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Gigante do basquete, Oscar Schmidt é eterno A mídia internacional repercutiu o falecimento de Oscar Schmidt, lenda do basquete brasileiro. O Mão Santa, como era conhecido pelos fãs da modalidade, foi vítima de uma parada cardiorrespiratória e morreu nesta sexta-feira, aos 68 anos, em um hospital em São Paulo. + Morre Oscar Schmidt, lenda do basquete brasileiro, aos 68 anos "Símbolo de dedicação, talento e lealdade" Os jornais esportivos da Espanha — país onde Oscar Schmidt jogou de 1993 a 1995 — destacaram a atuação da lenda no basquete europeu e comentaram sua lealdade à seleção brasileira. Desfrutamos imensamente dele na Europa, onze temporadas na Itália e duas em Valladolid . Ele foi a estrela daquela que talvez seja a maior final ofensiva da história do basquete europeu, a final da Copa Saporta de 1989 entre Real Madrid e Snaidero Caserta — escreveu o As. O Marca reforçou o papel essencial do Mão Santa na equipe do Brasil, sobretudo na conquista dos Jogos Pan-Americanos. 1 de 2
Mundo Deportivo, jornal espanhol, repercute morte de Oscar Schmidt — Foto: Reprodução Mundo Deportivo, jornal espanhol, repercute morte de Oscar Schmidt — Foto: Reprodução — Ele foi fundamental na conquista da medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de Indianápolis em 1987, quando o Brasil derrotou os Estados Unidos na final, e na conquista da medalha de bronze no Campeonato Mundial nas Filipinas em 1978 — lembrou. + Oscar é o maior pontuador da história das Olimpíadas e viu a medalha escapar cinco vezes + Oscar nasceu torcedor do Santos, começou no Palmeiras e trocou de time após título pelo Corinthians + Lenda do basquete, Oscar Schmidt recusou NBA para defender seleção brasileira; entenda Hoje, o basquete se despede de alguém que, com uma bola nas mãos, redefiniu a capacidade de marcar pontos e se tornou um símbolo de dedicação, talento e lealdade às cores de sua bandeira — definiu o Mundo Deportivo. "Um deus, imparável" O Gazzetta, da Itália, fez elogios às habilidades do maior cestinha da história do esporte brasileiro. Oscar Schmidt atuou por dois clubes italianos: o Juvecaserta e Pavia, de 1982 a 1993. Em nosso campeonato, Oscar se tornou um deus, imparável. Tudo o que ele precisava fazer era levantar os braços e, com aquele arremesso rápido, a bola ia parar no fundo da rede. — Em 11 temporadas entre Caserta e Pavia, ele marcou 13.957 pontos: nenhum estrangeiro fez melhor, apenas Antonello Riva — na lista de todos os tempos — está à sua frente (mas jogou mais partidas) — continuou a publicação. 2 de 2
Gazzetta, jornal italiano, repercute morte de Oscar Schmidt — Foto: Reprodução Gazzetta, jornal italiano, repercute morte de Oscar Schmidt — Foto: Reprodução Ídolo de infância de Kobe Bryant Veículo americano, o Washington Post destacou que o Mão Santa nunca participou da liga mais conhecida do basquete. Ainda assim, o atleta foi ídolo de uma das figuras mais conhecidas da NBA. Schmidt nunca jogou na NBA, mas é adorado no Brasil por sua dedicação à seleção nacional [...] Ele iniciou sua carreira profissional em 1974, e a maior parte dela se desenvolveu em seu país natal e na Itália, onde se tornou ídolo de infância do futuro astro Kobe Bryant. Já o francês L'Équipe, rememorou os cinco Jogos Olímpicos consecutivos dos quais Oscar participou e realçou os números do jogador. Induzido ao Hall da Fama em 2013, três anos depois do Hall da Fama da FIBA, Oscar Schmidt competiu em cinco Jogos Olímpicos, de Moscou em 1980 a Atlanta em 1996. Ele terminou os Jogos de Seul 1988 com uma média de 42.3 pontos, incluindo 55 pontos na única partida contra a Espanha. O português Record ressaltou outras áreas da vida de Oscar fora das quadras, como sua atuação na política do país. — Na vida pública, o brasileiro assumiu a Secretaria de Desportos, Lazer e Recreação do município de São Paulo em 1997. Em 1998, deixa o cargo para candidatar-se a senador pelo estado de São Paulo neste mesmo ano, perdendo a eleição e encerrando sua curta passagem pela política — concluiu.