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Só para assinantes Assine UOL Reportagem Por volta à Copa, Itália desiste de 'brasilianos' e aposta em 'argentino' Rafael Reis Colunista do UOL 31/03/2026 05h30 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Volante Jorginho foi o último jogador nascido no Brasil a jogar pela seleção italiana Imagem: Getty Images A Itália que visita a Bósnia-Herzegovina, hoje, às 15h45, em uma última tentativa de conquistar a classificação para a Copa do Mundo-2026 e assim evitar o vexame de completar três edições consecutivas ausente do torneio, resolveu enterrar uma estratégia usada a rodo durante seus anos de "vacas magras". Pela primeira vez desde a qualificação para a África do Sul-2010, quando ainda gozava do status de atual campeã, a Azzurra passou as eliminatórias inteiras sem recorrer a nenhum jogador nascido no Brasil. O último "brasiliano" a jogar pela equipe vencedora de quatro Copas foi o volante Jorginho, hoje no Flamengo. Ele esteve na disputa da Euro-2024, quando ainda defendia o Arsenal, e depois nunca mais foi convocado. Amanda Klein Caiado é direita; não há centro nesta eleição Alicia Klein Mais que o Brasil, Itália vive crise existencial no futebol Sakamoto Eleição de 2026 nos lembra que 1964 ainda está aqui Carlos Nobre Por que não negacionistas elegem negacionistas Desde que o centroavante Amauri foi chamado para um amistoso logo depois do Mundial de 2010, oito atletas diferentes oriundos do Brasil atuaram pela Itália. O período coincide com o declínio experimentado pela Azzurra, que, apesar de ter sido campeã europeia de 2020, não conseguiu vaga para os Mundiais da Rússia-2018 e do Qatar-2022. Mas essa política parece ter ficado no passado... pelo menos, por enquanto. Como tem acontecido em todas as convocações dos últimos dois anos, o elenco da Itália para a repescagem europeia do qualificatório da Copa-2026 não tem nenhum brasileiro. E o único atleta nascido em outro país presente na lista de Gennaro Gattuso foi importado da Argentina. Artilheiro da Azzurra nas eliminatórias, com cinco gols, o atacante Mateo Retegui é descendente de italianos e começou a ser chamado pela pátria dos seus antepassados quando ainda atuava na própria Argentina. Foi só depois dos primeiros jogos pela seleção que um clube italiano, o Genoa, resolveu contratá-lo. Em 2024/25, foi o goleador da Serie A do Calcio e, na janela seguinte, acabou negociado com o Al-Qadsiah, da Arábia Saudita. Na vitória por 2 a 0 sobre a Irlanda do Norte, quinta-feira passada, que classificou a Itália para a final da repescagem, Retegui fez dupla de ataque com Moise Kean, que é descendente de marfinenses, mas nasceu dentro do território italiano. Continua após a publicidade Relacionadas O que mudou e o que continua igual na Croácia após queda do Brasil em 2022? Primeiro 'xodó' de Ancelotti perde luta contra lesões e se afasta da Copa 7 brasileiros em baixa no exterior para seu time contratar por empréstimo A atuação do "argentino" foi bastante criticada, sobretudo por causa de um gol relativamente fácil perdido. Mas é pouco provável que, na hora da verdade, Gattuso abra mão de um dos seus homens de segurança para lançar o jovem Pio Esposito, da Inter de Milão, que tem sido pedido por torcedores e jornalistas. Último dia Além de Bósnia x Itália, outros cinco jogos encerram as eliminatórias da Copa-2026 e definem as donas das últimas vagas ainda em aberto para o torneio previsto para começar daqui dois meses e meio. Na repescagem europeia, além do compromisso da Azzurra, Suécia x Polônia, Kosovo x Turquia e República Tcheca x Dinamarca se enfrentam em confrontos diretos em que o vencedor leva a classificação e o derrotado assiste ao Mundial pelas telas. Todas as partidas estão marcadas para às 15h45 (de Brasília) e, caso não sejam decididas no tempo normal, serão estendidas para prorrogação e, se necessário, disputas de pênaltis. Já o qualificatório intercontinental tem a República Democrática do Congo enfrentando a Jamaica (18h) e o Iraque medindo forças com a Bolívia (0h de quarta). As regras são as mesmas do Velho Continente, mas com uma diferença gritante: os confrontos acontecem em campo neutro, no México. Continua após a publicidade A maior de todas Marcado até o momento pela possível desistência do Irã, devido à guerra que têm travado com os norte-americanos, o Mundial-2026 será o mais grandioso já realizado. Pela primeira vez na história, terá jogos espalhados por três países diferentes: Canadá, EUA e México. Também estabelecerá novos recordes de número de seleções participantes (48, contra 32 das últimas sete Copas), jogadores inscritos (a tendência é que passem de 1.200) e partidas disputadas (104). O pontapé inicial está marcado para 11 de junho e será dado no estádio Azteca, na Cidade do México, com a partida entre a seleção da casa e a África do Sul. A final será nos EUA, em Nova Jérsei, no dia 19 de julho. 'Brasilianos' na Azzurra neste século Amauri (A): 1 jogo em 2010 Thiago Motta (V): 30 jogos entre 2011 e 2016 Éder (A): 26 jogos entre 2015 e 2017 Jorginho (V): 57 jogos entre 2016 e 2024 Emerson Palmieri (LE): 29 jogos entre 2018 e 2023 Rafael Tolói (Z): 14 jogos entre 2021 e 2023 João Pedro (A): 1 jogo em 2022 Luiz Felipe (Z): 1 jogo em 2022 Reportagem Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. 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