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Análise dos Times

Gremio

Principal

Motivo: O artigo foca na absolvição da executiva do Grêmio pelo STJD e cita a manifestação do clube defendendo sua versão dos fatos, com tom positivo sobre a decisão.

Viés da Menção (Score: 0.4)

Motivo: O Inter é apresentado como a equipe do torcedor que fez a acusação, e o artigo relata a versão da acusação de forma mais sucinta, sem aprofundamento no ponto de vista do clube.

Viés da Menção (Score: -0.2)

Palavras-Chave

Entidades Principais

Polícia Civil Gremio Inter STJD Bárbara Fonseca Brasileirao Feminino Eduardo Schumacher

Conteúdo Original

Executiva do Grêmio é indiciada pela polícia por injúria racial A executiva de futebol feminino do Grêmio Bárbara Fonseca foi julgada e absolvida no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) na manhã desta sexta-feira, no Rio de Janeiro, pela acusação de suposta injúria racial a um torcedor do Inter – foram três votos pela absolvição contra dois. O caso ainda corre no âmbito criminal, já que a dirigente foi indiciada pela polícia. O clube gaúcho se manifestou em nota (leia abaixo). O voto do relator Pedro Gonet citou que, apesar da gravidade social do crime de racismo, entendeu que houve insuficiência probatória para fazer a condenação e votou pela absolvição de Bárbara e do Grêmio. Além do relator, outros dois auditores votaram pela absolvição, com dois votos por condenação de 120 dias para a dirigente. A absolvição do Grêmio foi por unanimidade. Grêmio e Bárbara haviam sido enquadrados no artigo 243-G do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, que diz respeito a prática de ato discriminatório. Bárbara poderia ser suspensa por 360 dias. Ao Grêmio, havia a possibilidade de perda de pontos, além de multa de R$ 100 mil. 1 de 2 Bárbara Fonseca, executiva do futebol feminino do Grêmio, no STJD — Foto: Tébaro Schmidt Bárbara Fonseca, executiva do futebol feminino do Grêmio, no STJD — Foto: Tébaro Schmidt No depoimento, a dirigente do Grêmio diz que a confusão iniciou quando um funcionário do Inter direcionou um xingamento para uma atleta do Grêmio. A executiva, então, interpelou o funcionário, o que iniciou uma série de xingamentos por parte dos torcedores colorados que estavam ali. A suposta vítima da injúrial disse "vai tomar no c..., vagabunda. Olha a vagabunda querendo reclamar", segundo a versão de Bárbara. A dirigente retrucou com o mesmo xingamento. A partir daí, Bárbara volta para o vestiário e, quando saiu, foi chamada por um capitão da Brigada Militar para ser informada de que precisaria ir para a delegacia. Além da presença da dirigente no STJD e da defesa, o vice-presidente Eduardo Schumacher representou o Grêmio e fez uma breve manifestação para mostrar o trabalho interno do clube sobre a causa racial. Delegado da polícia atualiza situação da acusação de injúria racial no Gre-Nal feminino O caso também corre em âmbito criminal. A dirigente gremista foi indiciada pela Polícia Civil por injúria racial. Foram ouvidas 11 pessoas, incluindo vítima e indiciada, pelo delegado. Três testemunhas confirmaram terem ouvido as ofensas raciais. As imagens das câmeras de segurança foram coletadas, porém não captaram o fato. O clássico Gre-Nal do Brasileirão Feminino, ocorreu no Sesc Protásio Alves, no final de março. O torcedor do Inter, que integra a organizada Camisa 12, abriu um boletim de ocorrência após a partida , no qual relatou que a dirigente do Grêmio gritou "sai filho da p***, macaco filho da p***" na saída de campo, depois da vitória gremista por 2 a 1. Depois do jogo, o Grêmio publicou nota afirmando se tratar de uma acusação "inverídica", no momento em que os profissionais do clube "eram ofendidos por membros da torcida adversária". A executiva do clube se manifestou pelas redes sociais, lamentou o que chamou de "acusação inverídica e leviana" e disse que as testemunhas ouvidas "atestam que o alegado pelo torcedor não ocorreu". 2 de 2 Imagem da confusão no Gre-Nal Feminino — Foto: Reprodução Imagem da confusão no Gre-Nal Feminino — Foto: Reprodução Veja a nota do Grêmio "Em relação ao julgamento desta sexta-feira da 3ª Comissão Disciplinar do Superior Tribunal de Justiça Desportiva, na denúncia envolvendo a executiva Bárbara Fonseca, o Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense ressalta que o desfecho atesta aquilo que o clube já havia manifestado, sobre confiar na veracidade da versão da executiva da instituição. O clube reitera sua confiança no pleno funcionamento das instituições em prol de uma luta tão importante como a do combate ao racismo. O Grêmio é o Clube de Todos e carrega como missão, para além do campo, ser uma instituição representante de uma torcida diversa e apaixonada e ter como responsabilidade lutar por uma sociedade justa e livre de preconceitos."