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A Unidade de Integridade do Atletismo (AIU) suspendeu por três anos a recordista mundial da maratona, a queniana Ruth Chepngetich. Em julho, a atleta de 31 anos já havia sido suspensa provisoriamente por ter testado positivo no doping numa amostra coletada no dia 14 de março . A substância encontrada no exame de Ruth foi o diurético hidroclorotiazida. + Queniana bate recorde mundial da maratona e é a primeira mulher a correr abaixo de 2h10min + Alison dos Santos duvida da mudança de prova do principal rival: "Mais fala do que faz" 1 de 2
Ruth Chepngetich com a placa do seu recorde mundial — Foto: Michael Reaves/Getty Images Ruth Chepngetich com a placa do seu recorde mundial — Foto: Michael Reaves/Getty Images Em sua defesa, a atleta alegou que ingeriu indevidamente um medicamento da sua empregada doméstica. Ruth disse que tomou o remédio após sentir-se indisposta e com batimentos cardíacos acelerados em repouso. Ruth Chepngetich surpreendeu o mundo ao correr a Maratona de Chicago em 2024 em 2h 9min 56s, um tempo que quebrou o recorde anterior em quase dois minutos. Na ocasião, o seu desempenho foi bastante questionado por ter sido bem acima da média. Embora a atleta de 31 anos não possa competir novamente até 2028, ela poderá manter seu recorde mundial, já que o exame antidoping positivo ocorreu após sua participação na Maratona de Chicago. Chepngetich estava escalada para correr a Maratona de Londres deste ano, mas desistiu poucos dias antes do exame positivo. 2 de 2
Ruth Chepngetich com a marca obtida na Maratona de Chicago em 2024 — Foto: Michael Reaves/Getty Images Ruth Chepngetich com a marca obtida na Maratona de Chicago em 2024 — Foto: Michael Reaves/Getty Images - Para nós ninguém está acima da regra. Embora seja decepcionante para aqueles que confiaram nesta atleta, é assim que o sistema deve funcionar - disse o presidente da AIU, David Howman. O exame da queniana detectou uma concentração estimada de 3.800 ng/mL do diurético hidroclorotiazida em seu organismo – muito acima do limite legal de 20 ng/mL. Os diuréticos podem ser usados para mascarar a presença de outras substâncias proibidas na urina. Ainda em julho, a AIU afirmou ter confrontado a atleta com evidências obtidas em seu telefone celular, indicando uma suspeita razoável de que o resultado positivo do exame possa ter sido intencional. Por fim, os investigadores consideraram "pouco crível" a hipótese de ela ter tomado indevidamente um remédio da empregada, o que foi determinante para a condenação.