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Savarino é uma das armas de Zubeldía pra o Fla-Flu decisivo Foram necessários seis jogos para Jefferson Savarino cair nas graças da torcida do Fluminense . Na semifinal do Campeonato Carioca, teve seu nome gritado pelas arquibancadas e correspondeu contra o Vasco: sofreu a falta que originou o lance do pênalti decisivo, convertido por Ganso. Agora, é final. Diante do Flamengo, no próximo domingo, ele se diz preparado para manter um bom retrospecto pessoal em alta. Ao todo, Savarino tem 11 jogos disputados contra o Flamengo e números parelhos: cinco vitórias, cinco derrotas e um empate. Porém, o destaque fica pelos seus feitos contra o rival — são três gols marcados e quatro assistências quando atuava por Atlético-MG e Botafogo. Agora pelo Fluminense, terá seu primeiro Fla-Flu. — Estamos nos preparando desde o jogo contra o Vasco. Estou trabalhando muitas coisas com o professor (Zubeldía), tanto dentro quanto fora de campo. Vai ser um jogo muito difícil como sempre foi contra o Flamengo. Mas estamos trabalhando para conquistar títulos esse ano. [...] Vai ser um jogo grande, temos que ser contundentes. Já enfrentei o Flamengo por outros clubes, sei que é um jogo muito especial. Espero que possamos aproveitar essa final, que será muito importante para todos nós. Lembro de jogos que ganhei contra o Flamengo jogando por outros clubes, gols que fiz, assistências que fiz. Então espero que, nessa final, possamos ganhar o jogo para conquistar o primeiro título do ano — Savarino, meia do Fluminense Savarino projeta final de Carioca contra o Flamengo: "Jogo especial" Savarino também sabe o que é ser campeão estadual. Mas mineiro. Com o Atlético-MG, foram três troféus conquistados. Já no Campeonato Carioca, não repetiu a dose até agora. Nos dois anos em que passou no Botafogo, não disputou a final. A oportunidade surge com o Fluminense e aumenta a expectativa do venezuelano. — Sempre vai ser muito importante para mim conquistar títulos. Tenho a oportunidade de conquistar o meu primeiro Campeonato Carioca, que nunca conquistei antes. Estou me preparando individualmente junto com o grupo da melhor maneira. Espero conquistar o título no domingo. 1 de 2
Savarino concede entrevista para o ge.globo — Foto: Marcello Neves/ge.globo Savarino concede entrevista para o ge.globo — Foto: Marcello Neves/ge.globo Neste pouco tempo de Fluminense, Savarino tem trabalho para virar a página sobre o Botafogo. Envolvido na troca que levou Wallace Davi para o Alvinegro, ele admite que tem trabalhado mentalmente para focar apenas no Tricolor. O venezuelano diz que contou com o apoio familiar e explicou o desejo de sua esposa e filhos para permanecer no Rio de Janeiro — um dos motivos que o fez vir para o Tricolor e descartar o interesse de Corinthians e São Paulo, por exemplo. — Sempre falei que é muito importante como minha família está. Minha esposa está bem, meu filho está bem, então também estarei. Eles gostam muito do Rio, gostam da praia, gostam as coisas daqui. Para mim, isso (ficar) foi muito importante. Desfruto dos momentos que vivi aqui, e quero aproveitar cada momento (no Fluminense) — disse Savarino, antes de explicar a saída do Botafogo: — Eu fui muito claro comigo no início, mas é o meu trabalho. Tive que mudar rápido a minha cabeça. Se fico pensando que fui de um rival para o outro, ficaria estancado (paralisado). Tentei me adaptar o mais rápido possível, jogar e sabia que essa mudança tinha que acontecer para refletir no campo. Sempre trabalho internamente. Fiz esse processo muito rápido para jogar, o que é o mais importante. Eu vinha passando por processos. Depois desse gol (o último pelo Botafogo), machuquei, passei um mês me recuperando. Em janeiro, passei pelo processo da transferência. Todos os gols eu dedico para Deus. Quis agradecer a ele por estar comigo nesse processo. — Savarino, meia do Fluminense Savarino fala sobre saída do Botafogo e explica processos: "Trabalho mentalmente" Já sobre a adaptação no Fluminense, o venezuelano conta com o apoio dos estrangeiros presentes no elenco e de seus ex-companheiros de Atlético-MG. Ao todo, são 12 jogadores nascidos fora do Brasil que estão no Tricolor, além de mais quatro companheiros que atuaram com ele no clube mineiro. — Isso é bom (convivo com os gringos). Para se adaptar o mais rápido possível. Sou um cara que não fica pensando muito na adaptação para não ficar cobrando muito. É sempre bom ter gringos que me ajudam. Mas aqui tem muitos jogadores que jogaram comigo no Atlético-MG, Guga, Arana, Igor Rabello, Otávio. Isso me ajudou muito. Ter esse carinho dentro e fora de campo é importante. Toda troca tem a sua adaptação, mas isso foi muito importante para eu me adaptar. 2 de 2
Savarino concede entrevista para o ge.globo — Foto: Marcello Neves/ge.globo Savarino concede entrevista para o ge.globo — Foto: Marcello Neves/ge.globo Confira outras respostas de Savarino: Carinho da torcida: "Esse momento tem sido muito bom para mim, ajuda na adaptação esse carinho que a torcida pode transmitir. Gritaram meu nome no último jogo para entrar, isso dá uma motivação extra. Para esse jogo, para a final, quero a torcida perto da gente para transmitir uma motivação extra" Camisas 10 no elenco: "É bom que o Fluminense tenham esses jogadores. São jogadores de bom pé, o Lucho, Ganso, Martinelli... Eles tem qualidade e isso é importante para gerar chances dentro do campo. No último jogo tê-los foi importante para mudar o jogo. Espero continuar conhecendo-os dentro do campo" 🗞️ Leia mais notícias do Fluminense 🎧 Ouça o podcast ge Fluminense Assista: tudo sobre o Fluminense no ge, na Globo e no sportv 50 vídeos