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Só para assinantes Assine UOL Reportagem Flamengo segue vivo pelo tetra inédito Juca Kfouri Colunista do UOL 29/10/2025 23h54 Deixe seu comentário Cambeses, do Racing, e Varela, do Flamengo, em ação durante partida da Libertadores Imagem: Divulgação/X/LibertadoresBR Carregando player de áudio Ler resumo da notícia Não, o Flamengo não se intimidou com o clima feérico de El Cilindro e se impôs como time superior ao Racing que é desde o começo do jogo. Dos 22 jogadores em campo, 17 falavam espanhol, além do trio de arbitragem. Mas o Flamengo teve a primeira chance de do jogo, aos 11 minutos, com Luiz Araújo tirando tinta trave. Reinaldo Azevedo Castro dá o caminho para a Terra dos Mortos Wálter Maierovitch Terrorismo de Estado e governador assassino Mariana Barbosa A disputa de narrativas sobre a operação policial Maria Ribeiro Se o cometa chegar, vai me encontrar no sofá A resposta foi imediata, em enorme defesa de Rossi, em cima da linha, depois de cabeçada fulminante. Os argentinos não tiveram mais nenhuma grande chance de gol. O Flamengo teve. E não foram poucas. Aos 15, Cambeses fez milagre aos pés de Varela. Aos 16, outra vez Luiz Araújo raspou a trave. O Flamengo dominava, ficava com a bola e não corria riscos nem mesmo com as tradicionais bolas esticadas do Racing. Continua após a publicidade Apenas mais uma vez, num arremate perto do travessão, de Solari ao receber ligação direta de Cambeses, aos 32, os argentinos ameaçaram. Aos 33, Cambeses saiu nos pés de Dom Arrascaeta para evitar o que seria um golaço do uruguaio depois de deixar dois zagueiros pelo caminho. Como no Maracanã, o Flamengo fez por merecer sair em vantagem para o intervalo. Como no Maracanã o zero não saiu do placar. Tinha o segundo tempo, o Flamengo só não podia tomar gol, mas o só aí é muito. Muitíssimo. Friamente era mais provável que o Flamengo fizesse o gol, mas restava saber como o Racing voltaria, se comeria grama ou se continuaria submetido à superioridade carioca. Continua após a publicidade Catimba por catimba, já que o Racing não se preocupou com eventual multa da Conmebol pelo espetáculo pirotécnico e a fumaceira que atrasaram o começo do jogo, o Flamengo demorou 19 minutos no intervalo, para irritação dos rivais. Deve custar 60 mil dólares. Registre-se a boa arbitragem chilena até então. O segundo tempo começou como o primeiro terminou, com o Racing mais com a bola, na pressão. Controlada pelos brasileiros, diga-se. Seja como for, o Flamengo não voltou bem. Aos 55, Plata foi expulso porque afastou com um tapa na coxa do adversário que o forçava a se levantar depois de falta sofrida por ele e não assinalada pelo assoprador. Nunca elogie a arbitragem antes do fim de jogos: não marcou a falta e foi pra lá de rigoroso na expulsão. Continua após a publicidade Jogadores brasileiros, sabemos, costumam cair na catimba argentina. Mas Plata é equatoriano. Felipe Luís pôs Bruno Henrique e Danilo e tirou Dom Arrascaeta e Carrascal, depois de mãos de cinco minutos de paralisação. A coisa deveria ficar feia para o Flamengo que não havia se assustado com o clima, ao contrário do assoprador que se rendeu, caseiro. Espera-se que ninguém acuse o Palmeiras pelo erro. Seja como for, Plata está fora de eventual final. A lembrança da resistência, em Itaquera, quando Bruno Henrique foi expulso aos 28 minutos de jogo, pela semifinal da Copa do Brasil de 24 veio às cabeças rubro-negras espalhadas pelo mundo. Aos 73, saíram Luiz Araújo e Varela e entraram Saúl e Emerson Royal. Continua após a publicidade Rossi trabalhava, mas nada assim de tão excepcional. O assoprador chegou a expulsar Rojo, mas voltou atrás, corretamente, ao ser chamado pelo VAR. O Flamengo não passava do meio de campo, mas também não deixava o Racing levar perigo, só ameaçar. Era Libertadores em estado puro. Ouvia-se o grito de Mengoo no El Cilindro, aos 85, entoado por 5 mil representantes da Nação. Quando Jorginho saiu machucado e Éverton Araújo entrou o jogo completava 86 minutos. Continua após a publicidade Faltavam mais quatro e outros dez, no máximo, ou oito, no mínimo. O assoprador deu só seis! E o bombardeio não parava. Rossi pegava tudo. O tetra vive!!!! Nenhum brasileiro o atingiu. Lima espera a Nação, em 29 de novembro. Reportagem Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. 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