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Futebol Palmeiras impacta mercado com garotos e diz ter 'revelações' para 10 anos Flavio Latif Do UOL, em São Paulo (SP) 21/04/2026 05h30 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Eduardo Conceição, do Palmeiras, em ação contra o Sporting Cristal, pela Libertadores sub-20 Imagem: Fabio Menotti/Palmeiras O atacante Eduardo Conceição, que completou 16 anos em dezembro do ano passado, será a próxima grande venda da base do Palmeiras . Edu sequer fez um jogo no time principal com Abel Ferreira, mas já é alvo de disputa das principais equipes do futebol europeu e o Alviverde quer uma oferta na casa dos 50 milhões de euros (cerca de R$ 294 milhões na cotação atual), entre valores fixos e variáveis para vendê-lo. A possível negociação dá margem para uma discussão: o que o Palmeiras faz de diferente para vender suas joias cada vez mais jovens e por valores tão altos? O UOL vai tentar explicar. Daniela Lima Zema faz STF de escada, e o Supremo morde a isca Dora Kramer Lulismo e bolsonarismo lidam com a desconfiança Josias de Souza E quanto ao presente do Judiciário? Milly Lacombe O goleiro Brazão e sua dor escondida "O Palmeiras tem revelação para os próximos 10 anos" JP Sampaio, Leila Pereira e Paulo Buosi comemoram título do Palmeiras no Brasileirão sub-20 do ano passado Imagem: Fabio Menotti/Palmeiras João Paulo Sampaio, coordenador da base palmeirense, conversou com o UOL e afirma que o sucesso dos garotos já vendidos ajuda na hora de negociar novas promessas. Além disso, o Palmeiras ser um clube que paga suas contas em dia também é um fator que influencia as cifras envolvidas. Quando vários chegam lá, isso é melhor na hora da venda. Temos vários exemplos: Endrick, Estêvão, Kevin, Vitor Reis, Gabriel Jesus. Todo mundo sabe que o Palmeiras, além de tudo, não é um desses times que estão com o pires na mão. Então, tem que pagar o que vale. O Palmeiras sempre é o dono da negociação. Não é empresário, o time que quer o jogador. Normalmente tem vários times querendo o mesmo jogador, o Palmeiras tem opções para escolher JP Sampaio. "Nos últimos 10 anos, nós somos o clube que mais colocou jovens do sub-20 para disputar o estadual, que mais teve atletas da base como protagonistas no principal e que mais ganha campeonatos importantes no Brasil, além de ser quem mais viaja para competições de base fora do país. Nós temos revelações de 10 anos para mais", acrescentou. Desde 2015, quando JP Sampaio assumiu o controle da base palmeirense, o clube tem 31 conquistas nos estaduais de base. O Santos é o segundo que mais venceu, com 6. Continua após a publicidade Relacionadas Vitor Roque perto, calma com Paulinho: como estão os atacantes do Palmeiras Pênalti para o Palmeiras e gol do Flamengo: ex-árbitros analisam polêmicas Abel evita comentar suspensão no STJD: 'Não tenho mais nada a dizer' Respeito mundo afora Endrick comemora gol marcado pelo Lyon contra o Metz no Campeonato Francês Imagem: JEAN-CHRISTOPHE VERHAEGEN/AFP A reportagem também conversou com Claudio Fiorito, presidente da P&P Sport Management Brasil, especializada no gerenciamento da carreira de atletas e que representa o zagueiro Vitor Reis — hoje emprestado ao Girona, e que quando foi vendido pelo Palmeiras se tornou a maior venda de um zagueiro na história do futebol brasileiro. Na visão do empresário, os garotos que passam pelo Palmeiras chegam ao profissional com uma maturidade muito acima da média. A base do Palmeiras hoje é vista como uma das mais sólidas e confiáveis do futebol mundial. Existe um respeito muito grande do mercado internacional pelo que o clube construiu nos últimos anos, tanto em termos de formação técnica quanto de preparação mental dos atletas. Quando um jogador sai da base do Palmeiras, ele já chega ao profissional com uma maturidade acima da média, e isso chama muita atenção de clubes europeus. Não é por acaso que o clube virou uma referência global em formação de talentos Claudio Fiorito "O caso do Vitor Reis é um ótimo exemplo disso. O Palmeiras tem um processo muito estruturado, que vai além do campo. Existe um acompanhamento individualizado, com profissionais qualificados em todas as áreas: física, técnica, psicológica e até educacional. Eles conseguem potencializar o talento do atleta sem pular etapas, respeitando o tempo de desenvolvimento. Além disso, há uma integração muito bem feita entre base e profissional, o que facilita essa transição e dá mais segurança para o jogador performar em alto nível desde cedo", acrescentou. A integração base e profissional foi um dos motivos que fizeram o Palmeiras conseguir a contratação de Allan Barcellos, ex-São Paulo, que é visto como um dos grandes técnicos de base no país. Continua após a publicidade Tendência do mercado Kauã Prates, do Cruzeiro, deve ser reforço do Borussia Dortmund depois do meio do ano Imagem: Gilson Lobo/AGIF Os clubes europeus passaram a adotar uma nova estratégia no mercado da bola: fechar as contratações de promessas cada vez mais cedo para pagar menos nas transferências. E a procura por Edu Conceição é a maior prova disso — ele só pode deixar o clube em dezembro de 2027. Essa é uma tendência no mercado da bola. Neste ano, por exemplo, o Cruzeiro vendeu o lateral esquerdo Kauã Prates, de 17 anos, para o Borussia Dortmund (ele se transfere em agosto de 2026), e, nesta semana, o Athletico-PR acertou a venda do atacante Bruninho, também de 17 anos, para o Shakhtar Donetsk. Sem falar em Estêvão e Endrick. "O mercado está mais agressivo e antecipando movimentos, principalmente com clubes europeus buscando garantir talentos antes que eles se valorizem ainda mais. Quando você tem um ambiente como o do Palmeiras, que entrega jogadores prontos e confiáveis, é natural que essas propostas apareçam cada vez mais cedo", pontuou Fiorito. "Palmeiras tem ciclo perfeito na base", diz especialista Estêvão comemora gol marcado pelo Palmeiras contra o Fortaleza pelo Brasileirão Imagem: Marcello Zambrana/AGIF Continua após a publicidade A reportagem também conversou com Renê Salviano, CEO da Heatmap e especialista em patrocínios e ativações de marketing esportivo. Para Renê, esse movimento na base do Palmeiras não é momentâneo, um "hype". Além das transferências milionárias, o Palmeiras também consegue fazer com que esses garotos conquistem títulos. "Formar talentos, dar oportunidades no profissional, ganhar títulos e vender já é um movimento que traz muita visibilidade. É o ciclo perfeito. Se o clube tem uma boa imagem de formação, a base inteira pode carregar a alcunha de ter atletas diferentes dos outros de mercado", disse Renê. "Acredito que o Palmeiras tem sido audacioso, mais "comercial". Base é investimento, e o Palmeiras tem pensado assim. O João Paulo sempre teve este perfil, o conheço o trabalho dele a mais de 20 anos, altamente profissional e comercial, o DNA dele foi entendido pela direção da instituição e os números mostram isso", afirmou. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. 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