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Às vésperas do Dérbi, o Corinthians chega ao clássico com a casa em reforma e o relógio correndo: após a saída de Fernando Diniz, William Batista, técnico do sub-20, assume interinamente a equipe diante do Palmeiras. O domingo promete mais do que rivalidade — é também um teste de sobrevivência para um time pressionado. [ , ] A ordem para o Corinthians é fechar os espaços: William Batista prepara uma equipe mais compacta, com Léo Porto ao seu lado, tentando corrigir uma defesa que vinha cedendo terreno. A sequência de sete partidas sem vitória no Campeonato Brasileiro e a proximidade da zona de rebaixamento dão ao plano o peso de uma urgência — enquanto, do outro lado, o Palmeiras joga também pela disputa do título. [ , ] Nos bastidores, a procura por um novo comandante parece uma lista de portas que não se abriram: Ramón Díaz esbarrou em impasses jurídicos e contratuais; Luis Zubeldía não quis assumir um time ameaçado pelo descenso; Sylvinho prefere seguir na Europa. Fábio Carille e Juan Pablo Vojvoda também aparecem entre os nomes consultados, mas, por enquanto, não há solução definida. [ , , ] O contraste que ronda o clássico é quase uma estatística com personalidade: desde a chegada de Abel Ferreira, 15 treinadores passaram pelo Corinthians; William Batista será o 16º. Assim, o Dérbi reúne a continuidade de um lado e a instabilidade do outro, com o Palmeiras mirando a liderança e o Corinthians tentando trocar turbulência por resposta em campo. [ , ]