um momento bem legal da liga, com os jogos transmitidos pela Apple TV, uma cobertura bem bacana, estádios lotados. A liga tem uma adesão muito grande da comunidade, nas cidades onde os times estão localizados. Particularmente, vivo aqui em Dallas uma experiência única com a minha família, de qualidade de vida. Reclamamos muito do Brasil ter esse calendário muito apertado e aqui a realidade é um pouco diferente. Geralmente, tem jogo uma vez por semana, então, acabo tendo mais tempo de preparação, mais tempo também com a família e isso é um ponto muito positivo, que ajudou a nos adaptarmos com facilidade. Ramiro Ele não esconde a felicidade com o momento atual da vida e indica o desejo de permanecer na MLS por mais algumas temporadas, mas afirma que, caso tenha de retornar ao futebol brasileiro, a volta seria com o "coração cheio". "Tenho contrato aqui mais esse ano, e com possibilidade de extensão para o ano seguinte. Confesso que eu estou muito feliz agora e estou vivendo esse contrato que tenho. Com certeza, quero levar minha carreira por mais alguns anos. Hoje estou muito feliz aqui, então, sim, o meu desejo seria continuar nessa liga por mais anos, mas se não for possível, o mercado brasileiro é um mercado que me deu tudo que vivi, e é o meu país, minha casa. Se tiver de voltar para o Brasil em algum momento, volto com o coração cheio e com vontade de continuar fazendo o meu melhor", disse. Continua após a publicidade E o Messi? Por muito pouco Ramiro não poderia dizer que enfrentou os dois jogadores que marcaram as últimas décadas do futebol. Pelo Grêmio, enfrentou Cristiano Ronaldo — então no Real Madrid, da Espanha — na final do Mundial de 2017. Nos Estados Unidos, teve a chance de encarar Messi, mas o duelo não aconteceu. Na ocasião, o Inter Miami poupou os principais jogadores pensando na semifinal da Concacaf Champions Cup. O Dallas venceu por 4 a 3, de virada. "Jogamos contra o Inter Miami no ano passado, mas o Messi não jogou. Suárez, Alba e o Busquets foram poupados porque era um jogo no meio de dois jogos de Copa. Acabou que eles não jogaram contra nós. A liga tem grandes jogadores em outros times também, mas obviamente que o Messi é o Messi. Então, gera uma ansiedade maior de jogar contra o time onde ele está. O jogo que ele está, no estádio, para todo mundo, a torcida está lá pra ver ele jogar. Espero que, em algum momento, a gente jogue contra eles novamente e ele esteja em campo", contou. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Oscar anuncia aposentadoria e diz: 'Queria fazer mais pelo São Paulo' Influencer brasileiro pró-Trump é solto após ser preso pelo ICE nos EUA Pedro Ortega critica orelha de coelho rosa no filho: 'Nasceu macho' Hugh Jackman põe à venda triplex de R$ 148 milhões em NY; veja como é Quase R$ 12 mi: Prefeitura compra motos de luxo para combater o crime em SP