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Esporte Futebol A pedido de Ancelotti, seleção transforma amistoso em 'estreia' na Copa Thiago Arantes Colunista do UOL, em Londres 15/11/2025 18h00 Deixe seu comentário Carregando player de áudio Jogadores da seleção brasileira comemoram gol de Estêvão contra Senegal Imagem: REUTERS/Isabel Infantes Na teoria, Brasil e Senegal fariam um jogo amistoso no Emirates Stadium, em Londres. Na prática, foi bem diferente: o time de Carlo Ancelotti parecia já estar na Copa do Mundo, sete meses antes da bola rolar na América do Norte. Desde o apito inicial, a seleção estava em outra frequência. Bem distante do que já se viu em outros amistosos e até em jogos oficiais, das Eliminatórias. O time pressionou a saída de bola, tirou os espaços de Senegal e fez uma das melhores seleções africanas parecer um adversário fácil de ser batido. Não era. A Hora A confiança institucional no Brasil cresceu Cris Guterres Por que somos fascinados pelo crime? Letícia Casado Operação sobre INSS tumultua disputa por MG Julián Fuks Não mostre, não conte: em vez disso pondere e reflita Senegal chegou ao duelo deste sábado com 26 partidas de invencibilidade, a mais longa entre todas as seleções do mundo. Além disso, nunca havia perdido para o Brasil — em dois jogos, um empate e uma vitória. Carlo Ancelotti, técnico do Brasil, no Emirates Stadium, em Londres Imagem: IAN KINGTON/AFP A alta voltagem da seleção brasileira encerrou a invencibilidade senegalesa ainda no primeiro tempo. Foram quatro finalizações nos primeiros 9 minutos de jogo e um ritmo incessante que só caiu com a vantagem de dois gols no placar. A atitude do time obedeceu a uma orientação de Carlo Ancelotti. "Foi o que o mister pediu pra gente: muita entrega, sem a bola todo mundo tinha que correr, se ajudar… Isso ficou nítido num lance em que todo mundo se jogou para evitar um gol. A gente conseguiu mostrar pro mundo a ideia que a gente tem de jogo", disse Rodrygo, após a partida. A vitória por 2 a 0 já seria um motivo para otimismo. Mas o que mais impressionou quem estava no estádio foram pequenos gestos, que mostraram um comprometimento incomum para um time que não disputava três pontos. A lista é longa: Vini Jr. dando carrinho para evitar um lateral no campo de ataque, Bruno Guimarães comemorando como um gol uma dividida na defesa, Estevão e Rodrygo correndo para frear os avanços dos laterais adversários, Gabriel Magalhães celebrando uma bola cortada num contra-ataque. Continua após a publicidade Casemiro, da seleção brasileira, comemora gol contra Senegal Imagem: REUTERS/Isabel Infantes O meio-campo senegalês, uma das maiores preocupações da comissão técnica, pela força física e superioridade numérica, acabou neutralizado pela ajuda dos atacantes na marcação. Com a saída de bola truncada, o trabalho de Bruno Guimarães e Casemiro ficou mais fácil — e a dupla voltou a mostrar entrosamento. O camisa 5, renascido na seleção pelas mãos de Ancelotti, marcou o segundo gol e começou a jogada do primeiro, com um passe desviado pela defesa que acabou nos pés de Estevão. Quem estava no banco de reservas se "contaminou" pelo ambiente em campo. O lateral Wesley, que entrou na segunda etapa, também sentiu que já estava disputando um duelo do Mundial. "A gente já está no clima de Copa do Mundo. O time todo está no clima, isso é muito importante porque demonstra a vontade de todos têm, que é chegar lá, fazer um bom trabalho e se Deus quiser ser campeão", afirmou o jogador da Roma. A seleção volta a campo em Lille, na terça-feira (18), para enfrenta a Tunísia. A ideia de Carlo Ancelotti é manter a base que derrotou os senegaleses. A atitude também não deve mudar. Continua após a publicidade "Acho que todos os jogos até agora serão assim: clima de Copa do Mundo. Pelo menos o Brasil vai entrar em campo com esse sentimento, e a gente sabe que vitórias nesses amistosos dão confiança para a gente entrar bem lá", concluiu Rodrygo. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Triângulo amoroso: agente penitenciária é condenada por relação com presos Morte de Celso Barros choca as Laranjeiras e torcida do Flu se manifesta Maluf é pivô: teatro de 'Sai de Baixo' fecha e entra na mira da demolição Ataque da seleção funciona e Ancelotti deve seguir por esse caminho Transmissão ao vivo de Volta Redonda x Chapecoense pela Série B: veja onde assistir