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Futebol CBF sela acordo, e jogadores podem ficar com até 70% da premiação Igor Siqueira Do UOL, no Rio de Janeiro 03/06/2026 05h30 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Com Neymar, seleção brasileira desembarca nos EUA Imagem: Rafael Ribeiro / CBF A seleção brasileira viajou aos Estados Unidos com o modelo de premiação definido para a Copa do Mundo. A lógica é a seguinte: a CBF tem um valor que ganhará da Fifa pela colocação final no Mundial, e um percentual disso vai para a delegação. Do que a delegação terá direito a receber (dependendo de quão longe o Brasil for), 70% vão para os jogadores. Os outros 30% serão divididos entre os demais membros da comitiva brasileira (comissão técnica e estafe). Josias de Souza Trump passa de 'aliado' de Flávio a maior estorvo José Fucs Por que cerco de Trump às facções é bom para o Brasil Narrativas em Disputa Tarifaço, Pix e o efeito na campanha de Flávio Wálter Maierovitch Trump libera fúria contra Netanyahu O valor de referência é obtido com base na tabela da Fifa (Federação Internacional de Futebol) para cada fase. Se o Brasil for campeão, a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) vai receber US$ 50 milhões (R$ 251 milhões). A delegação não ficará com todo esse dinheiro — parte ficará com a entidade brasileira. Os jogadores e a CBF tiveram duas conversas nos últimos dias (uma na Granja Comary e outra no Rio) para bater o martelo sobre como será a divisão. Participaram da reunião final lideranças do grupo atual: Neymar, Casemiro, Danilo, Alisson e Raphinha. O capitão Marquinhos estava na Europa por causa da final da Champions League. Na primeira fase, por exemplo, a delegação terá direito a cerca de 60% do que a CBF receber da Fifa, segundo o UOL apurou. Se a seleção cair na fase seguinte (a primeira do mata-mata), pouco mais de 50% correspondente a esse estágio da competição. E do percentual que vai para a delegação vem então a subdivisão: 70% para os jogadores e 30% para outros membros da delegação. Continua após a publicidade As conversas sobre o tema foram classificadas como tranquilas nos bastidores da seleção. Esse modelo segue o padrão dentro do grupo. Ao todo, a Fifa distribuirá US$ 655 milhões (R$ 3,2 bilhões) entre as 48 seleções. Ao participar da fase de grupos, cada uma já assegura pelo menos US$ 9 milhões (R$ 45 milhões). Bicho já gerou confusão há 36 anos Discussões sobre premiação (ou bicho, no jargão do futebol) já geraram problema em Copas. Em 1990, houve um racha entre jogadores e CBF. Eles descobriram que o valor que a entidade disse que ganharia em um contrato com a Pepsi, na real, era maior do que informado a eles. O grupo já estava na Itália, durante o Mundial, e ainda tinha discussão sobre esse tema. Chegaram até a colocar na roda de discussão o dinheiro que Lazaroni estava ganhando da Fiat em comerciais lançados por ocasião da Copa. Continua após a publicidade "Naquela época era o bicho, né. Uns entendiam que a premiação deveria ser dividida só entre os jogadores. A comissão técnica não gostou, com razão. Em 1994, a gente entendeu que todo mundo que estava lá tinha que ganhar igual. Se tivesse acontecido isso em 1990, seria melhor", conta Romário, no documentário Copa 1990 feito pelo UOL . Em 2026, a CBF e os jogadores resolveram a história antes de pisarem em solo dos Estados Unidos. Danilo Lavieri Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Figurinhas nos EUA têm níveis de raridade e podem valer mais de US$ 100 mil Empresário compra prédio abandonado há 80 anos em SP e descobre relíquia UE vê tarifaços de Trump como oportunidade de crescimento na América Latina O que comer no café da manhã para ter mais energia e concentração Por que o cerco de Trump às facções é bom para o Brasil