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Futebol CBF tem calmaria política e pensa a longo prazo com Ancelotti Igor Siqueira Do UOL, no Rio de Janeiro 12/05/2026 05h30 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Samir Xaud, presidente da CBF, e Carlo Ancelotti, técnico da seleção Imagem: Igor Siqueira/UOL Se a chegada de Carlo Ancelotti foi o último ato da gestão Ednaldo Rodrigues, a CBF de Samir Xaud vai anunciar nos próximos dias a renovação contratual com o treinador da seleção até 2030, em uma mostra de olhar a médio/longo prazo na entidade. A calmaria política na CBF abre terreno para essas e outras definições. As brigas judiciais e intrigas internas deram um tempo. E a gestão atual entende que não pode repetir o antecessor: Ednaldo usou três técnicos (entre interinos e definitivos) e trouxe Ancelotti faltando um ano para a Copa. Os planos para o comando da seleção no próximo ciclo já foram desenhados bem antes da marca de hoje — 30 dias para a Copa do Mundo 2026. O entendimento é que Ancelotti está feliz, tem bom entendimento com jogadores e a gestão da CBF. E um ano só é muito pouco para o trabalho que ele pode fazer por aqui. Milly Lacombe No lugar de Ancelotti, eu levaria Neymar Josias de Souza Eduardo Bolsonaro já enxerga o patíbulo Sakamoto Beber detergente expõe crise em país polarizado Mônica Bergamo Festa de posse de Nunes Marques obtém R$ 640 mil Dar um ciclo a mais para Ancelotti faz parte de um pacote de ações que se juntam, por exemplo, a ajustes de calendário, fair play financeiro e profissionalização da arbitragem. Com o novo contrato, o italiano terá um vínculo que vai extrapolar até mesmo o mandato atual de Samir Xaud. O italiano, inclusive, foi apresentado um dia depois da eleição que confirmou Samir como substituto de Ednaldo. Na parte política, a visão de quem transita nos bastidores da CBF é de que a engrenagem está funcionando. O grupo político que assumiu o poder tem conseguido dividir atribuições e projetos. O próprio Samir, como figura que colocaria o rosto e a reputação para "jogo" ao assumir a presidência, está cumprindo o combinado. Fernando Sarney, que chegou a ser interventor quando Ednaldo foi destituído pela Justiça, é o vice-presidente mais afastado do cotidiano da CBF. Mas tem mantido boas relações com o grupo político no poder. "Essa calmaria política na CBF é fruto de um entendimento institucional importante de que o futebol brasileiro precisa de estabilidade. A entidade passou por momentos turbulentos recentemente, e hoje existe uma consciência maior de que o foco precisa estar no fortalecimento do futebol e no planejamento de longo prazo. Isso conversa diretamente com a ideia de ter um treinador assegurado até 2030. A seleção precisa voltar a ter um ciclo sólido, com tempo para desenvolver identidade, integrar talentos e criar consistência competitiva", opinou Ednailson Rozenha, presidente da Federação do Amazonas e um dos vices da CBF. Continua após a publicidade A presença de Gustavo Feijó como diretor de seleções também faz parte das articulações políticas. Mas o dirigente alagoano tem adotado postura discreta, permitindo uma autonomia para as decisões técnicas de Rodrigo Caetano, o coordenador de seleções, e, claro, do que Ancelotti quer para a seleção. Além do cenário da seleção, os grupos de trabalhos sobre os temas discutidos na CBF, além das cadeiras de vice-presidentes, dão um retrato sobre essa distribuição de poder. O GT do fair play foi para Ricardo Gluck Paul, presidente da Federação Paraense e um dos vices da CBF. Na arbitragem, Netto Góes, filho do ex-VP Roberto Góes, da Federação do Amapá, conduziu o grupo de trabalho e já até foi incorporado como diretor da pasta na CBF. Felipe Diego Barbosa, filho do VP José Vanildo, comandante do futebol no Rio Grande do Norte, comanda o grupo que trata do futebol de base. Gustavo Dias Henrique é o VP responsável pela articulação política, em geral. Nos bastidores, também há sinais da forte influência de Francisco Mendes, filho de Gilmar Mendes, um dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). O movimento político em curso na CBF envolve a formação de uma liga única para o Brasileirão. Continua após a publicidade Em termos financeiros, a CBF aumentou o volume de gastos administrativos e investimento na seleção. Renovar com Ancelotti também reforça essa linha de raciocínio, custeando um treinador que ganha R$ 5 milhões por mês. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Dono da Tok&Stok pede recuperação judicial com dívida de R$ 1,1 bilhão Seleção: DM ligou para jogadores ontem antes de enviar pré-lista da Copa Flamengo é denunciado no STJD por caos fora do Maracanã e pode perder mando Esposa de Justin Bieber posa de biquíni, e jornal aponta look 'repetido' Novo remédio contra obesidade pode queimar mais a gordura no fígado