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Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte Pelo direito ao contraditório e à ampla defesa de Marcius Melhem Milly Lacombe Colunista do UOL 27/10/2025 11h30 Deixe seu comentário Carregando player de áudio Ler resumo da notícia Marcius Melhem em entrevista exclusiva ao UOL Imagem: Reprodução/YouTube Nessa terça-feira, dia 28 de outubro, um dos casos mais emblemáticos de suspeita de assédio sexual no âmbito do audio-visual pode ser encerrado sem que o réu tenha chance de se defender. É o que querem os advogados do ex-diretor da Rede Globo, Marcius Melhem, acusado por três mulheres (por onze, na verdade, mas oito dessas ações foram prescritas). A audiência de instrução e julgamento, que é a ocasião em que réu e acusação se sentam à frente de um juiz e contam suas versões, já estava marcada quando os advogados de defesa de Melhem entraram com um pedido de habeas corpus e conseguiram a liminar que suspendeu a realização desse que é o momento em que vítimas e réu são finalmente ouvidos por um juiz e podem ter suas versões confrontadas. No mérito desse habeas corpus foi feito também um pedido para que a ação penal seja trancada. É o que vai ser decidido no dia 28, terça-feira. Em outras palavras: no dia 28 vai ser decidido contra ou a favor do pedido da defesa para que a ação penal seja extinta. Se o pedido da defesa for aceito, as vítimas e o réu não serão nem ouvidas nem ouvido pelo juiz e, portanto, não existirá uma sentença sobre o caso - mesmo que seja a favor de Melhem. Casagrande Independente do campeão, Brasileirão está manchado Josias de Souza Diálogo de Lula com Trump conduz ao mal necessário Nelson de Sá O assunto em comum entre Trump, Lula e Anwar: prisão Daniela Lima Tarifaço deu narrativa que Lula não tinha para 2026 Melhem já disse que gostaria de ter a chance de se defender diante de um juiz e daquelas que o acusam. Esse seria o momento para que o rito fosse executado. O réu alega com veemência que é inocente e, até para que tudo seja devidamente esclarecido, deveria poder exercer a totalidade de seu direito de defesa. Do outro lado, as vítimas também precisam ser escutadas, precisam ter a chance de dar seus depoimentos na frente de um juiz - e também na frente do réu, que poderá, nesse momento, se defender de todas as acusações. Trata-se de um direito básico de qualquer réu: o direito ao contraditório e à ampla defesa. Só assim poderíamos virar essa página: com uma sentença devidamente proclamada a favor de um dos dois lados. Vamos torcer para que o sistema judiciário ofereça a chance de os envolvidos ficarem frente a frente. Acusação e defesa exercendo seus papeis, e o rito democrático executado em toda a sua beleza e plenitude. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Milly Lacombe por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Nelson de Sá: 'Lula esperava presente de 80 anos que não veio' Trump parabeniza Lula, elogia reunião, mas não dá certeza de acordo Diálogo de Lula com Trump conduz ao mal necessário Daniel Alves reaparece como pregador em igreja na Espanha após prisão Lula: 'Toda vez que houver dificuldade, conversarei pessoalmente com Trump'