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Seleção do Irã se despede em Tijuana, no México, depois da eliminação da Copa do Mundo A trajetória do Irã na Copa do Mundo de 2026 terminou ainda na fase de grupos. Com três pontos somados no Grupo G, a seleção não conseguiu ficar entre os oito melhores terceiros colocados e deu adeus precoce ao Mundial. Após a eliminação, a delegação iraniana rebateu secretário dos Estados Unidos - que afirmou ter feito "dança da felicidade" para celebrar a eliminação do Irã - e deixou Tijuana, onde fez sua base no México, com festa. + Veja o Guia da Copa do Mundo + Veja a tabela da Copa do Mundo A despedida aconteceu nesta terça-feira, novamente sob a presença de torcedores aglomerados na porta do hotel do Irã em Tijuana. A cena se tornou comum ao longo do Mundial, e jogadores novamente pararam para atender aos torcedores. Técnico da seleção, Amir Ghalenoei fez um último discurso ao público, em que exaltou a trajetória iraniana na Copa e a amizade que se criou com o México. — Vamos sair hoje de Tijuana, mas nosso coração e nossa alma ficam aqui. O povo e o país do México são parte de nós. Agradecemos muito a todos vocês pela hospitalidade e pelo amor que nos deram. Irã e México já estão marcados no coração da história. (...) Antes de mais nada, amamos o México como se fosse nossa nação. — O mundo se deu conta que um país oprimido como o Irã hoje sai com muito orgulho. Cabe mencionar que muitos jogadores grandes do futebol global, como Zlatan (Ibrahimovic), falaram sobre o bom futebol jogado pelo Irã durante essas partidas. Não conseguimos nos classificar, mas levamos o orgulho — disse Ghalenoei. + Secretário dos EUA diz que celebrou eliminação do Irã da Copa com "dança da felicidade" 1 de 2
Torcedor do México acena para seleção do Irã em despedida após eliminação na Copa — Foto: Francisco Vega/Getty Images Torcedor do México acena para seleção do Irã em despedida após eliminação na Copa — Foto: Francisco Vega/Getty Images + Irã é eliminado e se despede da Copa do Mundo invicto Em nota enviada à imprensa, a federação afirmou que o Irã está acostumado com "os maus-tratos e as mentiras" de autoridades dos Estados Unidos. No comunicado, também há menção ao número 168, que representa as crianças vítimas de um bombardeio em escola de Minab no início da guerra. — Quando eles matam 168 crianças e mentem para o mundo inteiro sobre o assunto, nada que essa pessoa diga é surpreendente para nós. (...) Nosso técnico disse que os Estados Unidos não queriam que o Irã permanecesse nesse torneio devido ao tratamento desumano e antiprofissional que nossa equipe vivenciou. Estes comentários mais recentes apenas reforçam essa convicção (leia a nota na íntegra ao fim da matéria). O Irã entrou em guerra contra Estados Unidos e Israel em fevereiro, e até houve a assinatura de um acordo de paz. No entanto, a trégua foi esvaziada nos últimos dias com novos ataques entre as partes. O secretário de Segurança Interna dos Estados Unidos, Markwayne Mullin, celebrou a eliminação do Irã na fase de grupos da Copa do Mundo e defendeu a forma como a seleção foi tratada durante o torneio. + Entenda regra do impedimento no futebol e por que gol do Irã foi anulado corretamente na Copa 2 de 2
Lateral Rezaeian, do Irã, em despedida após eliminação na Copa — Foto: Francisco Vega/Getty Images Lateral Rezaeian, do Irã, em despedida após eliminação na Copa — Foto: Francisco Vega/Getty Images + Irã viajou mais do que os rivais do Grupo G na primeira fase da Copa? Compare os deslocamentos O conflito bélico entre os países afetou diretamente a logística do Irã na Copa do Mundo: houve ameaças de boicote, amistosos cancelados, problemas na emissão de vistos e a troca da base de treinos de Tucson (Arizona, EUA) para Tijuana (México). Leia a nota do Irã na íntegra: "Os iranianos estão acostumados com os maus-tratos e as mentiras de oficiais dos EUA, então ninguém no Irã está surpreso por esses comentários hostis. Quando eles matam 168 crianças e mentem para o mundo inteiro sobre o assunto, nada que essa pessoa diga é surpreendente para nós. Essas declarações mais uma vez mostram que oficiais dos Estados Unidos não têm nenhum compromisso com a lei internacional ou os princípios esperados de um país-sede capaz de organizar um evento esportivo global. O fato de que ele celebra abertamente a eliminação do Irã diz muito mais sobre ele do que sobre o nosso time. Isso reflete um nível de mesquinhez que nem sequer pode tolerar a presença de uma seleção de futebol competindo no maior palco do mundo. Depois da nossa partida contra a Nova Zelândia, nosso técnico disse que os Estados Unidos não queriam que o Irã permanecesse nesse torneio devido ao tratamento desumano e antiprofissional que nossa equipe vivenciou. Estes comentários mais recentes apenas reforçam essa convicção." + Simulador: como será a caminhada de cada seleção?