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Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte O eco do passado que pode executar a campanha de Flavio Bolsonaro Milly Lacombe Colunista do UOL 20/10/2026 17h00 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Ana Clara Machado, 5 anos, morreu atingida por um disparo em Niterói (RJ) Imagem: ONG Rio de Paz Quem assistiu ao Pulso Político no UOL desse dia 20 de outubro ficou sabendo o que aconteceu na Internet logo depois do debate entre os candidatos Lula e Flavio na Band: um crescimento significativo das buscas pelas palavras Ana Clara e Flavio Bolsonaro. Daniela Lima, âncora do programa, mostrou os números que apontam para a imensa curiosidade do eleitorado. O episódio foi citado por Lula durante o debate, o que gerou as buscas. Ana Clara foi executada com cinco tiros por um policial militar no dia dois de fevereiro de 2021. Até aí, trata-se de uma história comum de horror no Brasil. A polícia entra nas favelas e periferias atirando e assassinando sem ser responsabilizada pelos crimes que comete. Não é exatamente o crime que chama a atenção, embora devesse bastar para causar revolta. O que levou as pessoas a irem buscar entendimento é o detalhe que envolve o então senador Flavio Bolsonaro, que na época afrouxou suas tarefas no senado para se colocar voluntariamente como advogado de defesa do policial que disparou os tiros. Quantas vezes Flavio atuou como advogado de defesa criminal na vida? Nenhuma antes e nenhuma depois. Flavio se interessou em defender apenas o homem que executou uma criança de cinco anos com tiros de fuzil. Feito isso, voltou ao senado para seguir sua vida. Letícia Casado Contra erro fatal, campanha de Flávio calcula os gestos Balaio do Kotscho Campanhas de Lula e Flávio estão em desespero Josias de Souza Ações da Meta na eleição devem ser acompanhadas Mauro Cezar Caixa precisa justificar concessões ao Corinthians A opinião pública tende a não perdoar esse tipo de comportamento. Flavio, quando é perguntado por que quis defender o homem acusado de assassinar uma criança, não responde e desconversa. A associação com milicianos, desde a condecoração que Flavio deu ao maior assassino de aluguel do Rio quando estava na Alerj, Adriano da Nóbrega, até a defesa verbal que fez das milícias quando era deputado estadual, não ajuda a afastar as piores suspeitas que envolvem sua sua ligação com o assassino de uma criança. Também não colabora o fato de Flavio ter sido voto contrário à CPI das milícias. As conexões do candidato com a milícia são um trunfo de seu rival. Numa disputa tão acirrada como essa entre Lula e Flavio esse é o tipo de episódio que pode definir a eleição. A família de Ana Clara mereceria esse alívio certamente. Assim como muitas outras famílias que, se Flavio vencer, estarão ainda mais expostas a esse tipo de violência patrocinada pelo estado. Uma das medidas que Flavio adotará como presidente, confirmada por ele, seria a de remover a obrigatoriedade de marcação, numeração ou rastreabilidade em cápsulas e projéteis de balas utilizadas por forças de segurança ou armas liberadas no país. Uma medida que faria as milícias dispararem rojões sem dúvida. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Milly Lacombe por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Irmã homenageia Sahara Ray após morte aos 34 anos: 'Quero mais tempo' Transmissão ao vivo de PSG x Barcelona pela Liga dos Campeões: veja onde assistir Agregador: Distância entre Lula e Flávio cai para 2,6 pontos no 2° turno Marçal orienta evitar citar STF e vê PT melhor que Flávio: Vende esperança Escritório de Flávio faturou R$ 14 mi enquanto ele exercia cargo de senador