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O domingo desenhava para o Fluminense um jogo de urgências e cálculo: receber o Santos no Maracanã, pela 31ª rodada do Brasileirão, tentando defender o quarto lugar e seus 51 pontos. O adversário, oitavo com 42, também buscava reação; a transmissão seria de TV Globo e Premiere. Do outro lado, Neymar aparecia como esperança de retorno, enquanto o Santos lidava com baixas e dúvidas no elenco. [ , ] Havia, porém, uma quarta-feira ocupando a cabeça tricolor. Depois das derrotas para Flamengo, por 1 a 0, e Palmeiras, por 2 a 1, Marcão planejava poupar titulares antes da volta da semifinal da Libertadores. Com Guilherme Arana suspenso, Renê era o nome esperado para a lateral esquerda; Martinelli, às voltas com uma torção no joelho, preocupava a comissão técnica. [ , , , ] Nas arquibancadas, a torcida já ensaiava transformar a viagem em combustível: estava previsto um AeroFlu no Galeão antes do embarque para enfrentar o Palmeiras, e os quatro mil ingressos visitantes se esgotaram em menos de cinco minutos. A missão era clara: após perder por 2 a 1 na ida, vencer por um gol para levar a decisão aos pênaltis ou por dois para avançar no tempo normal. [ ] Nem só de tensão continental se fez o noticiário. Na base do Fluminense, Fred celebrou seu primeiro título como treinador: vitória por 4 a 1 sobre a Portuguesa e conquista da Taça Guanabara Sub-20, depois de uma campanha com nove vitórias e dois empates. Um sopro de festa em meio à semana de decisões. [ ]