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Só para assinantes Assine UOL Reportagem Esporte Com Militão na lateral, seleção copia fórmula que já se consagrou na Europa Thiago Arantes Colunista do UOL, de Lille (FRA) 17/11/2025 05h30 Deixe seu comentário Carregando player de áudio Ler resumo da notícia Éder Militão, em treino da seleção brasileira no CT do Arsenal Imagem: @rafaelribeirorio / CBF A entrada de Éder Militão na lateral-direita da seleção brasileira, na vitória por 2 a 0 contra Senegal, resolveu dois problemas de uma vez para Carlo Ancelotti: o treinador italiano encontrou um nome para a posição e, ao mesmo tempo, deu mais consistência ao sistema defensivo, objetivo principal da mudança. A mudança é, a rigor, uma improvisação. Mas o "mister" não inventou a roda: no futebol europeu atual, usar zagueiros ou volantes nas laterais virou mais regra do que exceção. Alguns dos principais times do mundo fazem isso — e nem é a primeira vez que Ancelotti testa algo assim. Há uma tendência, nos últimos anos, a usar defensores mais robustos nos lados do campo. O Manchester City de Pep Guardiola, por exemplo, venceu a Champions League de 2022-23 com dois zagueiros — Nathan Aké e Manuel Akanji — atuando nas laterais. Juca Kfouri Domingo de eliminatórias, Série B e muita emoção Milly Lacombe A justiça desportiva acha que somos estúpidos? Bianca Santana Jogo duplo do petróleo limita entregas da COP30 Marcus André Melo Para entender o shutdown do governo nos EUA "Quando você enfrenta pontas como Bukayo Saka ou Vinícius Júnior, é preciso ter laterais que tenham mais capacidade defensiva, para situações de 1 contra 1", explicou o catalão, quando começou a mudar a forma de sua primeira linha. Atualmente, o City tem Matheus Nunes, um volante de origem, consolidado na lateral-direita. Koundé comemora gol marcado pelo Barcelona na final da Copa do Rei: zagueiro virou lateral Imagem: Pierre-Philippe MARCOU / AFP Outros clubes seguem a tendência: o Barcelona transformou Jules Koundé, que foi contratado como zagueiro, em seu lateral-direito titular; Ronald Araújo também já foi usado na posição, especialmente para confrontos com pontas adversários mais perigosos. No arquirrival Real Madrid, o próprio Carlo Ancelotti fez os volantes Eduardo Camavinga e Federico Valverde virarem opções para as laterais — primeiro, devido a lesões no elenco; mas depois, e mais de uma vez, como opção tática. A Copa dos zagueiros-laterais Caso a seleção brasileira confirme a tendência de momento e chegue à Copa do Mundo com Éder Militão como titular da lateral-direita, ela não será a única. Continua após a publicidade A França, finalista das duas últimas Copas do Mundo, aproveitou a ideia do Barcelona e também usa Koundé como lateral-direito. No início, o próprio jogador insistiu que gostaria de jogar como zagueiro, mas a concorrência forte no centro da defesa e a chance de ser titular o fizeram parar de reclamar. Na Holanda, é a lateral-esquerda que tem sido ocupada por zagueiros de origem. Nathan Aké, acostumado à função no Manchester City, já cumpriu esse papel; nos últimos jogos, a vaga tem sido de Micky Van de Ven, zagueiro do Tottenham que é conhecido por ser o jogador mais rápido do mundo na posição. Gvardiol comemora gol marcado pelo Manchester City contra o Brugge na Champions Imagem: Molly Darlington/Copa/Getty Images Outro zagueiro que "virou lateral" no Manchester City e acabou levando essa capacidade de adaptação para a seleção é o croata Josko Gvardiol. Titular no miolo da zaga que eliminou o Brasil na Copa do Mundo de 2022, ele atualmente mostra a mesma qualidade nas duas posições. A Alemanha também já usou laterais como zagueiros no ciclo atual. Nicklas Sule e Nico Schlotterback, ambos do Borussia Dortmund, foram usados fora de suas posições de origem. Sule não tem mais sido convocado, mas o colega segue no grupo de Julian Nagelsmann. Wesley em ação pela seleção brasileira: lateral da Roma briga por uma vaga Imagem: Thiago Ribeiro/AGIF E as outras vagas? Com Militão consolidado na lateral-direita, depois da ótima partida contra Senegal, Carlo Ancelotti ganha um novo leque de opções para a convocação da Copa do Mundo, que acontecerá em maio do ano que vem. Continua após a publicidade Convocar apenas mais um lateral-direito é uma possibilidade, por exemplo. Como o italiano já tem em seus planos o veterano Danilo, que segundo ele "pode atuar em qualquer posição da defesa", ele poderia economizar uma vaga de lateral para convocar um meio-campista de outras características, ou um atacante que faça funções diferentes. Desde que chegou à seleção, Ancelotti já convocou Wesley (Roma), Vanderson (Monaco), Paulo Henrique (Vasco) e Vitinho (Botafogo). Os dois primeiros saem na frente na briga por um lugar na Copa, mas as lesões de Vanderson acabam abrindo a disputa. A dúvida, agora, é se a briga é por duas vagas no grupo, ou se apenas um lugar no avião está disponível. Reportagem Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Série B pega fogo antes da rodada final; veja cenários completos de G4 e Z4 Excesso de carinho: 5 'cuidados' com o carro que vão te deixar no prejuízo Quem sai ganhando com Neymar Pai no controle da marca Pelé? 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