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Futebol Ex-Corinthians treinou com Mourinho e Fàbregas, e foi convocado pelo Líbano Alexandre Araújo Do UOL, no Rio de Janeiro (RJ) 27/03/2026 05h30 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× João Gabriel, zagueiro brasileiro, em ação pelo Como, da Itália Imagem: Divulgação / Como 1907 Cria da base do Corinthians, o zagueiro João Gabriel teve adiada a chance de fazer o primeiro jogo da carreira com a camisa de uma seleção. Atualmente no Como, time sensação na Itália, ele foi chamado para a equipe sub-20 do Líbano. João Gabriel integraria o elenco do país no Campeonato sub-20 da Federação de Futebol da Ásia Ocidental, mas o torneio, que aconteceria durante esta data Fifa, no Kuwait, sofreu alteração na programação por causa das tensões no Oriente Médio, fruto do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã. O meu pai é descendente libanês. O meu avô saiu do Líbano para o Brasil e meu pai nasceu no Brasil, em Santos. Mas sempre tivemos esse contato e carinho, até hoje, com a família lá. [Defender a seleção do Líbano] Era uma coisa que pensávamos, porque tenho a cidadania libanesa. Apesar disso, não estava esperando essa convocação. João Gabriel José Fucs 'Arrego' de Trump no Irã é peça de ficção anti-EUA Mariana Barbosa Não é só a taxa de juros, presidente Lula Marco Antonio Sabino O vazamento que pode acabar com o caso Master Sakamoto Bets se tornam problema eleitoral para Lula "Foi uma satisfação porque você vê que tem uma seleção te observando, ainda mais por um campeonato importante assim. Era a primeira vez que eu estava indo, e é uma vitrine muito legal também, abre uma porta que é muito legal. Fiquei muito feliz, também por representar o país do meu avô. Infelizmente, por causa da guerra, acabamos não podendo ir", completou. Na Itália desde os 16 anos, quando foi emprestado pelo Corinthians à Roma, ele também tem a cidadania italiana. Chegamos a cogitar, mas não esperava ser chamado pelo Líbano, mas chegou essa oportunidade e é muito legal. A seleção italiana fez sondagens apenas, mas nunca houve convocação, assim como a seleção brasileira. Então, ter essa oportunidade de chegar a uma seleção libanesa e poder disputar um campeonato grande, foi uma surpresa bem agradável. A Confederação Asiática de Futebol também adiou, por questões de segurança, os confrontos da região Oeste da Champions League da Ásia, da Champions League da Ásia 2 e da AFC Challenge League. João, atualmente, está no Como — onde chegou em setembro de 2024 —, clube que tem o espanhol Cesc Fàbregas e o francês Thierry Henry como acionistas minoritários. Fàbregas, inclusive, é o atual técnico do time profissional, e o jovem brasileiro já teve a oportunidade de participar de treinos sob o comando dele. No Primavera (Italiano sub-20) adotamos o mesmo estilo de jogo do profissional. O Fàbregas é um cara totalmente disciplinado, tem uma mentalidade de jogo. Posso colocá-lo em uma escala de alta categoria, é um cara muito diferente. É um cara muito focado e demonstra isso com o time dentro e fora de campo. Continua após a publicidade É um jogo de muita intensidade, que é o que diferencia o Como das outras, porque é um time que pressiona muito, está sempre lá em cima. Nós, zagueiros, sempre temos 60, 70 metros para trás de campo pra correr, porque sempre pressionamos lá em cima. "O Fàbregas tem uma regra e treina muito isso. Quando perdemos a bola, temos de fazer uma 'reagressão' para recuperar essa bola de seis a oito segundos, no máximo. Ou recupera a bola ou faz falta, para não criar essa transição ofensiva da outra equipe", contou. Na passagem pela Roma, o jogador teve a oportunidade de estar em treinos comandados pelo português José Mourinho, que trabalhou no clube italiano entre as temporadas 2021/2022 e 2023/2024. Cheguei a fazer uns cinco treinos com o Mourinho e, depois que ele foi embora, fiz mais uns quatro com De Rossi. Com o Mourinho era um jogo diferente. Foram treinos muito bons, mais técnicos, táticos, um jogo mais posicional, na qual você ia de um lado pro outro mais rápido pra você criar uma superioridade em algum dos lados e depois você atacar. Foram poucos treinos, mas foi bem legal. Ele é um dos técnicos mais renomados do futebol. O que mais ele falou? Conte-nos sobre sua passagem pelo Corinthians. "Foi uma passagem longa, foi o clube no qual eu fiquei mais tempo e com o qual me identifiquei bastante, até pela raça, por ter essa coisa da vontade, que é uma coisa que coloco campo. Foram quatro anos e meio muito bons, um ambiente que foi bem acolhedor, mesmo tendo um primeiro ano de pandemia, no qual a gente não disputou o campeonato que era no sub-13. Foi um clube em que fui crescendo e, realmente, começando a desenvolver mais a parte tática e técnica. É um clube que me agregou muito, até mesmo na minha personalidade". Continua após a publicidade Você foi emprestado para a Roma... "Desde pequeno, tinha o desejo de jogar na Europa. Foi um sonho realizado. Quando fui emprestado do Corinthians para a Roma, falei: 'é a minha oportunidade de ouro'. Cheguei aqui na Itália com a minha mãe e com a minha irmã, que a gente ainda estava no processo de finalizar a cidadania, e aí depois eu fui para o clube. Minha mãe e minha irmã voltaram para o Brasil e eu fiquei aqui. Agora, entrei no terceiro ano na Itália, me adaptei, posso te dizer que na Roma me adaptei muito bem, o ambiente era muito bom. ainda mais porque eu já sabia falar a língua, já tinha começado a estudar seis meses antes... Não sabia fluentemente, mas já falava bem. Eu me encaixei rápido no grupo. Foi uma passagem muito boa pela Roma e uma adaptação rápida". No time da Roma treinou com o elenco profissional algumas vezes, né? "Cheguei a treinar com o Lukaku, Dibala, Morata... São caras que jogaram nos melhores times do mundo, tiveram experiências e passagens marcantes em cada um desses times. Então é uma satisfação você poder ver, olhar para o lado, até trocar uma ideia, entender um pouquinho da visão deles do jogo. Foi uma baita experiência, que nunca vou esquecer". Você já foi campeão de kung fu e está na faixa marrom "Comecei o kung fu aos 6 anos de idade, época em que também iniciei no futebol. É um esporte que amo e nunca quis deixar de fazer porque é uma coisa muito importante para mim, seja mentalmente, como fisicamente também. Os treinos são excelentes até para ajudar dentro de campo, porque dá muita agilidade, velocidade ao executar o movimento, na coordenação motora, entendimento do próprio corpo. Tem toda a hierarquia e a disciplina também". Você também pratica yoga? "A yoga comecei em 2024 e, agora, estou fazendo duas vezes por semana, online, com a minha professora do Brasil. Me ajuda muito. Em uma semana agitada, tira uma hora e meia e medita, dá uma parada... Ainda mais no mundo de hoje, que é sempre corrido, você acalma, tem um tempo para você mesmo. Mentalmente, ajuda muito, e você entende mais o seu corpo. Eu olho para dentro de mim e trabalho em mim mesmo e, claro, isso vai me ajudar no futebol e em qualquer área da minha vida". 0:00 / 0:00 Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Gabriel Jesus só volta ao Palmeiras em um cenário após contrato com Arsenal BC decreta liquidação extrajudicial da empresa de pagamentos Entrepay Sicário comprou carros e relógios de luxo e tinha patrimônio de R$ 8,4 mi Prefeitos de capitais mantêm renúncia em segredo e agitam bastidores no NE Vasco e Palmeiras: negócio da SAF pode impactar competições internacionais