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Um ditado popular cabe como uma luva para o Corinthians e sua obsessão por profissionais holandeses.
"Todo dia sai de casa um malandro (ou espertalhão) e um otário (ou trouxa). Quando os dois se encontram, sai negócio."
Não é possível que o Corinthians em mais um momento dramático de sua história possa ser tão trouxa a ponto de contratar Seedorf, técnico medíocre e sem trabalhar na função há sete anos, para a ingrata missão de salvar o time do rebaixamento no Brasileiro.
O Corinthians cometeu até um erro justificável ao trazer Memphis. Mas depois foi um grande otário ao renovar o contrato de um atleta que marcou um gol em 2026 e se arrasta em campo.
Agora passa dos limites a trazer Seedorf, que não deve ter ideia onde fica Mirassol ou quem é Matheus Bidu, em acerto que surpreendeu até a imprensa holandesa.
O Corinthians precisava de um técnico com conhecimento dos rivais e do elenco do clube para evitar o rebaixamento de um plantel que está entre os cinco mais caros do futebol brasileiro.
Memphis e Seedorf não estão no Brasil, e ainda mais em um time quebrado como o Corinthians, por caridade ou chance de trabalhar no país.
Aceitam contratos por que são ofertas financeiras que jamais teriam na Europa.
Os dois sabem que o Corinthians não paga em dia. Mas que em algum momento vão receber, com juros.
No fim, o espertalhão, infelizmente, sempre ganha do otário em que se transformou o Corinthians.
Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião da ESPN.