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Futebol Vence o caos ou ganha o hexa? Brasil dá largada para evitar seu maior jejum Thiago Rabelo, Colaboração para o UOL 27/05/2026 05h30 Deixe seu comentário Carlo Ancelotti, técnico da seleção brasileira Imagem: Stephen Nadler/ISI Photos/ISI Photos via Getty Images Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× A seleção brasileira dá largada hoje na Granja Comary, em Teresópolis (RJ), à preparação que visa evitar o seu maior jejum de títulos mundiais justamente após ter vivido um dos seus ciclos mais caóticos em um período entre Copas. Sem vencer o Mundial desde 2002, o Brasil pode superar neste ano, em caso de novo fracasso, o hiato de 24 anos sem conquistas na principal competição do futebol. A marca negativa foi estabelecida entre 1970 e 1994, quando a seleção treinada por Carlos Alberto Parreira venceu a primeira Copa realizada nos Estados Unidos ao bater a Itália na final. Juca Kfouri Flamengo faz 3 a 0 quando jogou para fazer 7 PVC Santos vence primeira sem Neymar desde fevereiro Daniela Lima Caso 'Dark Horse' causou perdas a Flávio Bolsonaro Sakamoto STF enterra a mamata da punição-prêmio a juízes Na comissão técnica do rival naquela ocasião, estava o recém-aposentado volante Carlo Ancelotti, que nas décadas seguintes viria a se tornar um dos treinadores mais vitoriosos da elite do futebol. Foi a Ancelotti, o primeiro estrangeiro a comandar o Brasil, que a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) confiou a missão de resgatar a seleção de um períodos mais confusos da sua história e levá-la ao hexacampeonato em 2026. Os últimos quatro anos registraram destituição de presidente da CBF, convocação de quase 100 jogadores, quatro treinadores, nenhum título e resultados decepcionantes dentro e fora de campo. Foram 35 jogos da seleção principal no período, com 15 vitórias, 9 empates e 11 derrotas. Fizeram parte do ciclo 96 jogadores. Muitos deles nem são mais titulares em suas equipes, casos de Rony no Santos, Ayrton Lucas no Flamengo e Wendell no São Paulo. Neymar em ação pela seleção: pronto para 2026? Imagem: Pedro Vilela/Getty Images Continua após a publicidade CPIs e vexames antes do penta O número de convocados neste ciclo supera com larga diferença a quantidade de listados na caminhada para o Mundial de 2002, que também teve uma preparação marcada pelo caos. Na caminhada tortuosa que resultou no penta, foram chamados 88 atletas, muitos deles sob forte críticas de torcedores, como os volantes Leomar e Eduardo Costa. O ciclo do Mundial disputado na Coreia do Sul e no Japão tem outras semelhanças com o atual. Uma delas é a instabilidade no comando técnico, com várias mudanças ao longo dos anos. Vanderlei Luxemburgo começou a campanha após a Copa de 1998, mas foi demitido em 2000 após perder as Olimpíadas de Sydney -o time caiu contra Camarões, que teve dois jogadores expulsos. Não ajudou também o treinador se tornar alvo das CPIs no Congresso Nacional que investigaram o futebol na época. O auxiliar Candinho foi interino por um jogo das eliminatórias. Continua após a publicidade O substituto de Luxemburgo foi Emerson Leão, demitido seis meses depois após tropeços nas eliminatórias e vexame na Copa das Confederações de 2001. Para o lugar do ex-goleiro, chegou Luiz Felipe Scolari, técnico que sofreu na reta final do qualificatório e também viveu o constrangimento de ver sua equipe eliminada por Honduras na Copa América de 2001, mas acabaria por levar o Brasil ao pentacampeonato. Samir Xaud, presidente da CBF, junto com Ancelotti Imagem: Igor Siqueira/UOL Dança das cadeiras na CBF Para a Copa de 2026, as mudanças foram ainda mais turbulentas. Ancelotti, quarto treinador do ciclo, era o sonho de consumo desde o fim da Copa de 2022 do então presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues. Sem acordo imediato com o italiano, mas com a expectativa de um acordo futuro, a caminhada foi iniciada por Ramon Menezes, que assumiu o cargo de forma interina no lugar de Tite. Continua após a publicidade Menezes era o técnico da seleção sub-20 e tinha de dividir o tempo entre a seleção da base e a principal. Ele acumulou as funções até julho de 2023, quando Fernando Diniz chegou também de forma interina e ainda sob contrato com o Fluminense —havia a expectativa que ele integrasse uma comissão técnica futura, a ser liderada por Ancelotti. Diniz não teve vida longa e foi demitido seis meses depois, no início de 2024, voltando a ser técnico exclusivo do clube carioca. A essa altura, o italiano havia definido que ficaria no Real Madrid, onde trabalhava à época. Nesse cenário, Dorival Júnior, então no São Paulo, foi contratado. Ele não acumulou funções, mas também não teve sucesso e foi demitido um ano depois, após fracassos na Copa América e uma derrota por 4 a 1 contra a Argentina, pelas eliminatórias, em março do ano passado. Dois meses depois, enfim, chegava Ancelotti, mas com a CBF já sob novo comando. Esse entra e sai no banco de reservas foi reflexo do caos administrativo na presidência da entidade. Após a saída de Rogério Caboclo, afastado por denúncias de assédio sexual e moral contra funcionários, Ednaldo Rodrigues foi eleito presidente em 2021. Porém, o mandato de Rodrigues foi marcado por uma série de polêmicas até ele ser destituído do cargo, em 2025. Continua após a publicidade Novas eleições foram convocadas, com a vitória de Samir Xaud, da Federação de Roraima, estado que não conta com nenhum representante nas primeiras três divisões do futebol brasileiro. A gestão de Xaud teve início junto com a chegada de Ancelotti para comandar a seleção no ciclo mais turbulento desde 2002. Resta saber se o desfecho desta vez será semelhante ao de 24 anos atrás, quando a equipe superou todas as confusões e conseguiu terminar como campeão mundial. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Libertadores: Mirassol cai para Lanús, vê LDU virar e fecha grupo como vice Adolescente denuncia estupro dentro de estação de metrô de Salvador Flamengo faz 3 a 0 quando jogou para fazer 7 Maquiadora morre após remodelação com PMMA em SP; médica usou 100 seringas Sobe para quatro o nº de corpos encontrados em terreno no Sacomã, em SP