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Análise dos Times

Flamengo

Principal

Motivo: O artigo foca na pressão sobre o Flamengo, analisando a mentalidade de "obrigação de vencer" em contraste com ideais esportivos mais amplos, mas mantém um tom analítico sem pender para críticas ou elogios diretos ao desempenho em campo.

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Motivo: O Lanús é mencionado apenas como o adversário em uma derrota recente do Flamengo, sem análise de seu desempenho ou do contexto da partida.

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Palavras-Chave

Entidades Principais

Fluminense Lanús Flamengo São Paulo Corinthians Paris Saint-Germain Lens Filipe Luís Madureira Barão de Coubertin Carlinhos

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Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte O Flamengo e o Barão de Coubertin Paulo Vinicius Coelho (PVC) Colunista do UOL 22/02/2026 09h49 Deixe seu comentário Carregando player de áudio Ler resumo da notícia Paquetá contra o Lanús Imagem: Gilvan de Souza/Flamengo O Flamengo volta a campo neste domingo, contra o Madureira, três dias após a derrota para o Lanús. No Ninho do Urubu, todos admitem que o time não está bem e que a camisa rubro-negra, não o nível de investimento, não permite perde quatro em nove partidas disputadas. O Flamengo já perdeu para Fluminense, São Paulo, Corinthians e Lanús. A quinta-feira após o revés na região metropolitna de Buenos Aires foi de repetidas críticas e definições duvidosas sobre as razões da crise. Teses como "Flamengo de barriga cheia", por ter vencido tudo no ano passado. Comparações com o Paris Saint-Germain, que disputa cabeça a cabeça o título francês com o Lens e sofre na repescagem da Champions League. Quando perdeu o título para o Lille, em 2021, não tinha barriga cheia. Ou Filipe Luís sem saber o que fazer, como se alguém se esquecesse que, se ganhar a Recopa na próxima quinta, será o técnico com maior número de títulos na história rubro-negra, empatado com Carlinhos. Está perdido? Igor Gielow Rússia vira Eldorado dos EUA para o pós-Guerra Elio Gaspari Trumpistas compram briga errada com Bad Bunny Ricardo Kotscho É perigoso misturar futebol, samba e política Michelle Prazeres Música é tempo e não deveríamos acelerá-la O que mais chama a atenção é o discurso da "obrigação de vencer." Ora, todo mundo no vestiário do Flamengo tem o compromisso de vencer. Entende-se que quando se entra no Ninho do Urubu está implício o esforço e a responsabilidade de ganhar. Daí a ter obrigação implica menosprezar o copromisso que o adversário também tem. Foi na Olimpíada de Londres, em 1908, que o Barão de Coubertin criou o lema olímpico informal: "O importante não é vencer, mas participar." O discurso completo foi assim: "Nestas Olimpíadas, o importante não é vencer, mas participar. Cavalheiros, lembremo-nos desta forte declaração. Ela se aplica a todo esforço e pode até ser tomada como base de uma filosofia serena e saudável. O que conta na vida não é a vitória, mas a luta; o essencial não é conquistar, mas lutar bem. Espalhar esses preceitos é ajudar a criar uma humanidade mais valente, mais forte, mais escrupulosa e mais generosa." O lema formal, sabe-se, é "mais rápido, mais alto, mais forte" e parece mais compatível com o que se sente e pensa no vestiário do Flamengo. O ponto nem é o Flamengo, mas o que se faz com o lema informal do futebol brasileiro atual: "Ganhar é obrigação!" Ainda que quem repita esta frase em programas de televisão não tenha responsabilidade por invasões de Centro de Treinamento, uma coisa está diretamente ligada à outra. Se ganhar é obrigação e perder ou passar por um momento ruim é descumprir seu dever, então as torcidas uniformizadas sentem-se no direito de cobrar como se fossem personagens de O Poderoso Chefão. É provável que a crise do Flamengo termine na quinta-feira com uma vitória por dois ou três a zero sobre o Lanús. Mesmo assim, vale a lembrança de que ganhar é compromisso, não obrigação. E que uma das razões de o Flamengo não estar bem neste momento é ter planejado preparar o elenco em quinze dias e ter voltado a jogar no nono. É como se seu chefe lhe desse uma missão para ser entregue em uma semana e avisasse no meio do caminho que o prazo diminuiu para quatro dias. O risco é o trabalho não ter a mesma qualidade. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Paulo Vinicius Coelho (PVC) por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Livia Andrade dá 'tapinha' no bumbum da Mulher Melão na Sapucaí Atrasos, protesto e despedida: o Desfile das Campeãs no Carnaval do Rio 'Prometo aprender com erro', diz zagueiro do Bragantino após fala machista Cientistas descobrem 'interruptor secreto' do corpo que desliga inflamações Groenlândia diz que não precisa de navio-hospital dos EUA: 'Serviço gratuito e universal'