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Só para assinantes Assine UOL Opinião Diniz e a resistência: O Corinthians que transformou empate em vitória 12/04/2026 21h21 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Placar Corinthians x Palmeiras Imagem: UOL Esporte Um clássico que terminou com cara de resistência. O placar mostrava um 0x0 frio e sem poesia. Mas quem assistiu ao derby sabe que houve algo épico ali. Desafios silenciosos que não entram na estatística, mas que grudam na memória. O Corinthians, que já começou a partida carregando a tensão habitual de um clássico em casa contra o Palmeiras líder do campeonato, viu o campo encolher ainda mais quando ficou com um a menos no primeiro tempo. Depois, na etapa complementar, com dois a menos, o gramado deixou de ser espaço de jogo e virou território de sobrevivência. Cada chute do alviverde parecia um ensaio de inevitável em que Hugo se desdobrava para manter a igualdade no placar. E no meio do caos, havia método vindo da área técnica. Diniz inquieto, gesticulava como quem tenta reorganizar o mundo com as próprias mãos. O treinador não assistia ao jogo: ele o reescrevia a cada minuto. Quando o Corinthians perdeu André, foi preciso adaptar. Com a expulsão de Matheuzinho começou o xadrez de sobrevivência. Diniz, conhecido por suas ideias ofensivas e pela coragem com a bola nos pés, precisou vestir outro personagem. Não abandonou seus princípios, mas os dobrou à necessidade. Casagrande Palmeiras é incompetente em clássico de grosseria Juca Kfouri Pedro não perdoa e decide Fla-Flu Josias de Souza 'Foto' do Datafolha é ruim para Lula, mas 'filme', pior Yara Fantoni Corinthians transformou empate em vitória Os jogadores passaram a correr diferente. Não era só por posição, era por instinto. O time, que antes tentava construir, passou a escolher com cuidado quase cirúrgico quando respirar. A saída de bola virou exceção, não regra. As linhas se comprimiram, o espaço virou artigo de luxo, e cada jogador passou a ocupar mais de um papel. Era um sistema mutante: ora um bloco compacto, ora quase sem forma, mas cheio de intenção. Diniz gritava, apontava, ajustava. Pedia calma quando a bola queimava, e intensidade quando ela escapava. Mais do que desenhar um esquema, coordenava comportamento, porque, com dois a menos, não havia tática perfeita, havia disciplina coletiva. Enquanto isso, o relógio corria com uma crueldade curiosa: rápido para quem atacava, lento para quem resistia. O Corinthians não apenas se defendeu: entendeu como sofrer junto. Fechou o centro, induziu o erro, atrasou o tempo do adversário e tentou aproveitar as brechas. Inclusive, chegou a ter a bola do jogo quando Yuri Alberto arrancou, e acabou parando em Carlos Miguel. Quando o apito final veio, não houve explosão de festa. Mas houve algo mais raro: alívio com gosto de vitória. Porque segurar um 0x0 com dois jogadores a menos, num clássico, não é empate é narrativa de guerra. E no fim, o placar ficou zerado. Mas o jogo… esse foi cheio. O empate não foi só resistência dos jogadores. Foi também a vitória silenciosa de um ajuste tático feito sob pressão, onde Fernando Diniz trocou o ideal pelo possível e fez do possível algo grande. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Yara Fantoni por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Frase de Ancelotti e atuação não alteram cenário de Neymar na Copa BYD Song Pro: o que SUV evoluiu para já vender o dobro de Corolla híbrido Palmeiras cita injúria racial contra Carlos Miguel e Corinthians vai apurar Erika Hilton foi fã de Harry Potter na infância: 'Autora virou fascista' Sem Maduro, oposição venezuelana exige novo órgão eleitoral