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Futebol Ex-São Paulo convenceu Messi a desistir do 'primeiro adeus' à Argentina Do UOL, em São Paulo (SP) 07/10/2026 05h30 Deixe seu comentário 0:00 / 0:00 Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× A vitória no amistoso de ontem contra Benim , no Monumental de Núñez, marcou a despedida de Lionel Messi da seleção da Argentina, desta vez de maneira definitiva. Dez anos antes de se consagrar com a Albiceleste, o camisa 10 carregava decepções com a camisa de sua seleção e chegou a indicar o fim de sua história após o vice na Copa América de 2016 — algo que, no entanto, não durou nem três meses e teve influência de um técnico com passagem pelo São Paulo. O primeiro "adeus" Já tentei muito. Dói mais em mim do que em qualquer um não poder ser campeão com a Argentina. Mas é assim: não deu e infelizmente vou [me aposentar] sem conseguir. A seleção acabou para mim. Como eu disse, são quatro finais [perdidas]. Não é para mim. Infelizmente tentei, era o que mais desejava. Não deu. Messi Essas foram as palavras de Messi após o vice-campeonato na Copa América de 2016, para o Chile. Àquela altura com 29 anos e com o nome marcado na história do futebol mundial, o camisa 10 ainda não tinha conquistado nenhum título com sua seleção e amargurava quatro finais perdidas — Copas América de 2007, 2015 e 2016 e a Copa do Mundo de 2014. Sakamoto Fim da 6x1 revela projetos de Brasil de Lula e Flávio Josias de Souza Caiado formaliza apoio ao que 'rouba com mão direita' Daniela Lima Na mesma mesa de Flávio senta Pablo Marçal João Paulo Charleaux Temer indicou Moraes e agora está rifando ministro Ainda que já tivesse cinco Bolas de Ouro e fosse ídolo do Barcelona, Messi não encantava os argentinos. Na época, a Albiceleste estava há 23 anos sem conquistar um título, e recaía sobre o craque a pressão para encerrar o jejum. Até então, a única conquista de Messi pela seleção havia sido o ouro olímpico em 2008. Além disso, as comparações com Maradona eram inevitáveis. Enquanto Diego Armando era ídolo máximo pela identificação e pelo título da Copa de 1986, Messi era chamado de "peito frio" por seus conterrâneos, que diziam que, por ele ter vivido desde a adolescência na Espanha, era mais espanhol do que argentino. Sendo assim, o dia 26 de junho de 2016 marcou o primeiro adeus de Messi à seleção. A maneira como aconteceu o vice-campeonato para o Chile também pesou — Messi perdeu o primeiro pênalti na disputa que terminou 4 a 2 para os chilenos e chorou muito em campo numa imagem que representou o "fim do ciclo". O retorno Edgardo Bauza e Lionel Messi durante treino da seleção argentina Imagem: Marcos Brindicci/Reuters Continua após a publicidade Ainda que tivesse indicado sua saída da seleção, Messi voltou a defender a Argentina menos de três meses depois. E o retorno do camisa 10 contou com forte influência do técnico Edgardo Bauza que, após a saída de Tata Martino, aceitou o convite da Federação Argentina (AFA) e deixou o São Paulo para assumir a seleção de seu país. Ciente da importância de Messi para a equipe, o técnico viajou para a Espanha e argumentou ao camisa 10 que ele era necessário para o projeto de uma Argentina vencedora. Depois da "despedida" de Messi, também havia receio de que outros nomes, como Mascherano, Agüero e Di María deixassem a seleção. Fui para Barcelona sabendo que ele [Messi] ia me receber, nada demais. Eu lhe disse que não fui para convencê-lo. Começamos a conversar e eu comentei sobre nossa ideia. A conversa se tornou uma possibilidade. Eu liguei para ele no dia seguinte e ele me disse [que voltaria pra seleção]. Edgardo Bauza, sobre o retorno de Messi à seleção A conversa fez efeito, e Messi pôs fim à "aposentadoria" no dia 1º de setembro de 2016. Logo em seu retorno, o camisa 10 marcou o gol da vitória por 1 a 0 contra o Uruguai, pelas Eliminatórias para a Copa do Mundo. Decisão arriscada e virada de chave Lionel Messi após eliminação na Copa do Mundo de 2018 Imagem: Lars Baron/Fifa via Getty Images Continua após a publicidade Ainda que tenha decidido voltar, Messi não teve sucesso com a Argentina logo de cara. Jorge Sampaoli chegou para o comando da equipe um ano antes da Copa do Mundo de 2018, mas a Albiceleste caiu nas oitavas de final do torneio, para a França. O camisa 10 terminou a campanha daquele Mundial com apenas um gol anotado. Sem um treinador para o próximo ciclo, a AFA apostou no auxiliar de Sampaoli, Lionel Scaloni, que teve sua primeira experiência como técnico. No ano seguinte, a chance de título na Copa América de 2019 também foi por água abaixo com a eliminação para o Brasil na semifinal. Depois da queda para o Brasil, Scaloni reformulou a seleção argentina e fez com que o time jogasse em função de Messi. Nomes como Dibu Martínez, Rodrigo De Paul, Mac Allister, Enzo Fernández, Lautaro Martínez e Julián Álvarez ganharam espaço e, além de "jogarem para o camisa 10", defendiam o craque com unhas e dentes em campo. Resultado? A Argentina embalou, e Messi comandou o time. Além dos títulos da Copa América 2021 e 2024, da Finalíssima 2022 e da Copa do Mundo 2022, a equipe de Scaloni obteve a maior sequência invicta na história da Albiceleste, ficando 36 jogos sem perder entre 2019 e 2022. Lionel Messi beija troféu da Copa do Mundo após título contra a França em 2022 Imagem: LEE SMITH/REUTERS Continua após a publicidade Já consagrado entre seu povo, Messi teve a Copa de 2026 como seu último grande palco pela seleção. Ainda que tenha terminado com outro vice-campeonato, o camisa 10 chegou a ser o maior artilheiro das Copas — antes de ser ultrapassado por Kylian Mbappé — e se despediu do torneio com 21 gols em seis participações. Diferente das derrotas de dez anos atrás, a torcida argentina abraçou Messi após o vice. Com isso, a despedida definitiva do craque foi com a festa de ontem, em Buenos Aires, com um tom totalmente distinto do que aconteceu dez anos atrás. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Por que é mais difícil emagrecer ou manter o peso controlado na menopausa? Nobel de Química vai para pesquisas sobre 'versão espelhada' de moléculas Por que a F1 vai fazer uma sprint em um GP onde ninguém passa ninguém? Petrobras acelera volta ao exterior de olho no declínio do pré-sal Flávio Bolsonaro avança em apoios do Centrão e fala em mudar a Constituição