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Se antes o GP de Singapura parecia ser um dos poucos lugares capazes de resistir ao domínio de Max Verstappen , o cenário mudou completamente neste fim de semana. O holandês chegou a Marina Bay ainda em busca da primeira vitória na pista, mas já deu passos importantes para transformar o antigo "ponto fraco" em mais um território conquistado . Depois de garantir a pole da Sprint, vencer a corrida curta e repetir a pole para o GP principal, ele chega ao domingo como o grande favorito para finalmente quebrar o tabu.
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E não é apenas uma questão de largar na frente. O principal sinal de que Verstappen realmente pode conquistar a tão sonhada primeira vitória está no desempenho da Red Bull ao longo do fim de semana. A equipe conseguiu manter o carro competitivo, mesmo em um circuito de características muito diferentes de Baku e da Malásia, onde as atualizações apresentaram bons resultados. Em Singapura, com curvas lentas, zebras agressivas e um asfalto bastante irregular, o pacote também funcionou — algo que não era esperado pelo piloto.
Quem conhece o estilo de Verstappen na pista sabe que o que para muitos parece um pesadelo pode ser o verdadeiro trunfo do holandês: a chuva. O clima instável já interferiu diretamente na Sprint, que teve a largada atrasada e começou com pneus intermediários. A expectativa é que volte a ser protagonista do principal dia de ações do GP de Singapura. E esse pode ser o ingrediente que falta para transformar a expectativa em realidade.
E não seria a primeira vez que a chuva aparece como aliada de Verstappen. Ao longo da carreira, o holandês já transformou corridas em condições extremas em oportunidades de recuperação e vitória. O exemplo mais recente veio no GP de São Paulo de 2024, quando largou apenas em 17º e venceu após uma corrida marcada pela pista molhada. Em Singapura, portanto, uma eventual mudança no clima pode colocá-lo novamente em um território no qual já mostrou que sabe fazer a diferença.
Aliás, é impossível falar desse tipo de habilidade sem lembrar de Ayrton Senna. O brasileiro construiu uma das maiores reputações da história da Fórmula 1 quando o assunto era pista molhada. De Mônaco, em 1984, a Estoril, em 1985, e Donington, em 1993, Senna protagonizou algumas das atuações mais marcantes da categoria sob chuva. A própria F1 o coloca entre os maiores especialistas da história nessas condições, assim como o próprio Max e Michael Schumacher.
Verstappen, evidentemente, ainda precisa construir seu próprio capítulo. Mas o cenário de Singapura parece feito para que ele comece a fazer isso. Se a chuva aparecer novamente, o holandês terá uma oportunidade de transformar uma característica conhecida de sua pilotagem em uma vantagem ainda maior sobre os adversários.
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A Sprint também deixou um alerta importante. Mesmo saindo da pole, Verstappen teve uma largada ruim e perdeu imediatamente a liderança para Russell. Em condições molhadas, o britânico conseguiu colocar a Mercedes à frente antes de cometer o erro que encerrou sua corrida. Ou seja, o ritmo de Verstappen era suficiente para vencer, mas a saída não foi exatamente um ponto forte.
E existe outro problema em Marina Bay: ultrapassar não é simples. O circuito de rua oferece poucas oportunidades para quem fica preso atrás de outro carro, o que torna a posição de largada ainda mais importante. Na Sprint, Verstappen acabou contando com o acidente de Russell para recuperar a liderança sem precisar construir uma ultrapassagem.
Depois de nove tentativas frustradas, porém, a sensação é de que o tabu está finalmente ameaçado. Max Verstappen já tem o ritmo, já tem a pole e já sabe o que é vencer em Marina Bay neste fim de semana. Falta apenas transformar esse domínio na Sprint e na classificação naquilo que realmente importa para a história do GP de Singapura: a primeira vitória na corrida principal.