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A grande sensação do Masters 1000 de Xangai, o principal torneio de tênis masculino disputado na Ásia e que conta com transmissão ao vivo no plano premium do Disney+ , é justamente um "prata da casa" e que por dez anos só queria saber de outro tipo de raquete.
O tenista chinês Yi Zhou , de apenas 21 anos, recebeu um convite da organização do evento e agora está na 3ª rodada do torneio, após vencer Mattia Bellucci na estreia e Lorenzo Musetti, número 25 do mundo, na 2ª rodada por 2 sets a 1 em um jogaço na última sexta-feira (9).
(Conteúdo oferecido por Philco, QI Tech, Mitsubishi, Ademicon, Seara, Itaú e Engie)
Zhou, que ocupa a 277ª posição do ranking da ATP, jogava badminton até os 10 anos de idade, quando começou a praticar o esporte que agora o coloca nos holofotes de um dos principais torneios de tênis do mundo. Agora, enfrenta Hubert Hurkacz, algoz de Novak Djokovic, neste domingo (11).
Yi Zhou nasceu em Pequim, capital da China, em 2005 e até os dez anos de idade gostava de jogar apenas badminton e tinha um sonho de se tornar um jogador profissional dessa modalidade, uma "prima distante" do tênis, que está entre os cinco esportes mais populares do país.
No começo da adolescência, mudou de tipo de raquetes pela influência do tio e passou a jogar tênis. Em 2015, no auge do Big 3, Zhou ficou encantado com Roger Federer, que se tornou seu grande ídolo no esporte. Fora das quadras, seu herói preferido era o Homem-Aranha.
Aos 14 anos, tenista chinês foi diagnosticado com diabetes Tipo 1, a mesma doença que também atinge Alexander Zverev. Assim como o alemão, número 2 do mundo, Zhou conseguiu continuar treinando e tratando a condição autoimune e metabólica.
Na carreira juvenil, Yi Zhou alcançou certo sucesso, chegando ao número 3 do mundo em 2023, com direito a uma campanha de semifinalista no Australian Open Junior. Seja pelo resultado expressivo ou pela distância geográfica, o Grand Slam australiano é o torneio favorito do tenista chinês, pelo menos até essa campanha dos sonhos no Masters 1000 de Xangai.
Na transição para profissional, Zhou ganhou seus primeiros pontos recebendo convites para torneios na China, como o Chengdu, e também sua primeira vitória em Masters 1000 foi em Xangai em 2024, após desistência de Nishioka. Após dois anos na ATP, alcançou o melhor ranking de 217ª posição em maio deste ano, graças a boas campanhas no circuito challenger, um nível abaixo dos ATPs. Nesse nível, ele chegou a três finais.
A vitória contra Musetti foi a primeira da carreira do jovem chinês contra um adversário do top 30 e se torna o terceiro tenista com pior ranking da história do torneio a chegar na 3ª rodada do Masters 1000 de Xangai, atrás do compatriota, Wu, número 560 do mundo, e o japonês Watanuki, então 336 da ATP, ambos em 2024.
Com as duas vitórias em Xangai, Yi Zhou precisa de apenas mais um jogo vencido para se aproximar do melhor ranking, e, por que não, sonhar mais alto em seu país natal.