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Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte Robinho: novos advogados, mesma arrogância Alicia Klein Colunista do UOL 30/04/2026 18h07 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Robinho, na penitenciária P2 de Tremembé Imagem: Foto: Reprodução/YouTube A Folha reportou hoje que Robinho contratou novos advogados. Condenado a nove anos de prisão por estupro coletivo cometido na Itália, em 2013, o ex-atleta está preso no Brasil desde 2024. A sentença italiana em última instância saiu em 2022. Veja bem: há áudios de Robinho dizendo que colocou o pênis na boca da vítima, inerte. Ele segue negando o crime, mas na prática ele próprio já o admitiu. E isso está gravado. O podcast "Áudios de Robinho", aqui do UOL, ilustra bem o desprezo do craque pela mulher que ele e seus amigos violentaram. Não é exatamente chocante que alguém preso tente de todas as formas alcançar a liberdade. Especialmente, alguém com recursos para bancar os melhores causídicos do país. A estratégia da nova defesa, no entanto, é difícil de digerir. Ricardo Kotscho Lula sofre pior derrota de sua vida política Sakamoto Congresso reforça que tem bandido de estimação Josias de Souza Alcolumbre e centrão soldam elo anti-Lula Alicia Klein Robinho: novos advogados, mesma arrogância Segundo escreveu o colega André Fleury Moraes, "para os novos advogados, há injustiças em relação ao cumprimento da pena porque, diferentemente do que ocorre no Brasil, não há uma definição que classifique o estupro na Itália como um crime hediondo —tipificação que impacta diretamente o regime de progressão penal." Sejam razoáveis! É apenas um estupro e estupro na Itália não é considerado hediondo. Não exagerem. Podemos entender que aos seus representantes cabe buscar quaisquer recursos legais para ajudar o cliente, até os mais desagradáveis. Só não precisamos aceitá-los de bom grado. De Robinho seria demais esperar um comportamento menos desafiador. Ele ainda parece inconformado em passar algumas temporadas encarcerado, mais de dez anos depois da fatídica noite em que apenas inseriu seu pênis na boca de uma mulher desacordada. O que esperar de alguém que participou da decisão de lançar o filho ao estrelato com o próprio nome, tão fortemente associado a um crime tão pavoroso? O menino que passou pela base do Santos como Juninho virou Robinho Júnior, com a aprovação do pai e a anuência do Alvinegro Praiano — e total desprezo às vítimas de violência sexual. Como tanta coisa no Brasil atual, o movimento jurídico do ex-ídolo não surpreende. Mas abala. Continua após a publicidade Siga Alicia Klein no Instagram Se inscreva no canal de Alicia Klein e Milly Lacombe no YouTube Assine a newsletter da Alicia Klein Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Alicia Klein por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Conmebol aperta cerco após Cerro reduzir campo para receber o Palmeiras Mustaine volta ao país antes de fim do Megadeth: 'Não posso tocar mais' Poliana Rocha sobre crises entre filhos de Leonardo: 'Problema não é meu' Congresso reforça que tem bandido de estimação ao cortar penas de golpistas Corinthians diz que tem parceiro apalavrado para pagar 50% de Memphis