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Análise dos Times

Corinthians

Principal

Motivo: Análise foca nas características do time e nas táticas do treinador, com tom de cobrança por melhorias.

Viés da Menção (Score: 0.4)

Motivo: Descrito como confuso e despreparado, mesmo com vantagem numérica, o que sugere um viés negativo.

Viés da Menção (Score: -0.2)

Palavras-Chave

Entidades Principais

vasco corinthians garro bidu hugo diniz andre thiago mendes ranielle cauê

Conteúdo Original

Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte Duas características do Dinizismo ainda não praticadas por esse Corinthians Milly Lacombe Colunista do UOL 26/04/2026 18h08 Deixe seu comentário André, meio-campista do Corinthians, foi expulso do jogo contra o Vasco após entrada dura em Thiago Mendes Imagem: Ettore Chiereguini/AGIF Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× O Corinthians de Diniz não joga de forma exuberante mas joga de forma intensa e solidária. Essa solidariedade é uma característica fundante do dinizismo, esquema de jogo que, entre outros atributos contra-hegemônicos, entende o elenco como comunidade e coloca o grupo sempre acima do individual. Se um errou, todos são responsáveis por reparar o erro. No dinizismo, ousar e errar não é pecado. Errar e não se reorganizar coletivamente para reparar o erro, sim. Essa é uma qualidade já pode ser vista no Corinthians de Diniz. Mas há outras que ainda não entraram em campo. A primeira eu diria que é o jogo mais junto tendo no mínimo dois jogadores dando opção de passe curto para quem está com a bola. É um jogo de maior exigência física mas que permite um dinamismo diferente. É nesse momento que vemos as "escadinhas": quando o jogador que vai receber o passe sabe que pode deixar a bola passar porque tem alguém em linha para receber a bola. E é essa justamente a qualidade sempre reduzida à crítica da "saidinha de bola perigosa perto do gol". No Corinthians, o jogo bem aproximado não se fez presente. Uma segunda característica é a virada rápida de jogo. No Fluminense campeão da América víamos muito o time quase todo concentrado de um lado do campo e, lá do outro lado, um solitário jogador bem aberto pronto para receber o passe longo. Esse Corinthians ainda não colocou em ação essa forma de atuar. Juca Kfouri Corinthians não toma gol nem com menos jogadores PVC Corinthians renasce com passes de Garro Josias de Souza PT lança diretrizes não entregues por seu governo Marco Antonio Sabino As pedras no caminho de Tarcísio de Freitas O que já podemos ver com convicção é o homem-base de Diniz, que é Garro. É ao redor dele que o time se movimenta, é ele que tem autorização para correr livremente quando o time tem a bola. Uma anomalia do dinizismo aplicado a esse Corinthians é a cabeça quente de alguns jogadores. Estariam eles absorvendo a pilha das preleções de Diniz além da conta e confundindo aplicação com violência? André precisa ser temporariamente afastado para tratar do descontrole. Contra o Vasco, nesse domingo, foi novamente expulso. Uma expulsão justa depois de dar uma entrada desleal e absurda por trás em Thiago Mendes. Talvez não estejamos vendo esses dois atributos do dinizismo sendo praticadas pelo Corinthians justamente porque parte do elenco parece estar emocionalmente descontrolado e jogar com um a menos pede estratégias emergenciais e não estruturais. Também não vimos ainda volante virar zagueiro, mas já vimos volante virar lateral direito. Ranielle fez isso no domingo e foi extremamente bem na função. Por causa da expulsão de André, o Corinthians teve que jogar o segundo tempo inteiro com um a menos. Fez um perto dos 30 minutos, um golaço de Bidu com passe genial de Garro, e viu o jovem André perder a cabeça e prejudicar o time justamente quando o dono da casa era melhor e vencia. A arquitetura do segundo tempo ficou na conta do descontrolado André: Vasco pressionando, Corinthians recuado e se defendendo com toda a paixão que conseguia reunir. O jovem goleiro Cauê, que substitui Hugo, apareceu muito e apareceu bem. Contra sua participação apenas o exagero na demora para repor a bola, o que acabou custando um escanteio para o Vasco pela regra dos oito segundos. Continua após a publicidade Um público de quase 43 mil pessoas viu um jogo nervoso, pegado e truncado. O Vasco, mesmo com um a mais, pouco conseguiu fazer. Confuso, desorganizado, despreparado mesmo tendo a bola e podendo jogar livremente até a entrada da área corintiana durante todo o segundo tempo. No final, Corinthians 1 x 0 Vasco, para delírio de Diniz e da Fiel. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Milly Lacombe por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora No duelo de promessas, Jódar atropela no 3º set e elimina Fonseca em Madri PT lança diretrizes que governo do PT não foi capaz de entregar Prefeitura de Osasco (SP) descarta livros de biblioteca e causa revolta Desfalque contra o Bahia, Neymar tem virose e é baixa em treino do Santos Diniz 'puxa orelha' de André por expulsão e valoriza 6º jogo sem tomar gol