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Só para assinantes Assine UOL Reportagem Esporte Em meio a lesões, Ancelotti não testou alternativas táticas com a seleção Danilo Lavieri Colunista do UOL 04/05/2026 05h30 Deixe seu comentário Resumo Ouvir na voz do colunista 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Carlo Ancelotti, técnico da seleção brasileira, fala sobre vida no Rio de Janeiro Imagem: Maddie Meyer/Getty Images Desde que assumiu a seleção brasileira, Carlo Ancelotti deixou claro que tinha uma ideia fixa de estrutura: montar a equipe com quatro atacantes, dois meio campistas e uma linha de quatro defensores. Ainda que exista alguma flexibilidade de movimentação dentro desse desenho, como Vinícius Júnior atuando mais centralizado ou aberto pela esquerda, o treinador nunca abriu mão do sistema como ponto de partida. Foi, até aqui, o único modelo testado em todos os jogos sob seu comando. O problema é que a rigidez tática convive com um cenário instável no elenco. As lesões de Rodrygo e Estêvão, além das questões físicas recorrentes de Raphinha, mexem diretamente com a engrenagem ofensiva. Ainda assim, Ancelotti segue apostando na profundidade do setor, que conta com nomes como Luiz Henrique, Endrick, Rayan e Gabriel Martinelli, por exemplo. A questão é que, caso esses substitutos não entreguem o mesmo nível, não há um plano alternativo previamente trabalhado. E opções não faltariam. O bom momento de Danilo, do Botafogo, poderia abrir espaço para uma formação com três meio campistas, sem a necessidade de sacrificar Bruno Guimarães ou Casemiro. Outra possibilidade seria mudar a estrutura defensiva. Sem ter se convencido plenamente com os laterais e sem contar com Éder Militão, que chegou a ser considerado para a lateral direita, o treinador poderia testar uma linha com três zagueiros, oferecendo mais equilíbrio ao time. Sakamoto Desenrolar o fim das bets derrubaria as dívidas Alexandre Borges Ex-lulista, Malafaia culpa católicos pelo PT Milly Lacombe Que tipo de masculinidade não aceita levar um drible? Mauro Cezar Jardim está destruindo o que herdou de bom no Fla Apesar das alternativas, Ancelotti tem sido coerente, ou teimoso, dependendo do ponto de vista. Questionado diversas vezes, inclusive na última Data Fifa, ele manteve o discurso de convicção no modelo escolhido. Dentro desse mesmo sistema, no entanto, mostrou capacidade de adaptação no comportamento da equipe. Contra a França, o Brasil adotou uma postura mais reativa e defensiva. Já diante da Croácia, assumiu o controle do jogo. A insistência em um único desenho tático pode dar identidade ao time, mas também limita as respostas em cenários adversos. E, com um elenco que oscila fisicamente e oferece diferentes características, a dúvida que fica é até que ponto a fidelidade ao plano inicial será uma virtude ou um risco para a seleção brasileira. Depois da convocação no dia 18 de maio, Ancelotti ainda terá mais dois amistosos e um período de preparação até a estreia no dia 13 de junho, contra Marrocos. Esses dias serão os últimos para que o italiano coloque em prática um plano B mudando o sistema de jogo da Amarelinha. Reportagem Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Danilo Lavieri por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Avião de pequeno porte cai e bate em prédio em Belo Horizonte; 2 morrem Alimentos pró-colágeno: o que realmente ajuda a manter a pele firme? Desenrolar o fim das bets derrubaria as dívidas dos brasileiros Torcida escolhe Nubank Parque como novo nome da arena do Palmeiras Lula lança Desenrola 2.0 incluindo pequenas empresas e produtores rurais