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Análise dos Times

Palmeiras

Principal

Motivo: Foco nas declarações de Abel; tom descritivo e neutro, com leve espaço simpático ao desabafo do treinador sobre punições.

Viés da Menção (Score: 0.1)

Motivo: Citado apenas como adversário; matéria não valida nem refuta o suposto pênalti a favor do Vasco.

Viés da Menção (Score: 0.0)

Palavras-Chave

Entidades Principais

palmeiras abel ferreira copa do brasil vasco brasileirao lucas evangelista barboza stjd muricy ramalho daronco felipe scolari

Conteúdo Original

Em entrevista após a vitória por 1 a 0 sobre o Vasco , neste domingo (1º), pela ida da semifinal da Copa do Brasil , o técnico do Palmeiras , Abel Ferreira , evitou comentar o suposto pênalti não marcado a favor do Cruzmaltino em lance envolvendo o zagueiro Barboza . Questionado sobre o tema logo no início da coletiva, o português foi breve e disse que deixaria as análises para a imprensa. "Não tenho que falar sobre isso [ suposto pênalti de Barboza por bola na mão ]. Entendo a sua pergunta, do mesmo modo que está me fazendo essa pergunta, poderia me perguntar sobre o Lucas (Evangelista), que levou com o braço na cara. Vou deixar para vocês criarem conteúdos, vocês precisam muito de cliques e conteúdos. Esses são dois bons lances para vocês fazerem cliques e conteúdos", apontou. Perguntado novamente na sequência da entrevista, o português acabou fazendo um longo desabafo e afirmou que decidiu mudar drasticamente sua postura em relação à arbitragem, principalmente depois de suas muitas expulsões e punições no STJD. Abel assegurou que não fará mais comentários sobre os árbitros e até defendeu os juízes, argumentando que eles cometem erros por estarem cansados, já que há poucos profissionais de ponta para fazer um rodízio maior entre os muitos jogos do futebol nacional. "Nunca nenhum treinador na história do futebol brasileiro levou os jogos (de suspensão) como eu levei por reclamar (da arbitragem). A conclusão que eu cheguei, infelizmente, e foi preciso seis, sete anos, com a experiência que eu tenho deveria ter aprendido mais rápido, que é dar murro em ponta de faca", salientou. "Alguns de vocês ficaram muito chateados com a fala de um dos meus auxiliares, e eu entendo que quando alguém vem de fora e mete o dedo na ferida, fala as verdades de um país que é maravilhoso, que ama futebol, de um país ao qual somos muito gratos, um país que, com o tempo que eu tenho aqui, tenho os mesmos direitos de qualquer cidadão brasileiro em falar bem ou mal. Aprendi que entendo as dificuldades que os árbitros têm em apitar no futebol brasileiro, pela contingência de tudo do futebol e de todo que está em volta", seguiu. "Quando futebol deixar de ser mais político e os clubes voltem a liderar o futebol, como foi até 1987, acredito que as coisas possam melhorar. Quando o futebol deixar de ser político, aí acredito que as coisas possam melhorar. Ao defender o Palmeiras, eu só me prejudiquei. Prejudiquei a minha imagem, o meu nome. E como se isso só não bastasse, ainda tive o STJD a fazer... Então, em relação aos árbitros não vou mais falar, pois sei o país em que estou, e eles precisam de melhores condições para trabalhar", observou. "O (Anderson) Daronco apitou hoje e depois de quantos dias vai voltar a trabalhar? Vocês dizem: 'Você vai rodar o elenco? Sua equipe não está cansada? Por que não roda o elenco?'. E os treinadores? Os outros treinadores rodam, por que eu não rodei? Se vocês pegarem as contas, vão ver minhas expulsões... Elas não têm nada a ver com resultado, pois em 14 de 15 delas o Palmeiras estava ganhando. Normalmente, é de três em três meses que sou expulso. O que isso quer dizer?", questionou. "Quando chego em casa, minha esposa me fala: 'Você é maluco? Vai ser expulso por um arremesso lateral?'. Alguém já pensou que pode ser a gota d'água no copo? E com o árbitros é a mesma coisa. Eu não vou falar só do Daronco, não vou ensinar o trabalho dele. Respeito. Não tenho nada contra nenhum deles, pois sequer os conheço. Só que, com meu espírito competitivo, e a injustiça que muitas vezes sinto com o que estou vendo, faz com que eu tenha comportamentos que não são condizentes com o meu lugar. Agora, tenho que ficar quieto e calado depois das punições que me deram. Ou alguém fala que, no Brasileirão, o Palmeiras ficou sem treinador por nove jogos? Alguém falou disso?", bradou. "Houve uma ocasião em que levei um jogo (de punição), um dos senhores (do STJD) pediu para rever outra vez... Peraí, não estudou antes? Aí saiu de um jogo para três... Nunca tinha ninguém levado seis, sete jogos de castigo na história do futebol brasileiro. Ou vocês vão me dizer, com muito respeito ao querido Muricy (Ramalho), ao meu amigo (Luiz Felipe) Scolari, alguém fez alguma coisa? Ou estão à espera de usar o Abel como um Cristo? É isso o que querem? Por isso me propus a fazer um esforço, pois sei que os árbitros têm família como eu, de deixar esses assuntos de arbitragem para vocês, se é pênalti ou não, se é expulsão ou não", assegurou. "Vocês gostam disso, então alimentem-se disso. Não posso deixar esses erros que vão acontecer sempre, seja pênalti no último minuto ou não, sejam expulsões ou não, seja agressão que o VAR deu vermelho ou não, já fui prejudicado e beneficiado. E tenho que acreditar, senão não posso estar aqui, que os erros que acontecem são porque todos nós cometemos", afirmou. "Não vou mais falar de árbitros, não vou. Farei um esforço muito grande para não falar mais. Vou deixar para vocês analisarem. Os árbitros têm que ter mais condições, deveria haver mais árbitros para poder rodar, ter mais árbitros para poder todar, porque não deve ser fácil ser árbitro no Brasil, é preciso tê-los bem grandes", finalizou. Remo (C) - 05/11, 19h30 (de Brasília) - Brasileirão Vasco (F) - 08/11, 17h (de Brasília) - Copa do Brasil Cruzeiro (F) - 18/11, 20h30 (de Brasília) - Brasileirão