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Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte Prestes a eleger um prefeito socialista, Nova York vira núcleo antifascista Milly Lacombe Colunista do UOL 04/11/2025 11h39 Deixe seu comentário Zohran Mamdani ganhou primárias democratas à Prefeitura de Nova York Imagem: ANGELA WEISS / AFP Carregando player de áudio Ler resumo da notícia A cidade de Nova York provoca sentimentos fortes em quem a conhece. É um lugar inóspito à primeira vista. Suja, barulhenta, superlotada, cara, frenética, agressiva, inóspita. Essa impressão é forte para quem passa por três de suas cinco regiões: Manhattan, Brooklyn e Bronx. As outras duas, Queens e Staten Island, provocam sentimentos menos impactantes. De qualquer forma, não se visita Nova York sem voltar de lá transformado e transformada. Uma cidade construída por imigrantes e mantida por imigrantes. Para quem tem tempo de por lá ficar, a primeira impressão vai dando lugar a uma espécie de absurdamento: museus, restaurantes, óperas, parques, bibliotecas, eventos ao ar livre, concertos gratuitos, ciclofaixas. A cidade aos poucos vai se mostrando acolhedora e receptiva. O caldo cultural e racial fez de Nova York o lugar ideal para que um núcleo antifascista e antitrumpista fosse organizado. Mas talvez nada acontecesse se não aparecesse no horizonte o mais improvável dos políticos: um jovem muçulmano nascido em Uganda que fala árabe fluentemente, defende a liberdade da Palestina e que fez sua campanha para prefeito dizendo que iria congelar os alugueis e tornar os ônibus gratuitos para moradores. Wálter Maierovitch Antecedente criminal não é justificativa para matar Mariana Barbosa Aperto do BC contra crime financeiro é insuficiente Josias de Souza Dia 14 será marcante para Bolsonaro e o filho Eduardo Carlos Juliano Barros Ex-chefe do BC quer minar o imposto sobre ricos? Zohran Mamdani é o favorito na eleição dessa terça-feira, concorrendo contra o democrata Andrew Cuomo, agora apoiado por Trump e, como seu apoiador, acusado por mais de dez mulheres de violência sexual. Quase trinta bilionários novayorquinos gastaram muitos de seus bilhões para impedir a provável vitória de Mamdani. O jovem muçulmano se tornou uma sensação entre os jovens e os progressistas e é apoiado pela maior parte da população. Deve se eleger com certa facilidade salvo qualquer apocalipse. Ao lado dos congressistas Alexandra Ocasio-Cortez e Bernie Sanders, cuja candidatura em 2016 o inspirou a concorrer, Mamdani não recua das pautas mais radicais abandonadas pela esquerda no mundo. Fala em aborto, direitos LGBT+, saúde pública, feminismo, luta antirracista, taxação de grandes fortunas. Na sexta feira que antecedeu a votação, passou por muitos clubes noturnos de periferia, onde cantou e dançou com DJs e foi ovacionado como um ídolo de rock. Uma multidão de jovens se registrou para votar em Zohran Mamdani nesse 4 de novembro. Se ganhar, ele estará esticando a corda da esquerda a níveis inéditos em anos recentes. O mundo está de olho e as eleições de 2026 no Brasil têm em Nova York algumas importantes lições a serem apreendidas. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Milly Lacombe por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Lavieri: Tempo mostrou que Ancelotti não liga para Neymar Longe da Boeing, a virada da Embraer: recorde de pedidos e dívida zero Presa injustamente por 6 anos morre no RS meses após ser absolvida Abão, Acrinaldo, Adrem: veja alguns dos nomes menos populares do Brasil Por que esquema na Argentina fez gatonet cair para milhares de brasileiros