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Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte Vasco decola com seu dinizismo customizado e eletrizante Milly Lacombe Colunista do UOL 26/10/2025 20h24 Deixe seu comentário Carregando player de áudio O dinizismo é um modelo de jogo em construção. Vítima de muita incompreensão, o estilo criado por Fernando Diniz é constantemente simplificado por quem prefere ridicularizá-lo do que entendê-lo. "É proibido chutão", "toda saída de bola é uma temeridade", "só vale sair tocando", "não é capaz de se defender, só de atacar". O dinizismo nunca foi isso e nem mesmo a conquista da América foi suficiente para que outro tipo de análise nascesse. Assim como qualquer sistema de jogo, o dinizismo tem pontos fracos e pontos fortes. Como é um modelo contra-hegemônico, ele precisa se provar constantemente, ao contrário dos sistemas posicionais, amplamente aceitos na vitória ou na derrota. O dinizismo começa com a valorização da criatividade de cada um. Confere ao atleta confiança e auto-estima. Diniz, ingovernável à beira do campo, às vezes erra por cobrar demais e de modo agressivo. Parece estar aprendendo a se dosar, o que é bom. Josias de Souza Fator China fez Trump ir atrás de Lula Reinaldo Azevedo Lula dá drible no 'complexo de vira-latas' Saque e Voleio Fonseca e um título de gente grande Ronaldo Lemos Conteúdo de IA venceu: a internet não é mais humana Seu Vasco sabe se defender. Contra o Bragantino fez isso e buscou o contra-ataque. Diniz adaptou o modelo de jogo ao contexto vascaíno. E ao elenco. Com ele, PH chegou à seleção e Rayan virou peça fundamental. Coutinho se tornou um meia como poucos no futebol brasileiro e Leo Jardim passou a jogar com os pés como nunca antes. Arrisquem, ousem e sejam solidários, diz Diniz. O terceiro gol do Vasco é uma aula de auto-estima dos atletas envolvidos no contra-araque. Classificação e jogos Brasileirão O Vasco joga alegremente, sabe ser ofensivo, sabe marcar alto, sabe sair tocando, sabe sair com lançamentos, sabe ficar atrás e transicionar, como fez nesse domingo contra o Bragantino. A vitória por três a zero foi justa e bem construída. Seus times valorizam o jeito brasileiro de existir em campo. O futebol de rua é celebrado. O time joga junto. Ataca e defende em bloco. A vulnerabilidade é parte integrante e não é qualidade demonizada. Para começar a funcionar Diniz precisa de tempo. No Vasco, ele conseguiu esse tempo e a história tem sido espetacular. O Vasco foi a Bragança e conquistou três pontos. Era candidato ao rebaixamento e hoje é o 8º colocado. Mas, mais do que isso, devolveu à sua imensa torcida a capacidade de sonhar. Basta. É coisa demais. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Milly Lacombe por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Rafaella Justus revela ataques na internet e desabafa: 'Gente mal-amada' Ônibus com 50 pessoas cai no Rio Tocantins; motorista morre afogado Diálogo de Lula com Trump é azeitado por sujeito oculto: Xi Sato relembra humilhação no Pânico ao lado de Nicole e vibra: 'Vencemos' Argentina tem abstenção de 34% em eleição legislativa decisiva para Milei