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Quais as chances de classificação do Brasil para o Mundial? Pedro Maia avalia A seleção brasileira feminina de basquete se prepara para uma missão: voltar ao Mundial depois de 12 anos. Campeão em 1994, o Brasil ficou de fora das últimas duas edições do torneio, em 2018 e 2022, mas sonha com o retorno em 2026. Para carimbar a classificação, a equipe verde-amarela estará no Grupo A do Pré-Mundial e jogará em Wuhan, na China, contra as donas da casa, Bélgica, República Tcheca, Mali e Sudão do Sul. Serão seis times em busca de quatro vagas – uma delas já destinada às belgas, campeãs europeias e adversárias das brasileiras na estreia, nesta quarta-feira, às 5h30 (de Brasília). No ano passado, o Brasil teve chance de se classificar para o Mundial por meio da Copa América, mas o vice-campeonato não foi suficiente. Por isso, as atenções se voltaram à competição em Wuhan, e o ge.globo ouviu o comentarista Pedro Maia, que acredita no sucesso brasileiro. – As chances são muito boas. O que vai balizar as condições do Brasil são os jogos contra República Tcheca, Mali e Sudão do Sul. Dentro do Pré-Mundial, é como se a gente tivesse um minitorneio entre as quatro equipes. É fundamental o Brasil fazer bons jogos diante dessas adversárias, e nossa seleção precisa estar muito atenta a erros que foram cometidos recentemente. Na final da Copa América contra os Estados Unidos, por exemplo, o Brasil cedeu 19 rebotes ofensivos. Uma partida assim contra República Tcheca e Mali pode complicar. Temos uma equipe sólida, e fico otimista – diz o comentarista. + Segundo a mais atuar pelos Warriors, Gui Santos fica perto de duplo-duplo em derrota para o Jazz + NBA cancela ação de marketing do Atlanta Hawks com uma boate de striptease + Shai chega ao 126º jogo seguido com ao menos 20 pontos e iguala marca histórica na NBA 1 de 3
Parte da delegação que representará o Brasil no Pré-Mundial feminino — Foto: Confederação Brasileira de Basketball (CBB) Parte da delegação que representará o Brasil no Pré-Mundial feminino — Foto: Confederação Brasileira de Basketball (CBB) O Mundial feminino de 2026 vai ocorrer em Berlim, na Alemanha, entre 4 e 13 de setembro. A equipe anfitriã está classificada por ser a sede do campeonato. Bélgica, Estados Unidos, Austrália e Nigéria, campeões continentais, também já garantiram participação. Ao todo, o Brasil tem duas medalhas em Mundiais femininos. Além do título sob o comando de Paula e Hortência em 1994, a seleção verde-amarela faturou o bronze em 1971. Na última edição em que esteve presente, em 2014, a equipe terminou na 11ª posição. Mais do que sonhar com um resultado expressivo, porém, Pedro Maia ressalta que a classificação para o torneio deste ano honraria a história do basquete nacional. Vale ressaltar que o time brasileiro não se classificou também para as últimas duas edições das Olimpíadas. – Acho que, acima de tudo, (a vaga no Mundial) seria o resgate de uma tradição. O basquete do Brasil é muito forte, tem uma história importantíssima. Conseguir a classificação validaria um caminho. Traria confiança para o processo como um todo, para a sequência do trabalho. E essa confiança ajudaria a mirar o próximo degrau, a trabalhar dentro das nossas limitações para fazer partidas de igual para igual contra as grandes seleções. Há uma distância considerável para a principal equipe dos EUA, para a França, para Bélgica, China, Austrália. Mas conquistar a vaga no Mundial apontaria o caminho para o próximo passo – avalia Maia. Qual seria o impacto da classificação do Brasil para o Mundial? Pedro Maia analisa As adversárias no Pré-Mundial Consultado pelo ge, o comentarista ainda avaliou as seleções que enfrentarão o Brasil em Wuhan. De acordo com Maia, os principais desafios serão contra a Bélgica, que vem de dois títulos europeus consecutivos, em 2023 e 2025; e diante da China, vice-campeã mundial em 2022. As chinesas, inclusive, levaram a melhor sobre as brasileiras em dois amistosos de preparação, disputados já neste mês de março. Os placares foram de 74 a 69 e 72 a 66. – A Bélgica é um time que tem o tático, o coletivo, variação ofensiva, jogadoras que conseguem desequilibrar. A China, por sua vez, é uma das grandes forças do basquete mundial, principalmente porque joga de maneira muito física e tem um jogo interior forte também. Estará em casa, terá uma grande possibilidade de classificação e vai ser a segunda maior pedreira para as brasileiras – analisa o comentarista. 2 de 3
Bélgica é atual bicampeã europeia feminina de basquete — Foto: Stefanos Kyriazis/NurPhoto via Getty Images Bélgica é atual bicampeã europeia feminina de basquete — Foto: Stefanos Kyriazis/NurPhoto via Getty Images Em uma prateleira abaixo, estão as outras seleções do Grupo A. Caso a China realmente confirme o favoritismo e garanta a classificação, Brasil, República Tcheca, Mali e Sudão do Sul disputarão as outras duas vagas disponíveis. Pedro Maia acredita que o confronto com as tchecas merecerá especial atenção: – A República Tcheca é muito organizada. Também gosta de um jogo interior, um ritmo mais lento. É uma seleção paciente para jogar em meia quadra, top 20 no ranking da Fiba, mas sem uma grande peça que se destaque individualmente. Mali e Sudão do Sul surgem como as grandes oportunidades de vitórias para o Brasil. A seleção malinesa tem características mais semelhantes às da equipe brasileira: defesa muito forte, agressiva, física para tentar sair na transição. Sudão do Sul carece de um jogo organizado, coletivo. É o principal azarão no torneio. + Cristian Ribera conquista prata histórica para o Brasil nas Paralimpíadas de Inverno + Cristian Ribera celebra medalha inédita para o Brasil: "Sonho realizado" + Aline Rocha celebra melhor resultado de uma brasileira e enaltece Cristian Ribera: "Herói" Pedro Maia analisa adversárias do Brasil no Pré-Mundial de Basquete Feminino Veja a agenda de jogos do Brasil no Pré-Mundial (horários de Brasília): Quarta-feira, 11 de março – Brasil x Bélgica – 5h30 Quinta-feira, 12 de março – Sudão do Sul x Brasil – 2h30 Sábado, 14 de março – Brasil x República Tcheca – 2h30 Domingo, 15 de março – Mali x Brasil – 2h30 Terça-feira, 17 de março – China x Brasil – 8h30 As convocadas para defender o Brasil Além das adversárias, o Brasil terá que analisar as opções internas. Após um período de treinos, a técnica Pokey Chatman definiu a lista de 12 convocadas para o Pré-Mundial. Duas armadoras, quatro alas, três alas-pivôs e três pivôs estarão à disposição, entre nomes experientes e outros que ainda iniciam a carreira na seleção. 3 de 3
Kamilla Cardoso é um dos principais nomes da seleção brasileira feminina — Foto: Michael Hirschuber/Getty Images Kamilla Cardoso é um dos principais nomes da seleção brasileira feminina — Foto: Michael Hirschuber/Getty Images Para Pedro Maia, o jogo coletivo do Brasil será importante na campanha em Wuhan. Mas o comentarista aponta alguns destaques individuais que podem assumir a responsabilidade em momentos decisivos: – A primeira peça é a Kamilla Cardoso (24 anos), pela experiência internacional e por ser uma jogadora de muito impacto no garrafão. É uma excelente protetora de aro, briga muito bem nos rebotes e alimenta o jogo brasileiro de dentro para fora. Outra atleta importante é a Damiris Dantas (33 anos), também com muita experiência internacional, muita rodagem na WNBA. Tem muita versatilidade ofensiva. Ainda traria um terceiro elemento, a Bella Nascimento. Jovem (22 anos), está em um momento de ascensão. Nos próximos anos, deve se consolidar como a arremessadora mais confiável da seleção brasileira. + Veja mais notícias relacionadas a basquete Quais são os destaques do Brasil no Pré-Mundial feminino de basquete? No comando do grupo verde-amarelo, está uma técnica que também chama atenção. Pokey Chatman assumiu a seleção no fim de 2024 e levou a equipe ao vice-campeonato da Copa América. A americana de 56 anos tem uma longa trajetória na WNBA, passando por diferentes funções nos bastidores. – É um luxo termos a Pokey. O trabalho é bem interessante. Ela está conseguindo trazer uma filosofia com o que tem em mãos. Eu diria que, entre as cinco posições do basquete, a posição de armadora é a mais carente na equipe brasileira, e isso limita o nosso teto ofensivo. Mas a Pokey encontra boas soluções, como investir em uma defesa agressiva para sair no contra-ataque, no jogo interior com Kamilla e Damiris. A expectativa é de vaga no Mundial, vaga em Los Angeles 2028. São os grandes objetivos do ciclo – comenta Pedro Maia. Como está o trabalho da técnica Pokey Chatman na seleção brasileira? Veja as 12 atletas convocadas por Pokey Chatman para o Pré-Mundial: Alana Gonçalo – armadora Débora Costa – armadora Bella Nascimento – ala Cacá Martins – ala Emanuely Oliveira – ala Iza Nicoletti – ala Damiris Dantas – ala-pivô Iza Sangalli – ala-pivô Sassá Gonçalves – ala-pivô Kamilla Cardoso – pivô Aline Moura – pivô Iza Varejão – pivô Data, horário e onde assistir a Brasil x Bélgica Torneio: Pré-Mundial feminino de basquete Data: quarta-feira, 11 de março Horário: 5h30 (de Brasília) Local: Wuhan, China Onde assistir: CazéTV