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Análise dos Times

Mirassol

Principal

Motivo: A matéria foca nas punições sofridas pelo Mirassol, mas detalha a defesa do clube e suas alegações, mostrando um esforço para apresentar o lado da equipe.

Viés da Menção (Score: 0.1)

Motivo: O Bahia é mencionado como o adversário na partida em que ocorreu a confusão, mas não há um aprofundamento na análise do seu desempenho ou do seu lado da polêmica.

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Palavras-Chave

Entidades Principais

internacional mirassol bahia eduardo rafael guanaes stjd paulinho paulo cesar zanovelli cbf allan ferreira nunes munhoz da silva

Conteúdo Original

Árbitro de Mirassol x Bahia deixou o campo 35 minutos após apito final A 5ª Comissão Disciplinar do Superior Tribunal de Justiça Desportiva multou o Mirassol em R$ 130 mil pela confusão envolvendo a arbitragem ao término do jogo contra o Bahia , pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro. Na mesma sessão, o técnico Rafael Guanaes e o meia Eduardo foram punidos com um jogo de suspensão, a ser cumprido neste domingo, contra o Internacional, no Beira Rio. O clube havia sido denunciado em três artigos do Código Brasileiro de Justiça Desportiva: art. 213, sobre a responsabilidade em prevenir ou reprimir desordens, invasões ou lançamento de objetos, e que poderia resultar em multa e perda de mando; art. 211, que envolve falhas na segurança e na organização da partida, cenário ligado ao tempo em que a arbitragem permaneceu no campo aguardando escolta policial; e art. 191, inciso III, por descumprimento de regulamento. Neste caso, a denúncia cita o telão do estádio, que ficou reproduzindo a origem do lance do segundo gol do Bahia , algo proibido pela CBF. 1 de 2 5ª Comissão Disciplinar do Superior Tribunal de Justiça Desportiva multou o Mirassol — Foto: Reprodução / YouTube 5ª Comissão Disciplinar do Superior Tribunal de Justiça Desportiva multou o Mirassol — Foto: Reprodução / YouTube Leia também + Tabela e classificação da Série A Conforme o voto da auditora Renata Baldez Mendonça, acompanhado pelo presidente Ramon Rocha Santos e outros dois auditores, não foi demonstrado o nexo entre a conduta da torcida e a do clube quanto ao art. 213, absolvendo o Mirassol, e fixando duas multas em relação aos art. 211, de R$ 50 mil, e art. 191 inciso III, de R$ 80 mil. O auditor Pedro Perdiz divergiu dos valores e votou pela redução do total da multa para R$ 40 mil. Na esfera individual, Rafael Guanaes e Eduardo foram denunciados no  art. 258, que pune atitudes contrárias à disciplina ou à moral desportiva, como protestos excessivos e desrespeito à arbitragem, com possibilidade de suspensão de uma a seis partidas. No caso de Guanaes, Pedro Perdiz teve voto divergente, sendo favorável pela absolvição. 2 de 2 Árbitro Paulo César Zanovelli e assistentes são escoltados por policiais militares após Mirassol x Bahia — Foto: Arcílio Neto Árbitro Paulo César Zanovelli e assistentes são escoltados por policiais militares após Mirassol x Bahia — Foto: Arcílio Neto Eduardo ainda respondia ao art. 191, no mesmo enquadramento de descumprimento do regulamento da competição, por conta da suposta utilização de um tablet. Ele foi absolvido nesse quesito. Foram punidos ainda, por unanimidade, o diretor executivo de futebol Paulinho, pelo art. 258, a 15 dias de suspensão; e o fisioterapeuta Allan Ferreira Nunes Munhoz da Silva, a 45 dias de suspensão (arts. 243-F e 258) e R$ 3 mil de multa. Como foi o julgamento A sessão teve cerca de uma hora de atraso e foi finalizada perto das 17h. O julgamento começou com um pedido de adiamento pela defesa do Mirassol e um pedido de juntada de documentos, anexado apenas ontem, e por meio de um sistema que a comissão não utiliza; por isso, o conteúdo só foi recebido hoje. Ainda assim, houve apreciação quanto à admissibilidade do documento, aceita por todos. Na sequência, foram apresentadas as provas. O subprocurador-geral, Eduardo Ximenes, citou vídeos e três testemunhas: o árbitro e seus assistentes, presentes na sessão. Pela defesa, foram incluídas oitivas dos denunciados, quatro vídeos, um ofício da Polícia de Mirassol e o relatório do delegado da partida. Seguindo a ordem, iniciou-se a exibição das provas documentais e a oitiva conduzida pelo subprocurador. O primeiro vídeo mostrou o árbitro deixando o campo escoltado. No segundo, apareceram as expulsões dos envolvidos, conforme relatado na súmula, além do tumulto, a expulsão do técnico, a paralisação da partida por vários minutos, a expulsão do fisioterapeuta e o lance que originou a confusão. Em seguida, a defesa do clube exibiu quatro vídeos. O primeiro apresentou uma visão mais ampla do campo no início da confusão. Segundo a defesa, ambos os times entraram em campo, assim como o efetivo policial, garantindo a proteção da arbitragem. As luzes se apagaram — efeito que, segundo o clube, faz parte do show do Mirassol. Também foi possível observar o cartão vermelho para Alan, a presença de cerca de seis a sete policiais em campo e membros da comissão técnica, como Paulinho, afastando pessoas exaltadas e evitando contato com o árbitro. A defesa destacou ainda a atuação da comissão na tentativa de conter a confusão e acalmar os ânimos. O subprocurador solicitou a continuidade do vídeo para analisar o desenrolar dos fatos, especialmente o momento em que o árbitro permaneceu em campo com a polícia. A advogada respondeu que o efetivo policial afastou os envolvidos e retirou outras pessoas do estádio, reforçando que, após o incidente inicial, não houve novas exaltações e que a situação se acalmou, inclusive no momento em que o lance passou a ser exibido no telão. A defesa reforçou que a comissão e o staff do clube permaneceram tranquilos, aguardando a saída, sempre acompanhados por policiais. Um vídeo de cerca de 34 minutos foi apresentado, classificado como “excesso de zelo”, sendo questionado diversas vezes pelo subprocurador. Na sequência, a advogada Anna Diedrich destacou um vídeo com foco no atleta Eduardo. Segundo a defesa, ele solicita a revisão do VAR de forma calma ao árbitro e ao quarto árbitro, sem resistência a eventual expulsão. Argumentou ainda que ele não queria deixar sua equipe sozinha até o fim da situação. No terceiro vídeo, Paulinho aparece pedindo calma à torcida. No quarto e último, foi exibida a saída segura dos árbitros pelo túnel, escoltados pela polícia. O clube afirmou que a arbitragem foi acompanhada até o hotel, encerrando assim sua defesa. Passou-se então aos depoimentos pessoais dos denunciados. A Dra. Anna solicitou que Rafael Guanaes fosse o primeiro a falar, seguido por Alan, Eduardo e Paulinho. Guanaes demonstrou conhecimento dos fatos e admitiu que, no calor do jogo, teve uma reação intempestiva. Negou, porém, a segunda acusação, afirmando que a partida ainda estava parada para revisão do VAR e não havia clareza sobre a retomada. Disse que sua preocupação era com a reação dos jogadores. A denúncia apontava que ele teria chutado copos d’água e resistido a deixar o campo. Questionado pela relatora, Renata Baldez Mendonça, ele confirmou o chute, mas negou resistência em sair. O meia Eduardo foi o segundo a depor. Questionado pelo presidente, Dr. Ramon Rocha Santos, negou ter feito gestos ou proferido palavras ofensivas. Disse ter apenas solicitado a revisão do VAR e afirmou nunca ter tido problemas com arbitragem em sua carreira. Também negou ter utilizado um tablet, contrariando o que consta na súmula. O subprocurador questionou sobre o equipamento, e Eduardo afirmou que ele estava no banco, em um tripé, e que em nenhum momento o utilizou. O terceiro a depor foi Allan Ferreira, fisioterapeuta. Ele negou as acusações de invasão irregular e de incitação. Admitiu ter entrado em campo, mas afirmou que estava credenciado e que sua intenção era conter a confusão. Disse que se exaltou após a expulsão, mas negou ofensas. Questionado sobre sua presença no campo, explicou que atua em área reservada da comissão e auxilia ao final das partidas. Por fim, Paulinho, executivo de futebol, prestou depoimento. Ele negou ter ameaçado a arbitragem e afirmou que suas falas não tiveram caráter agressivo. Disse que pediu calma à torcida e colaborou com a polícia. Também negou qualquer responsabilidade no apagamento das luzes do túnel, atribuindo o fato ao show de luzes do clube. Reforçou que não fez ameaças e que sua conduta sempre foi pautada pelo respeito. Encerradas as oitivas dos denunciados, foram ouvidas as testemunhas da Procuradoria. O árbitro principal, Paulo Zanovelli, relatou os acontecimentos conforme a súmula. Disse que aguardou a segurança para deixar o campo, seguindo orientação policial, e que havia receio em função do ambiente no túnel. Sobre Guanaes, confirmou o chute nos copos e a demora na saída, mas sem ofensas verbais. Em relação a Eduardo, afirmou que houve reclamações com apoio de imagens do tablet e ofensas posteriores. Sobre Allan, disse que ele foi o mais agressivo, com palavras ofensivas. Quanto a Paulinho, afirmou ter ouvido ameaça relacionada ao túnel e relatou que o apagamento das luzes gerou sensação de intimidação. O assistente Celso Silva confirmou ter ouvido Paulinho mencionar possíveis agressões no túnel e destacou o constrangimento da arbitragem ao permanecer tanto tempo em campo. Também afirmou que a saída ocorreu sob orientação da polícia. Por fim, o delegado da partida, Pedro Ferreira, afirmou que a demora de cerca de 35 minutos foi uma decisão cautelosa da polícia, visando evitar o uso da força. Disse que havia 36 policiais distribuídos entre campo, arquibancadas e áreas de apoio. Confirmou que o clube é responsável pelo telão e que a repetição do lance contribuiu para elevar a tensão. Ainda assim, destacou que membros do clube, como Paulinho, colaboraram para acalmar a situação. Pedro concluiu afirmando que a estratégia adotada garantiu a saída segura da arbitragem, ainda que com excesso de cautela por parte da polícia.