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A Irlanda venceu Israel por 3 a 0 neste domingo (27), em Debrecen, na Hungria, pela Nations League B. Antes da partida, porém, os jogadores irlandeses protagonizaram uma série de protestos relacionados ao conflito em Gaza. A equipe entrou em campo usando braçadeiras pretas, não cumprimentou os adversários e permaneceu de cabeça baixa durante a execução do hino de Israel.
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O capitão Dara O'Shea também não realizou o tradicional cumprimento com Manor Solomon, capitão israelense. Após a execução dos hinos, as equipes foram para seus respectivos lados sem a troca de flâmulas e os apertos de mão que fazem parte do protocolo antes das partidas.
A decisão de não realizar o cumprimento havia sido comunicada previamente à Uefa e aceita pela entidade. As braçadeiras pretas, segundo a Federação Irlandesa de Futebol (FAI), foram utilizadas em homenagem a todas as pessoas que perderam a vida no conflito.
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Dentro de campo, a Irlanda precisou de apenas 25 minutos para construir a vitória. Troy Parrott abriu o placar aos 13 minutos, e Adam Idah ampliou apenas três minutos depois. Aos 25, Jack Moylan marcou o terceiro e fechou a conta ainda na primeira etapa. Na comemoração, Moylan retirou a braçadeira preta e a beijou antes de também beijar o escudo da seleção irlandesa.
O resultado marcou a primeira vitória da Irlanda no Grupo 3 da Liga das Nações B. Israel, por sua vez, sofreu a segunda derrota na competição.
A realização do confronto vinha sendo alvo de pressão na Irlanda desde o sorteio dos grupos. Torcedores e atletas defenderam um boicote aos jogos contra Israel, mas a seleção decidiu participar da partida.
O goleiro reserva Gavin Bazunu foi o único jogador da equipe a não participar do confronto. Ele anunciou a decisão de se retirar dos dois jogos contra Israel e afirmou que, por sua convicção pessoal, considerava errado participar de partidas diante da situação envolvendo o conflito.
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Mais de 160 atletas irlandeses haviam assinado anteriormente uma carta pedindo que a Federação Irlandesa reconsiderasse a realização dos confrontos. A FAI, porém, manteve a participação da seleção, também levando em conta possíveis consequências esportivas relacionadas ao não cumprimento de uma partida da Uefa.
A tensão aumentou nos últimos dias após declarações do técnico da Irlanda, Heimir Hallgrímsson. Ao defender a realização da partida, o treinador afirmou que a equipe não estaria jogando "com o genocídio", mas "contra o genocídio".
A Associação de Futebol de Israel respondeu classificando a declaração como "ignorante, hipócrita e estúpida". O primeiro-ministro irlandês, Micheál Martin, saiu em defesa de Hallgrímsson e classificou a manifestação da entidade israelense como "inaceitável".
A Irlanda e Israel voltarão a se enfrentar pela Liga das Nações no dia 4 de outubro, em Backa Topola, na Sérvia. O segundo confronto será realizado em campo neutro e sem a presença de público.