Conteúdo Original
Só para assinantes Assine UOL Reportagem Esporte Yamal chama pressão e vive maior desafio como protagonista na Champions Thiago Arantes Colunista do UOL, em Barcelona 14/04/2026 05h30 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Lamine Yamal, do Barcelona, antes do duelo decisivo contra o Atlético de Madri Imagem: Guillermo Martinez/NurPhoto via Getty Images O duelo entre Atlético de Madri e Barcelona, às 16h (horário de Brasília) desta terça-feira, é carregado de significados para as duas equipes. Para o time madrilenho, é a chance de voltar a sonhar com o título da Champions League, que escapou nas finais de 2014 e 2016. Para o Barcelona, a oportunidade de virar um placar adversário de 2 a 0 e recuperar o respeito no continente — o clube vai para 11 anos sem conquistas continentais. Mas, para Lamine Yamal, maior estrela do clube catalão, a partida no Metropolitano de Madri representa ainda mais. Alexandre Borges Trump x papa Leão 14: existe guerra justa? Sakamoto Relator de CPI poupa colegas em ano eleitoral Carlos Nobre A guinada verde da China e a pressão sobre o Brasil Milly Lacombe Atitude da diretoria do Flu pode pôr o ano a perder Aos 18 anos, o ponta-direita colocou-se em uma posição de destaque nos dias antes do duelo. O camisa 10 do Barcelona já seria o centro das atenções pelo que ele faz dentro de campo; mas na última semana ele quis transformar-se no símbolo da luta pela virada. Horas depois da partida no Camp Nou, Yamal escreveu em suas redes sociais uma mensagem de motivação. "Isso não terminou". No sábado, no dérbi contra o Espanyol pela Liga Espanhola, ele comandou a goleada por 4 a 1 com um gol e duas assistências. Após a vitória, foi com os companheiros cumprimentar os torcedores. O jovem prodígio também chamou a responsabilidade diante da imprensa. O clube pediu que ele falasse na entrevista coletiva de segunda-feira, véspera do duelo — Yamal não apenas aceitou como enxergou a possibilidade de mostrar uma nova imagem. Usando óculos e falando em espanhol e catalão, o jovem ganhou um ar mais adulto. As brincadeiras de outras ocasiões deram lugar a respostas sérias e mais elaboradas. Quem esteve na sala de imprensa garante que, diante da imprensa e das câmeras que levarão as imagens para o mundo inteiro, nascia outro jogador. Sem Raphinha, machucado, com Lewandowski longe de sua melhor fase, Lamine Yamal chamou a responsabilidade. Continua após a publicidade No caso de uma nova "remontada", nos moldes daquela de 2017 contra o PSG, ele é o claro candidato a protagonista. Confiança inabalável Para além da semiótica, Yamal também impressionou pela confiança. "Não temos que pensar que a virada é um milagre. Temos que fazer o que sabemos fazer", disse um Yamal que parece disposto a dividir os holofotes; mas, que se for convocado a liderar, promete não se esconder. "Estou jogando no Barcelona e há jogadores de muita qualidade. Eu não acho que o jogo passe sempre por mim. Mas se por acaso acontecer, eu não me importaria", acrescentou. Yamal ainda teve tempo de lançar um desafio ao técnico do time adversário, o argentino Diego Simeone. "Espero poder fazer a diferença. Quem sabe o Cholo me faz o favor de colocar uma marcação mano a mano contra mim". Questionado sobre a nova postura, assumindo mais responsabilidades — como por exemplo a participação na própria entrevista pré-jogo —, Yamal acionou outra vez o modo super confiante. "Desde pequeno eu assumo mais responsabilidade. Isso não é um problema, é uma virtude". Continua após a publicidade Jogadores do Atlético de Madri comemoram gol marcado em jogo contra o Barcelona na Champions Imagem: NurPhoto/NurPhoto via Getty Images A história joga contra A mudança de postura de Lamine Yamal e o "passo à frente" dado por ele diante do desafio não diminuem o tamanho da montanha que o Barcelona terá de escalar. Para avançar às semifinais da Champions League, o clube catalão terá de fazer algo que nenhum rival do Atlético de Madrid faz desde 1997: ganhar uma partida de fase eliminatória da competição jogando na casa colchonera — atualmente, o Metropolitano; antes, o Vicente Calderón. A última derrota foi um 3 a 2 para o Ajax. Na época, Diego Simeone ainda era jogador, e estava em campo com a camisa 14. O clube holandês tinha nomes como o goleiro Edwin van der Sar, os irmãos gêmeos Frank e Ronald de Boer, e o meia finlandês Jari Liitmanen. Mesmo que aquele placar se repita, o time madrilenho avançaria neste ano. A vitória por 2 a 0 no Camp Nou permite que o Atlético perca por qualquer placar de um gol de diferença. Em caso de empate no agregado, o duelo vai para a prorrogação e, a persistir o empate, para a decisão por pênaltis. Continua após a publicidade A seu favor, o Barcelona tem o fato de que vencer no Metropolitano não é novidade nesta temporada: há 10 dias, os catalães ganharam o duelo de La Liga por 2 a 1, na casa do rival — outro resultado que, nesta terça-feira, não serviria. É diante deste cenário e com estas dificuldades que Lamine Yamal enfrentará seu maior desafio na Champions League. Aos 18 anos, o jovem terá de liderar o Barcelona em uma tarefa que, embora não seja impossível, é difícil a ponto de consagrar um possível herói. E o camisa 10 já se candidatou desde o apito final no Camp Nou a ser o líder de uma possível virada. Reportagem Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Pesquisa acha compostos potencialmente carcinogênicos em pães e biscoitos Eduardo Bolsonaro falta a interrogatório no STF Influencer em Noronha: o que explica multa de R$ 1 milhão a Carlinhos Maia O temor da Faria Lima com o atraso na divulgação do balanço do BRB Estudantes de direito atacam homem em situação de rua com arma de choque