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Veja como estão os gramados de Cotia um mês após ge mostrar estado crítico Pouco mais de um mês depois de o ge revelar fotos que mostravam o estado crítico do gramado de Cotia durante a pré-temporada do time profissional do São Paulo , a reportagem foi até o Centro de Formação de Atletas (CFA) checar o desenrolar das reformas no local. + Siga o canal ge São Paulo no WhatsApp O CFA possui nove campos, sendo oito de grama natural. O principal deles, o campo 1, também chamado de estádio, está em excelentes condições. É ali que as equipes de base do Tricolor mandam seus jogos. Para manter o gramado em ótimas condições, o campo não recebe treinamentos. Durante a pré-temporada, ele foi um dos três colocados à disposição do time profissional. Porém, na época, não apresentava as melhores condições. 1 de 5
Campo 1 do CFA de Cotia, do São Paulo, antes (foto acima) e depois (foto abaixo) da reforma — Foto: Rperodução e Eder Traskini/ge.globo Campo 1 do CFA de Cotia, do São Paulo, antes (foto acima) e depois (foto abaixo) da reforma — Foto: Rperodução e Eder Traskini/ge.globo Segundo Sérgio Rocha, gerente de Cotia, os campos 1 e 2 sofreram com intercorrências de ordem natural, ou seja, a grama não "pegou" em alguns pontos e não cresceu na velocidade esperada em outros, o que obrigou um replantio e um atraso no que estava programado. – Soubemos que receberíamos o profissional no final de novembro. Nos preparamos, reformamos todos os quartos, melhoramos a internet e atacamos os campos. Só conseguimos fazer reformas em dezembro e janeiro, que é quando param os campeonatos. Recebemos a visita da comissão técnica e passamos os campos que estariam disponíveis, pois estavam sendo reformados e estariam aptos para a pré-temporada: campos 1, 2 e 7. Infelizmente, tivemos intercorrências no campo 1 e 2. – Temos o plantio da grama de inverno, uma grama bermuda que semeamos a partir de abril e elas se sobrepõem à base. Só que essa semente de inverno fica até começar a esquentar. Em outubro começa a morrer e dá sequência à grama que está embaixo. Só que tivemos um ano atípico e essa grama só foi morrer em dezembro. Em um intervalo de apenas alguns dias, o campo ficou muito ruim. Fizemos a reforma, trocamos um pedaço grande de grama, de fora a fora, mas dependemos da natureza. No campo 1, conseguimos reverter. – No dia 2 de janeiro, o campo estava bom. Esteticamente falando tinha as emendas aparecendo, mas pisando nele estava ótimo. Não tinha problema de a bola rolar. Mas tivemos mais uma intercorrência, em que morreu mais um pouco da grama de inverno em três dias. Tivemos alguns pontos pequenos em que tivemos um visual mais feio porque quando morre a grama de inverno, a grama que está embaixo está dormente e precisa de dois a sete dias para se rejuvenescer. No dia da visita do ge , na última terça-feira (24), o campo 2 ainda não apresentava uma condição parecida com a do campo 1. O campo 2 foi justamente o gramado utilizado pelo time profissional na pré-temporada: o mais castigado de todos, com buracos, areia e tufos de grama. Hoje, o local ainda apresenta colorações diferentes de grama em alguns pontos, como remendos, mas sem desnível entre as áreas amareladas e verdes. Segundo o gerente, isso ocorre também pela questão da grama de inverno. 2 de 5
Campo 2 do CFA de Cotia, do São Paulo, antes (foto acima) e depois (foto abaixo) da reforma — Foto: Eder Traskini/ge.globo Campo 2 do CFA de Cotia, do São Paulo, antes (foto acima) e depois (foto abaixo) da reforma — Foto: Eder Traskini/ge.globo Mais do São Paulo : + São Paulo tenta a liberação de Lucca da seleção brasileira sub-20 + São Paulo negocia com Júlio Baptista para ser técnico do time sub-20 – Esse campo 2 estava entre os combinados, mas houve uma intercorrência grande. Plantamos em tapetes e ela secou, não foi para frente. Tivemos que arrancar tudo e fazer de novo. Era uma luta contra o tempo que nunca íamos ganhar. Não tinha como plantar e nascer. Era pra ser o melhor campo, mas tivemos esse problema. Interditamos e oferecemos o campo 3. O campo 3 em questão fica exatamente ao lado do campo 2, mas não foi utilizado pelo time profissional. O campo 3 é onde ficava o banco de reservas com uma escora de madeira e um cacho de marimbondos. Segundo Rocha, isso ocorre porque o local não estava sendo utilizado. – A questão dos toldos, a escora, quando a gente para no fim do ano, vemos todos os problemas. No caso do banco, tinha uma estaca, mas não estava sendo utilizado, estava parado. Era no campo 3, que era para eles treinarem. Essa estaca é porque fizemos um buraco na base que estava podre, para depois podermos consertar. Mas era um campo que estava parado. O marimbondo: em questão de dois, três dias, você tem um ninho pequeno, foi o que aconteceu. Era um campo que ninguém ia, não tinha treino. 3 de 5
Campo 3 do CFA de Cotia, do São Paulo — Foto: Eder Traskini/ge.globo Campo 3 do CFA de Cotia, do São Paulo — Foto: Eder Traskini/ge.globo O toldo do banco de reservas que estava com a escora foi removido, bem como o cacho. No entanto, os ajustes foram pontuais, e não está nos planos da gestão uma intervenção maior. A explicação é de ordem financeira. – Uma reforma de todos os toldos custa mais de 100 mil reais. Os processos todos estão sendo revistos. Estamos fazendo uma contenção da melhor forma possível sem perder a qualidade de campos, comida… Estamos reduzindo o número de atletas no total, tinha muita gente e estamos adequando. Isso impacta tudo, é economia de água, gás, comida. 4 de 5
Estrutura padrão dos bancos de reservas do CFA do Cotia, do São Paulo — Foto: Eder Traskini/ge.globo Estrutura padrão dos bancos de reservas do CFA do Cotia, do São Paulo — Foto: Eder Traskini/ge.globo + Leia mais notícias do São Paulo Outro local ofertado por Cotia ao time profissional, o campo 7 é o gramado utilizado pelo time sub-20 para treinos, portanto um dos mais desgastados ao longo do ano – uma vez que o time sub-20 é o que mais joga na temporada. O campo estava, inclusive, sendo utilizado pelo time na preparação para a Copinha. O time sub-20 viajou a Sorocaba para a competição no dia 2. O Tricolor fez seu primeiro treino de pré-temporada no dia 4. Durante a visita do ge , o gramado estava em boas condições, apresentando apenas marcas do uso frequente. 5 de 5
Campo 7 do CFA do Cotia, do São Paulo — Foto: Eder Traskini/ge.globo Campo 7 do CFA do Cotia, do São Paulo — Foto: Eder Traskini/ge.globo Mal-entendido com o profissional Segundo Sérgio Rocha, houve um mal-entendido com o time profissional durante a pré-temporada. O combinado prévio de utilização dos campos 1, 2 e 7 deveria ter ficado para trás diante das intercorrências nos gramados, mas não foi o que ocorreu. – O campo (2) estava interditado. Houve talvez um mal-entendido, ao invés de irem para o campo que teriam que treinar, pararam no campo que estava totalmente em reforma. Não sei explicar. Foi bem claro, falamos na semana do campo 1, 3 e 7. Ficou claro. Temos isso gravado. Talvez quando chegaram aqui, tiveram que passar pelo campo 2, resolveram treinar aqui. Mas estava interditado. 🎧 Ouça o podcast ge São Paulo 🎧 + Assista: tudo sobre o São Paulo no ge, na Globo e no sportv 50 vídeos